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sexta-feira, 25 de março de 2022

Esquecidos (9)



Esta súmula de afectos que a memória perpetua, habitualmente, torna-se com o tempo um local de romagem virtual e oásis gratificante a que recorremos em momentos de tédio, dúvida ou solidão pessoal. Podem ser imagens ou palavras, cheiros e sabores, geografia de lugares amenos. Ou apenas nomes. Ancoradouros seguros, no tempo incerto.



António Mega Ferreira resolveu, e muito bem, no penúltimo JL (nº 1342), trazer-nos à lembrança o multímodo escritor e divulgador cultural português-santomense Mário Domingues (1899-1977), figura bem conhecida de quem lia e se interessava pela História de Portugal, em meados do século passado. Mas também autor de policiais, sob vários pseudónimos.



Creio que Mário Domingues está hoje relativamente esquecido, e não o merecia. Suponho que actualmente não há livros de qualidade semelhante e de propagação histórica aos que a Romano Torres editou, para a juventude, da sua autoria, em meados do século passado. Que, além de fidedignos quanto aos factos, eram bem escritos. E que eu li com tanto agrado e entusiasmo, na minha adolescência.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Leituras Antigas XLIV


Costumo dizer, por brincadeira e para os meus próximos, que, se não fosse a leitura semanal do TLS, eu ficaria isolado do mundo. É um exagero, evidentemente, mas tem alguma ponta de verdade.
Ora, a leitura do último jornal literário inglês, fez-me regressar aos meus tempos infanto-juvenis, em que um dos meus autores predilectos era Emilio Salgari (1862-1911). Este TLS deu-me a conhecer um pouco melhor o escritor italiano. Que eu li, sobretudo, em BD e não pelos livros da Romano Torres, muito populares nessa época.
Eram histórias sérias, de humor ausente, que, pelo contrário, enxameava no Asterix ou no Lucky Luke. Aureoladas de heroísmo e aventura, as peripécias de Sandokan, por exemplo, deviam ser lidas com compostura e seriedade adolescente. Tinham até, muitas vezes, uma preocupação ética ou moral - parece-me, ainda hoje.


Talvez Salgari fosse também um homem demasiado sério e de pendor trágico, pelo que lhe sobrou ou reservou a vida. O pai suicidou-se, a mulher acusou cedo perturbações psíquicas e ele refugiava-se na bebida e no jogo, para lá do trabalho insano da escrita que lhe dava, à justa, para sobreviver.
Antes dos 50 anos, cansou-se e fez o hara-kiri - soube tudo isto ontem, pelo TLS.






sábado, 8 de outubro de 2011

Leituras Antigas XXXVI : Colecção Gigante





Num tempo em que quase tudo era medido por padrões de conveniência e normalidade, estes livros de altura avantajada (32,5 cms.) despertavam a atenção e cobiça de os comprar, entre os mais jovens. A "Colecção Gigante" era editada pela Romano Torres (de Lisboa), com sugestivos desenhos de Júlio Amorim, nas capas, e de Alfredo Moraes, nas páginas interiores. Os textos corriam sob a responsabilidade de Leyguarda Ferreira. Os enormes livros custavam Esc. 15$00, e suponho que a colecção data do início dos anos 50 do século passado. Tenho apenas 2 volumes: "As Mil e uma Noites" e "O Gigante das Sete Cabeças", sendo que esta última história era muito do meu agrado.