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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Em louvor de uma editora

 
Houve tempo em Portugal em que as editoras tinham preocupações pedagógicas, quando não éticas. Guiavam-se também pelo lucro naturalmente, mas orientavam as escolhas das suas obras por critérios de qualidade literária. De David Corazzi a Rolland & Semiond, da Portugália aos Livros do Brasil, mais recentemente, comprar livros destas editoras era uma garantia de estarmos a adquirir obras de nível cultural. Hoje, são raras as empresas que pautam os seus critérios para lá do lucro, exclusivamente.



De fora, chegavam-nos também ecos da exemplaridade estética de algumas casas editoras. Uma das que eu tenho de memória era a empresa de Albert Skira (1904-1973), sediada na Suiça, que se especializou de forma magnífica em livros de arte e sobre pintores. Aqui a lembro, por imagem, através de um belíssimo livro sobre Henri Matisse (1869-1954), de 1959, obra que me foi oferecido pelo meu amigo H. N., a quem mais uma vez agradeço a lembrança.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

À margem


Vitor Silva Tavares (1937-2015) faleceu hoje. Era um dos últimos abencerragens da edição, que sempre funcionou fora do sistema e do circuito de interesses económicos que predominam, hoje, em Portugal. Editor independente, original e ousado, a ele se deve uma prestigiada colecção de livros de Poesia (e etc.),que sempre primou pela qualidade gráfica e de texto. Onde a par dos consagrados (Herberto Helder, por exemplo), incluiu autores e textos esquecidos, marginais, mas também novos e desconhecidos poetas. É, na verdade, uma perda importante e pesada para a edição livre e de qualidade, portuguesas.


em geminação com MR, no seu Prosimetron. Recomendo, vivamente, a audição de dois vídeos lá existentes, com entrevista a Vítor Silva Tavares.