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sábado, 10 de outubro de 2020

Da leitura 39

Raramente deixo finalizar na despensa os policiais por ler.  Depois dum interregno alongado, tinha acabado de ler, há dias, um Rex Stout (Clientes a Mais, Vampiro 559) sofrível, que me demorou vários dias a finalizar, apesar do Nero Wolfe. Resolvi, por isso, jogar pelo seguro, no livro seguinte.


Calhou a vez a Agatha Christie (1890-1976) e à colecção XIS, da Editorial Minerva (nº 35),  intitulado Crime na Mesopotâmia, editado em 1943. A capa é de Edmundo Muge e a tradução de Baptista de Carvalho. A edição inglesa original saíu em 6 de Julho de 1936. E, menos de duas semanas depois (18/7/36)!, o TLS publicou uma crítica favorável sobre este romance policial.


sexta-feira, 16 de março de 2012

O gosto e o desgosto



Entre as capas, em imagem, medeiam apenas 30 anos. As da colecção XIS são dos finais dos anos 50, a capa do policial de Ruth Rendell é do final dos anos 80 do século passado. Mas a decadência estética, para mim, é notória. A mesma diferença que existe entre a qualidade dos Madredeus, por exemplo, e a boçalidade do Quim Barreiros - perdoe-se-me a comparação musical. Ou entre o grafismo cuidado, e o desenho rasteiro. Se Portugal, como eu defendo, melhorou muito nas estradas, na medecina dentária e nos vinhos, nos últimos 40 anos, a nível de capas de livros, tem vindo a atingir, em muitos casos, o supino da foleirice militante. São pormenores - dirão alguns - sem grande importância objectiva. Talvez...mas é o que faz a diferença.