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terça-feira, 15 de julho de 2025

Curiosidades 113

 

É sempre tempo de aprender coisas novas. Recentemente, vim a saber que os astecas, sendo embora de uma cultura com aspectos sanguinários, que incluía sacrifícios humanos, cultivavam e se interessavam por saberes avançados para a época, tendo chegado, após a invasão e domínio espanhol, a traduzir Esopo e Erasmo para a sua própria língua.
Outra novidade para a minha ignorância, foi saber que os egípcios representavam, nas suas pinturas, os homens a vermelho  e as mulheres a amarelo. Justificando-se o facto por os homens se exporem ao sol e as mulheres ficarem em casa, sendo por isso mais pálidas...

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Curiosidades 101



A crise de habitação alastra por todo o lado, não só na Europa, mas até no norte de África. No Cairo, capital do Egipto, com 22 milhões de habitantes, cerca de 10% da população, por escassez de espaço, tem a sua zona de vida e residência na grande Cidade dos Mortos, gigantesco cemitério que data de há 1.400 anos e que está inscrito, desde 1979, como Património mundial da Humanidade.
Interesses especulativos e imobiliários terão levado o presidente egípcio Al-Sissi (1954) a encarar a hipótese de demolição de uma parte do campo santo, o que levaria à destruição de 2.700 mausoléus. A reacção a tal medida fez-se, no entanto, sentir de uma forma muito activa, o que talvez evite a concretização deste crime patrimonial...

domingo, 17 de dezembro de 2017

A insustentável leveza dos nóveis políticos


Às vezes, ainda fico pasmado com a falta de memória histórica de muitos dos políticos actuais. E com a sua pureza ingénua, alheia à lógica e coerência das consequências resultantes de algumas decisões tomadas de ânimo leve. Já não bastavam os pedidos de desculpa, perante factos do passado, de alguns Papas recentes e PR, que se desmultiplicaram a pedir perdão por acontecimentos, explicáveis na altura, mas hoje condenáveis pela moral vigente. O que é que adiantam, de facto? Para além de se reordenarem pelo execrável e hipócrita catálogo actual do politicamente correcto? Nada - concluo, pois o mal está feito, de pedra e cal, no passado.
Pasmei, de facto, com esta notícia do Le Monde (cuja imagem encima este poste) em que o sr. Macron se propôs, na sua leveza juvenil, devolver ao Burkina Faso, obras de arte africana, existentes em França. E não pude deixar de pensar na Bíblia dos Jerónimos, manuelina, levada de Lisboa, pelas hordas napoleónicas de Junot, e que teve de ser resgatada, mais tarde,  para voltar a Portugal. Será que o núbil PR francês estará a pensar, também, pedir à sr. May para restituir a Pedra da Roseta (hoje, no Museu Britânico) -  atendendo ao Brexit e na mesma coerência cristã - ao Egipto, raptada que foi, sob o alto patrocínio de Napoleão e do sr. Champollion, da terra dos Faraós, em 1799?
Porque, e como dizia o sapateiro de Braga: "ou há moralidade, ou comem todos".


quarta-feira, 26 de março de 2014

Isto, sim, é que é produtividade...


Andam os nossos Pês (PR, PM...), mai-los economistas televisivos a encher a boca e a falar da necessidade do aumento da produtividade portuguesa, quando a solução, pelo menos, na Justiça, seria muito simples...
Bastaria que a justiceira loura do ministério luso se decidisse a pagar um curso de reciclagem, no Egipto, aos sonolentos juízes nacionais, para que talvez eles conseguissem evitar a prescrição de alguns processos dos seus compadres banqueiros, reformados e abonados.
Aceitemos, no entanto, que há Justiça e justiça...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pequena história (18)


Nascido a 11 de Fevereiro de 1920, o rei Faruk, após 16 anos de reinado, foi destronado por um golpe de estado, em 1952, encabeçado pelo coronel Nasser. Foi o último rei do Egipto e veio a morrer, em Roma, no ano de 1965.
É-lhe atribuído um dito que, se não abona os seus dons divinatórios, pelo menos, espelha o seu sentido de humor. Conta-se que, já no exílio, terá dito, em conversa, que, dentro de poucos anos, só haveria 5 reis, no mundo. E, quando lhe perguntaram quais, terá começado a enumerá-los: "O rei de copas, o de espadas, o rei de ouros, o de paus e a rainha de Inglaterra!"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Depois de mim virá, quem de mim...


