Há dias, ao passar pela Bertrand, no Chiado, deparei com uma montra lateral preenchida totalmente com "novidades", recentemente saídas, de Fernando Pessoa. Confesso que fiquei perplexo. Eram "Fragmentos", era uma nova versão de "O Livro do Desassossego", era...
Creio que li Pessoa na altura própria, ou seja, numa idade em que já podia entendê-lo. E fi-lo através das edições da Ática, de que tenho, praticamente, todas as obras que a Editora publicou. Veio depois o trabalho que Mª Aliete Galhoz fez para a Aguilar, com alguns acrescentos. Foi este conjunto, na essência e em princípio, que fez a universalidade de Pessoa.
Depois, vieram os salteadores da arca, os mercenários, os oportunistas... Decididamente, passo!