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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Flaubertiana : letra D


Da obra já referida de Gustave Flaubert, de cuja versão portuguesa segue a imagem, é altura de reproduzir a selecção que fiz de palavras (ou ideias feitas) começadas por D. Em sequência:

Deboche - causa de todas as doenças dos homens solteiros.
Deserto - dá tâmaras.
Diletante - homem rico com assinatura na Ópera.
Doente - para fazer subir o moral de um doente rir do seu mal e negar os seus sofrimentos.
Domicílio - sempre inviolável. No entanto, a Justiça, a Polícia entram nele quando muito bem querem.
Dormir - dormir demais torna o sangue espesso.
Dúvida - pior do que negação.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Flaubertiana : letra A



Este "Dicionário de Ideias Feitas", de Gustave Flaubert (1821-1880), que foi traduzido por João da Fonseca Amaral, para a Editorial Estampa, em 1974, com ilustrações interessantes de Martim Avilez, lê-se desportiva e alegremente.
Se não tem a graciosidade castelhana imaginosa e lírica, por vezes, das Greguerías de Gómez de la Serna, possui um humor prosaico, muito gaulês, que também me agrada. Por isso, aqui vão transcritas algumas definições de Flaubert:

Academia Francesa - Denegri-la, mas, se possível, tudo fazer para ser nela admitido.
Alabastro - Serve para descrever as mais belas partes femininas.
Alcorão - Livro de Maomé onde só se fala de mulheres.
Alho - Mata os vermes intestinais e dispõe para os combates do amor. Esfregaram com eles os lábios de Henrique IV, quando este veio ao mundo.
Almoço (de rapazes) - Exige ostras, vinho branco e anedotas picantes.
Arte - Leva ao hospital. Para que serve, se pode ser substituída pela mecânica, que faz melhor e mais depressa?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Recomendado : vinte e dois - Mafalda S. da Cunha


Temos por vezes, os amadores de História, uma visão romântica que convida a um maniqueísmo redutor de cobardia/coragem para julgar os factos, esquecendo os interesses que estiveram por trás das razões políticas. Não tendo em conta, normalmente e por exemplo, o poder subtil do dinheiro e motivos obscuros, na tomada de decisões que nos parecem puramente heróicas, corajosas e eticamente louváveis.
Este livro de Mafalda Soares da Cunha, editado em 2000, intitulado "A Casa de Bragança - 1560-1640...", que recomendo, pelo tom fundamentado e pormenores coerentes, merece ser lido com atenção porque nos permite perceber melhor algumas atitudes da sereníssima Casa, durante a usurpação filipina. Aliás o nosso Filipe I (II de Espanha) costumava dizer, por palavras suas, que tomara Portugal por direito, com tropas e dinheiro...
Este livro, que foi uma dissertação de doutoramento, corrobora também 2 coisas simples, mas muito bem evidenciadas na leitura:
1. que o Poder é, muitas vezes, distância;
2. que algumas decisões políticas, embora nos parecendo correctas, nem sempre são nobres.