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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

terça-feira, 4 de junho de 2019

Um CD por mês (2)


A minha memória regista, não sei se erradamente, que ouvi alguns dos primeiros acordes do Concerto para Violoncelo (Op. 85), de Edward Elgar (1857-1934), ao visionar, na televisão, uma série britânica (First among Equals), da Granada Television, em finais dos anos 80. Imagino que a intérprete seria Jacqueline du Pré (1945-1987). Ou teria sido Beatrice Harrison (1892-1965)? Não posso precisar qual das violoncelistas seria.



Mas gostei tanto do pouco que ouvi, que não descansei enquanto não adquiri uma gravação desse concerto de Elgar. Recaiu a opção numa remasterização da EMI de 1989, feita sobre uma gravação registada no início dos anos 30 e dirigida pelo próprio autor-maestro - Edward Elgar.
O CD incluía também uma magnífica interpretação de Yehudi Menuhin (1916-1999), jovem violinista prodígio, então com apenas 16 anos, do Concerto para Violino (Op. 61).
Os dois concertos, ambos dirigidos por Elgar, foram gravados, em Londres (Abbey Road) entre 14 e 15 de Julho de 1932.
(Para quem não conheça o Concerto para Violoncelo, sugiro que ouça, no Youtube[c.32 minutos], a interpretação de Jacqueline du Pré, dirigida por Barenboim, seu marido . É, para mim, a melhor versão que conheço.)

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Elgar / Barenboim / Du Pré

É a terceira vez que o Arpose acolhe o magnífico Concerto para Violoncelo do inglês Edward Elgar (1857-1934), composto em 1919. Só que, desta vez, em versão integral, dirigido por Daniel Barenboim (1942), com uma interpretação primorosa de Jacqueline du Pré (1945-1987).
Com uma duração de pouco mais de meia hora, é para se ir ouvindo...

P.S.: é possível que o Arpose entre de férias por alguns dias. Postar sempre, também cansa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Desabafos


Tenho de confessar que a sanha persecutória, durante anos, do sr. Louçã contra o sr. Salgado, às vezes me incomodava por uma insistência que eu achava exagerada, nos seus termos.
Tenho de dizer que, antes de ser nomeado para altos cargos no Banco de Portugal, eu não conhecia o sr. Costa, de lado nenhum. Nem dele tinha ouvido falar, apesar de comprar o jornal todos os dias. E o ler.
Tenho de concluir que sou um ignorante, ou um ingénuo. E, mesmo assim, atrevo-me a prever que a declaração do sr. Costa, logo, às 22h30, nas televisões e sobre o momentoso caso BES, será rodeada de dramatismo, pompa e circunstância, solenes...
Antes que seja tarde, expliquem-me, por favor, quem é esse tal sr. Moedas, que vai para Bruxelas!

sexta-feira, 14 de março de 2014

domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Osmose (29)


Vamos que preferissem, como eu, para a alegria, os metais. Ou, na melancolia, se socorressem do violoncelo. Recomendar-lhes-ia Elgar e Jacqueline, mas como não me pediram opinião, fiquei calado e quieto, no sofá. Percebi, no entanto, que estava a assistir a uma despedida, entre os dois. Ele, crispado, ela, com pressa.
E, a última música que ouviram juntos, foram as transcrições de Liszt sobre a "Norma", de Bellini. O piano, na verdade, serve todas as estações. A vida e a morte, a alegria, a raiva, o desespero e a melancolia. Da Primavera ao Inverno. Seja em plenitude, seja no declínio. Pode cumprir a sua obrigação, até num adeus definitivo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Albert Ketèlby (1875-1959)



Embora considerada música clássica light, a obra do compositor inglês Albert Ketèlby era apreciada por Elgar e por muitos dos seus contemporâneos. E pareceu-me que "In a Monastery Garden" seria uma sequência natural do poste anterior sobre o Mosteiro da Costa, em Guimarães.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sinestesias : em sequência de Elgar


O poema "Violoncelo" é um dos mais conhecidos de Camilo Pessanha (1867-1926) e onde as sinestesias ("produção de duas ou mais sensações sob a acção de uma só impressão") mais se tornam evidentes. Ao inverso dos metais que melhor expressam sentimentos de júbilo ou alegria, o Poeta escolhe o violoncelo, à partida, para exprimir sentimentos que ultrapassam a tristeza ("pesadelo", 5ºverso). As arcadas (sobre o violoncelo) interligam-se a pontes para a sequência da água - tema muito recorrente em Pessanha - em múltiplos aspectos: "caudais de choro, rio, lacustres, blocos de gelo". Mas o melhor será que o poema fale por si.

Chorai arcadas
Do violoncelo
Convulsionadas
Pontes aladas
De pesadelo...

De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.

Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...

Trémulos astros...
Soidões lacustres...
- Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!

Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
- Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.

Nota : um aviso a quem tenha, da "Clepsidra", exemplares das Edições Ática. Na 4ªestrofe, 3ºverso, há uma gralha: "lemos" por lemes que é o correcto. Esta gralha deve ter-se perpetuado em sucessivas edições. É comum, pelo menos, nas edições que tenho: de 1969 e 1983.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Favoritos XVIII : Jacqueline du Pré

Esta escolha não exclui nem Edward Elgar (1857-1934) que compôs este Concerto para Violoncelo já na velhice, nem Daniel Barenboim (1942), antes se completa com eles. Mas a minha preferência vai, sem dúvida, para a interpretação de Jacqueline du Pré (1945-1987).
Obsv.: a única coisa de que não gosto, neste vídeo, é o corte de cabelo de Barenboim...