Será uma fatalidade que alguns países tenham a sina de, depois de se libertarem de uma ditadura, caírem sob a alçada de outra?
O Egipto parece dar razão ao provérbio que dá título a este poste porque, na Praça Tahrir do Cairo, os manifestantes protestam de novo. Desta vez, a palavra de ordem é: "Morsi rapa a tua barba, para vermos Moubarak!"

quarta-feira, 4 de julho de 2012

As primaveras que morreram de frio


É da História: as revoluções, com o passar do tempo, vão-se atrofiando, perdendo velocidade até tudo ficar, quase, como antes - não é preciso citar Lampedusa.
Mas se quisermos, neste Verão de 2012, saber o que ficou das primaveras árabes, pelos media, dificilmente o conseguiremos saber, porque o espectáculo deixou de ter interesse. E, talvez, já não venda. Acesa, apenas a Síria, porque lá ainda se morre, numerosamente. E a morte vende sempre.
Do Egipto, a Irmandade Muçulmana ganhou as eleições, mas os generais aperrearam a legislação e continuam a dominar. Da Líbia, vem um pesado silêncio. E da primeira das primaveras árabes, da Tunísia, vale a pena traduzir algumas palavras de um artigo do último "L'Obs": "...Mas os políticos confiscaram os seus sonhos: nada mudou, senão o custo de vida que duplicou. «Para fazer uma salada de tomates, tenho que pedir um empréstimo», diz ele. E depois: «Detesto esta revolução.» E ainda: «No fim de contas, vivia-se melhor no tempo de Ben Ali.»" 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cepticismos


Talvez pela idade, talvez por cepticismo, raramente me abandono, com facilidade e de imediato, à euforia mediática, tantas vezes leviana e superficial, com que se saúdam mudanças de regimes políticos. Há que esperar, até ver. Basta-me o exemplo do Irão, na sua transição do Xá Reza Pahlevi para o ayatollah Khomeini, para fundamentar a minha prudência e reserva.
Sobre as ditas Primaveras árabes, presentemente e ao que parece, a Tunísia, em questão de liberdades, não vai lá muito bem; o Egipto, após a restauração da democracia (?), já conta várias mortes na sua agenda política. E, na Líbia, o país está ameaçado por cisões territoriais importantes. Mas com o apanhar das canas, depois dos foguetes delirantes, já pouco se importam os jornalistas incipientes, grande parte dos jornais, e muitos dos canais televisivos. Já estão noutra onda de euforia...
A propósito da liberdade intelectual, nos dias de hoje e na Tunísia, a situação não é brilhante, nem saudável. Pierre Assouline, no "Le Monde" (2/3/2012), cita uma romancista do país (Azza Filali?) que terá dito: "Conhecemos mais escritores que morreram por causa da sua escrita, do que escritores que tenham vivido da sua escrita". Como metáfora, parece-me concludente. E suficientemente elucidativa para me permitir a mais comentários... Por aqui me fico.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tribalismo e barbárie


Setenta e quatro mortos, até agora. É o inverno da primavera árabe, no Egipto, tendo por palco o relvado de um campo de futebol. Reúnam-se o irracionalismo selvagem e a perda de capacidade psicológica das forças de segurança, depois da queda de uma ditadura, e podemos ter a carnificina e o massacre. Como ontem, em Port-Said. O treinador de uma das équipas e o seu adjunto, portugueses, escaparam, por milagre ou sorte , com escoriações, à horda selvagem e tribal.
São estas as excelências cândidas deste nobre desporto... Que, em Portugal, também são exacerbadas por trauliteiros directores de clubes, por mesas redondas televisivas intermináveis onde, em vez de se apelar à inteligência e à cabeça, se puxa para o chinelo e para o pontapé. Não fossem as centenas de polícias, que se destacam para os jogos "de risco", e teríamos cenas de barbárie em Portugal, como as que aconteceram no Egipto.
Entretanto, com a candura de Pilatos, continua a glorificar-se o futebol.
O irracionalismo é uma constante humana, infelizmente, sobretudo em mentalidades sub-desenvolvidas. Por isso não há muitas razões para optimismo. Continuamos no "pão e circo" para distrair o povo, e quando não há pão, o circo torna-se muito mais agressivo e tribalesco

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Esfinge da conveniência


Antes de mais, esclareço: não tenho qualquer simpatia pelo Sr. Hosni Mubarak. Se há algum político egípcio que recordo, do séc. XX, é Nasser. Também não sou um generalista cego de paixão pela cultura norte-americana, normalmente muito saloia e rural. Pelo contrário: petisco, meticulosamente, aquilo de que gosto, e admiro. Feita a separação das águas, aqui vai o discurso.

