quinta-feira, 6 de julho de 2023
O separar das águas
domingo, 25 de abril de 2021
Em tempo e como referência
A atmosfera nacional não permite celebrar na euforia o quarto aniversário da Revolução. Os povos não apreciam, aliás, as festas que eles próprios não concebem como expressão da sua alegria, força, vitalidade e autocelebração. Não há festejos de encomenda, nem celebrações ritmadas pelo acaso do calendário. Nas vésperas deste quarto aniversário, a Esquerda portuguesa não tem o direito de se enganar, nem de inimigo nem de alegria.
Eduardo Lourenço (1923-2020), in O Complexo de Marx (1979), pg. 180.
sábado, 26 de dezembro de 2020
Divagações 166
Numa das suas últimas entrevistas, reproduzida no JL especial editado aquando da sua desaparição do mundo dos vivos, Eduardo Lourenço (1923-2020), a propósito da morte, falava de números. Lembrei-me que, durante a guerra colonial (1961-1974), nos jornais portugueses e em local pouco destacado, quase diariamente, aparecia o número das baixas humanas, nos vários teatros de guerra. Em média era o número 3. Curiosamente, como agora com a pandemia, é um algarismo anónimo, embora muito maior, e descriminado por diversas alíneas, que aparece, quotidiano...
O terrorista é agora o Covid-19, inimigo oculto e anónimo também, mas que parece ter uma personalidade própria, agressiva e letal. E que não conseguimos perceber se luta para ele próprio conseguir sobreviver ou se apenas pretende ceifar e ceifar, indiscriminadamente, apenas para destruir, cada vez mais, em números indiferentes e arrasadores, os seres humanos. Numa contabilidade impiedosa e cega. Mesmo que o nosso não fosse um tempo em que a economia predomina e submerge tudo, também assim a palavra cada vez perde mais espaço. Cedendo o lugar aos números.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Eduardo - Eugénio
Eduardo Lourenço (1923-2020)
Num país sem filósofos e apenas pretensos pensadores auto-nomeados, Eduardo Lourenço foi um notável ensaísta, e acompanhante crítico do que em literatura se foi publicando em Portugal. Mas, também em política, foi julgando e interpretando o que se foi fazendo por nós, sobretudo na segunda metade do século XX. A sua Heterodoxia (1949) demarcou, inicialmente, a equidistância saudável do seu pensamento livre.
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Ad usum delphini (7)
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Do que fui lendo por aí... (8)
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Osmose 83
terça-feira, 26 de abril de 2016
Um entrevista para não esquecer
domingo, 13 de março de 2016
domingo, 2 de novembro de 2014
Bibliofilia 112
domingo, 19 de maio de 2013
Eduardo Lourenço
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A heterodoxia de Eduardo Lourenço
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Notas de Leitura III: "Pequena meditação europeia" - Eduardo Lourenço
E é desse retrato de “decadência” e de “atraso cultural”, dessa meditação com “laivos de certo masoquismo” - que esses jovens foram emendando ao longo das suas não longas vidas- que parte Eduardo Lourenço na sua Pequena meditação europeia (conferência realizada em 23 de Janeiro de 2010, no âmbito dos eventos relacionados com a designação de Guimarães para Capital Europeia da Cultura em 2012) para conduzir os então assistentes e os agora leitores ao retrato que a carta de Pero Vaz de Caminha traça das terras e das gentes do que depois se chamaria o Brasil e que, como todos os grandes momentos da História e da escrita de História, traduz, pela sua capacidade de incorporação e de acomodação da diferença, talvez um dos melhores e mais autênticos retratos que os portugueses foram capazes de fazer de si próprios e da sua própria cultura, e que Eduardo Lourenço sublinha nestes termos: “ quando lemos a carta de Pero Vaz de Caminha ficamos muito admirados porque os portugueses não se espantaram com coisa nenhuma. Contrariamente àquilo que aconteceu com os conquistadores espanhóis, os portugueses nunca duvidaram que aqueles sujeitos – sobretudo as sujeitas – que eles encontraram fossem ser humanos, como eram seres humanos maravilhosos.”
Post de H.N.
Nota: O Arpose agradece mais esta preciosa colaboração de H. N.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Aqui há dez anos
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Balanço e contas, pouco antes das férias
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Óscar Lopes
para o António, que comigo partilha a estima e a admiração.