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sábado, 24 de junho de 2023

Do que fui lendo por aí... 58



Vai sendo uma releitura, até porque em ficção, actualmente, não arrisco uma maçada. E Graham Greene (1904-1991) é um lugar seguro, para mim. Ora atente-se ao pitoresco deste pormenor, na página 120: Enquanto Yusef ainda falava, Scobie adormeceu numa daquelas sonolências que duram alguns segundos, precisamente o tempo para reflectir sobre qualquer coisa que nos preocupa,... ( e não é que eu tenho um amigo a quem acontece isto, de vez em quando?!).
Curioso, no interior do livro, que comprei usado, vinha um marcador original da Editora Ulisseia, antigo e simples. Sendo a obra de 1956, diria que é um pioneiro raro...

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Scanar O'Neill (1924-1986)



De Feira Cabisbaixa (1965), Ulisseia.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Últimas aquisições (12)


O preço que dei pelo livro (3 euros), usado, não chegaria para pagar a encadernação, hoje em dia. E, embora ela não seja perfeita, porque o livro (Sartoris, 1958) foi guilhotinado muito rente na capa, o resto escapa, razoavelmente. E o miolo está íntegro e com margens suficientes.
Era um dos poucos trabalhos que eu não tinha de Faulkner, acrescido de um magnífico prefácio de Robert Cantwell (1908-1978), notável crítico literário, que ajuda a compreender melhor o escritor norte-americano (1897-1962) e, sobretudo, esta obra, descrevendo a realidade em que se inspirou Faulkner para a escrita deste romance, baseado na vida de um seu familiar (trisavô), coronel Falkner.
E, agora, há que lê-lo. Muito embora a escrita deste romancista norte-americano, não tendo a amenidade da prosa de Hemingway, mas antes uma secura essencial que parece traçada a esquadro, não deixe de ser clássica.



sexta-feira, 11 de março de 2016

Por falar em Hemingway...


O primeiro livro que li, de Ernest Hemingway (1899-1961), foi Fiesta ("The Sun also rises"), editado pela Editora Ulisseia, em 1958, numa magnífica e inultrapassável tradução de Jorge de Sena (1919-1978). Das obras do escritor norte-americano, foi a que mais vezes reli, e sempre com gosto. O prefácio de Sena é também exemplar, quer pela contextualização do romance, como também na caracterização do autor. Lá vem referida a célebre tirada irónica de Death in the Afternoon:
" - Deve então ser perigosíssimo ser um homem.
- E é, madame, e poucos sobrevivem."
No início dos anos 60, decidi arriscar uma das minhas primeiras leituras directamente do inglês, e não me dei mal. Calhou o livro cuja capa encima este poste, também de Hemingway, The Wild Years, editado pela Dell, em Dezembro de 1962. O livro abarca uma grande parte dos artigos e crónicas que tinham sido publicados no Toronto Star. O estilo directo, simples, realista e com grande ritmo de escrita, ajudou e facilitou a minha leitura, em língua inglesa. E fortaleceu Hemingway como um dos escritores mais importantes da minha juventude.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Traduzir, segundo D. Mourão-Ferreira e Valery Larbaud


Na introdução às Poesias de Guilevic, editadas pela Editora Ulisseia, em 1965, David Mourão-Ferreira, com a prática de tradução que lhe assistia, escreveu o seguinte:
"... O que mais interessa, aliás, numa tradução de poesia, é obter uma série de correspondências - de ritmo, de tom, de atmosfera, de sentido -, ainda que para tal se tenha de entrar em guerra aberta com o Dicionário. Valery Larbaud, que discorreu como ninguém mais, sobre «a arte e o ofício» do tradutor, sublinhou a importância, entre todos os outros, do «Dicionário da nossa memória», observando, nomeadamente, que, por mais contrário que pareça toda a lógica, «uma única e mesma palavra, empregada pelo Autor em duas diferentes passagens não será sempre traduzível pela mesma palavra nas duas passagens correspondentes».