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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os ditos Mundos livres


As voltas que o mundo dá!... Em 1956, na Hungria, o cardeal József Mindszety (1892-1975), para escapar à sanha persecutória do regime comunista, refugiou-se na Embaixada dos E. U. A. (então apelidado de "Mundo Livre"), onde passou 15 anos da sua vida. Hoje, Julian Assange, da WikiLeaks, está refugiado na Embaixada do Equador, em Londres, e não pode pôr o pé na rua, porque será preso e extraditado. Snowden, que denunciou o Irmanzão (NSA) americano, anda fugido e clandestino. De Hong-Kong passou para Moscovo e, provavelmente, seguirá para o Equador ou Cuba...
Mundo livre!?...
( O presidente Obama bem pode pintar a cara de preto.)

domingo, 23 de junho de 2013

Divagações (muito dispersas, como convém ao Verão) 49


A dança aérea de cinco moscas importunas, no centro da sala interior, denuncia o Verão que também entrou pela janela. Bem como a luz cariciosa do mais longo dia do ano. Houve um tempo, em que esta fronteira de Junho acordava, de súbito, a minha melancolia.
Snowden continua a monte, e clandestino. Mas parece que a América do Sul o vai recolher, fraternalmente. Se bem me lembro, também houve um tempo em que os esbirros, das polícias políticas, eram chamados de moscas - e bem...
Vejo o papa Francisco, sorridente, na TV, com a sua bondade sul-americana,  a acariciar crianças deficientes, mas não me decido. Este novo Papa, como diz o povo," nem (me) aquenta, nem (me) arrefenta".
Que será feito de Bento XVI? Que ainda não chegou ao reino dos céus...
Tudo são modas efémeras, na venalidade mediática. Amanhã, há mais! - dizem eles.
O azul superior, visto da janela lisboeta, embora um pouco pálido, é seguro; o azul cobalto do rio, ainda é firme. E a noite vai demorar  ainda meia hora, pelo menos, até vencer a luz do dia. Um róseo singular instalou-se ameno, como se fosse ao começo da manhã.

domingo, 16 de junho de 2013

Ironias


Das últimas 100 visitas ao Arpose, 31 eram originárias do Google (Mountain View), que gastou nisto mais de 2 horas. O cego, mas vigilante irmanzão viu, registou, absorveu desde a mais útil receita para uma compota de pêssego ao dito espirituoso mais inocente, do poema mais lírico à frase mais assassina, da foto singular ao menos clássico quadro de pintor desconhecido. Das reticências à pequenina vírgula - é, realmente, um obsessivo, voraz e autêntico peixe-limpa-fundos!
Mas, entretanto, quando eu abro o computador, por baixo do rectângulo onde devo introduzir o nome do blogue para aceder ao Arpose, vem este singular slogan: "Security and privacy are not optional. Stand with a broad coalition to demand that the NSA stop watching us: stop watching.us." Isto, depois que Edward Snowden deu com a língua nos dentes...
Já parece o Luis Filipe Menezes, que baniu a sigla do seu partido (PSD) de todos os outdoors, encartes de propaganda e folhetos que publicitam a sua candidatura à Câmara do Porto. São uns cómicos...
 Mas isto já vem de longe, na natureza hipócrita e humana: já Pedro tinha renegado Cristo, por três vezes, antes que o galo cantasse. Diz a Bíblia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

A inocência perdida e o "irmanzão"


O horizonte na Outra Banda, visto daqui, é ainda róseo e azul. Harmonioso na altura das casas e nas elevações: apenas o castelo de Palmela se destaca, dominante, sobre o casario ribeirinho.
Pensarão alguns, mais despreocupados e desatentos, ou apenas ingénuos, que especulo, imagino demais, que penso obsessivamente sobre a inexplicável caridade (poste "Generosidades, com alguns pontos..." de 27/5/2013) dos linquedins, dos feicebuques, dos gugles, dos iáús e quejandos. Na sua criação e origem, muito embora muito mais sofisticados, têm as mesmas razões amorais da Stasi, do KGB, da Pide. E a mesma ética de devassa nojenta.
O quixotesco, mas corajoso Edward Snowden veio dizer, preto no branco, que estes rios poluídos, desaguam as suas informações sobre nós, repito sobre nós, na foz ampla das  CIA & Cias. Mesmo que sejamos inofensivos e impolutos cidadãos. É este o mundo em que vivemos, queiramos ou não. Snowden anda fugido, nós clicamos, neste momento, no computador... Orwell ri-se do além, por ter tido razão antes do tempo.