1. Fiquei algo surpreendido por saber, pelos jornais e alguns porta-vozes de governos ocidentais, que o governo egípcio de Mubarak, afinal, era uma ditadura pura e dura. Mas, ao que parece, os jornalistas universais só em finais de Janeiro de 2011 se deram conta disso (ora bolas!). Mas eu tenho, por atenuante, o facto de nunca ter ido ao Egipto. Pensava eu que o país dos faraós, ultimamente, era mais uma democracia "musculada". Estes jornalistas são mesmo uns grandes cómicos "piticegos"...
2. Nos últimos 15 dias concluí que a política externa norte-americana continua a ser a mesma, sem princípios ( a não ser os interesses próprios da "vidinha" americana) éticos, sem norte que não seja o pragmatismo económico-financeiro: jogam sempre em 2 cavalos - financiavam Mubarak e financiavam a oposição a Mubarak (já a Administração Kennedy ajudava Salazar e auxiliava, financeiramente, a oposição a Salazar, nos anos 60, sobretudo, nas ex-colónias). Portanto, mais do mesmo. Verniz camuflando a hipocrisia norte-americana. Concluo: Obama= flop/fake (e esta é para o Google, de Mountain View, não ter que traduzir mal, e grosseiramente).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Nefertiti


Há cerca de um mês, li uma entrevista do Director do Museu do Cairo, em que este respeitável Conservador-Chefe egípcio afirmava, peremptório e com alguma lógica, que o busto de Nefertiti deveria ser devolvido pela Alemanha ao Egipto. Teria sido levado, no início do séc. XX e de forma algo fraudulenta, para fora do seu país de origem. Sentimentalmente, concordei - também a horda napoleónica nos levara o Livro de Horas de D. Manuel I, para França. Tivemos de o re-comprar, para voltar ao nosso país.
Na passada quinta-feira, o jornal "Die Zeit" trazia, na capa, uma imagem retocada e distorcida do famoso busto de Nefertiti, que se guarda num museu de Berlim, em que a Raínha punha a mão na boca, de susto, e escandalizada olhava para o título do jornal alemão: "A Arábia levanta-se!"
Lembrando-me do saque que houve no Museu de Bagdade, após a invasão americana, e nos roubos e vandalismo que já houve, nestes últimos dias, no Museu do Cairo (e deixem-me ser elitista e profundamente crente na civilização europeia!), eu diria (o Rumsfeld era um crasso palerma americano ignorante!): - Ah! velha Europa, se não fosses tu!?.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Umm Kulthum

Por razões conhecidas, o Egipto está na ordem do dia. Oxalá (que vem do árabe, e quer dizer queira deus) que para bem, no futuro. Egipto lembra-me Nasser, mas também Umm Kulthum, no que diz respeito ao séc. XX. A cantora (contralto) Umm Kulthum (1898-1975) foi para o Egipto, o que Amália foi e é para Portugal. Ainda hoje a cantora, nascida no Egipto, é considerada uma das maiores cantoras do mundo árabe. Quando morreu, a 3 de Fevereiro de 1975, fizeram-lhe funerais nacionais que foram acompanhados por milhares de populares.

sábado, 8 de janeiro de 2011

François Mittérrand, há 15 anos


Esta fotografia que encima o poste é, para mim, emblemática. Helmut Kohl e François Mittérrand, de mãos dadas, em Verdun, no ano de 1984. Era no tempo em que a Europa se unia e se ia construindo, sob a chefia de estadistas de craveira superior; não a Europa de hoje, com chefes de estado medíocres, mesquinhos, a fazer contas de merceeiro e a defender a sua "vidinha " pequenina e nacional...
François Mittérrand (1916-1996) morreu, precisamente, há 15 anos, poucos dias depois de visitar, civilmente, o Egipto. Como Charles de Gaulle, também, tinha visitado a Irlanda, como simples cidadão, pouco antes de morrer. Eram pequenos gestos, talvez simbólicos ou de gosto, que marcavam percursos de vida. Mas que espelhavam, ao mesmo tempo, a universalidade do seu espírito.
Mesmo na intimidade (e li, muito recentemente, um livro de Michel Charasse, um íntimo de F. M., em que o autor nos dá, em pinceladas impressivas, um pouco do seu retrato de proximidade - 55 faubourg Saint-Honoré, Ed. Grasset), François Mittérrand é um dos últimos estadistas europeus com dignidade humana e horizontes universais, exemplares.

P.S.: para MR, que lembrou F. M., previamente, no Prosimetron.