Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Gageiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eduardo Gageiro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... 197



Há coisas e imagens que nunca esquecemos.

Eduardo Gageiro (1935-2025) deixou-nos hoje.

Mas herdamos o seu olhar infinito.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Contrastes



Cerca de 60 anos separam estas duas fotografias. Antes de mais, interior e exterior. De costas, um democrata observa a poluição em Nova Iorque, numa delas, e actualmente; na outra, um ditador contempla a vastidão do Atlântico, límpido, muitos anos atrás.



sábado, 16 de março de 2019

De Sophia para Ruben A.


Carta a Ruben A.


Que tenhas morrido é ainda uma notícia
Desencontrada e longínqua e não a entendo bem
Quando - pela última vez - bateste à porta e te sentaste à mesa

Trazias contigo como sempre alvoroço e início
Tudo se passou em planos e projectos
E ninguém poderia pensar em despedida

Mas sempre trouxeste contigo o desconexo
De um viver que nos funda e nos renega
- Poderei procurar o reencontro verso a verso
E buscar - como oferta - a infância antiga

A casa enorme vermelha e desmedida
Com seus átrios de pasmo e ressonância
O mundo dos adultos nos cercava
E dos jardins subia a transbordância
De redodendros dálias e camélias
De frutos roseirais musgos e tílias

As tílias eram como catedrais
Percorridas por brisas vagabundas
As rosas eram vermelhas e profundas
E o mar quebrava ao longe entre os pinhais

Morangos e muguet e cerejeiras
Enormes ramos batendo nas janelas
Havia o vaguear tardes inteiras
E a mão roçando pelas folhas de heras
Havia o ar brilhante e perfumado
Saturado de apelos e de esperas

Desgarrada era a voz das primaveras

Buscarei como oferta a infância antiga
Que mesmo tão distante e tão perdida
Guarda em si a semente que renasce
                                                                      
                                                          Junho de 1976


Sophia Andresen, in O Nome das Coisas (1977).


sábado, 19 de agosto de 2017

Uma fotografia, de vez em quando... (91)


Nenhum ser humano é exactamente igual a outro. Nem mesmo os gémeos.
Mas escolher Sebastião Salgado (1944), não é excluir Cartier-Bresson ou Eduardo Gageiro. Porque os podemos associar, no exemplar exercício de uma mesma actividade profissional. Neste caso: a fotografia. 
E não sendo iguais, há pessoas que nos fazem lembrar outras. Por acções, tiques, gestos, traços, vozes...
Esta nordestina brasileira, retratada por Sebastião Salgado, bem podia ser uma Angelina Jolie, precocemente envelhecida por uma vida difícil.

E porque se convencionou ser hoje o Dia Mundial da Fotografia.

sábado, 16 de abril de 2016

Uma fotografia, de vez em quando (80)


Creio que é o segundo nome português a surgir nesta rubrica, depois do consagrado Eduardo Gageiro. Esta Senhora fotógrafa, nascida em Lisboa, no ano de 1934, é porém menos conhecida. Helena Almeida tardou a entrar, decisivamente, na sua arte, pois apenas em 1967 fez a primeira exposição. E os temas, que aborda, são circunscritos, muito embora não se esgotem na fotografia, pois convoca, frequentemente, o desenho e a pintura para alargar e compor o espaço de intervenção, numa multi-disciplinaridade a que nunca falta um grande sentido estético. Modelo de si própria, uma vez referiu, com propriedade: "O meu trabalho é o meu corpo, o meu corpo é o meu trabalho."




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Entre o Dia do Livro e o 25 de Abril


A ideia pareceu-me boa, até porque, como dizem: uma imagem vale mil palavras. O centro de Lisboa tem instaladas fotografias alusivas ao 25 de Abril, distribuídas por ruas e praças onde os principais acontecimentos se deram, há 40 anos. Vi fotos, algumas pouco conhecidas, de Alfredo Cunha, Eduardo Gageiro...
Hoje, no entanto, celebrava-se o Dia do Livro e, no Camões, duas meninas simpáticas ofereciam livros, que tiravam de 2 pequenos cestos. Perguntei se podia escolher e acenaram-me que sim. A oferta era pobre: provavelmente eram livros de que os editores se queriam ver livres...
Quando optei por este "Livro de Reuniões", encadernado a verde, com mais de 100 páginas em branco, onde poderei escrever, a menina ainda me disse: "Olhe que esse deve ter vindo por engano, pois não é para ler, mas para escrever..." Respondi-lhe, sorrindo, que não fazia mal.

sábado, 15 de junho de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (7)



O antes e o depois. O Eu e os Outros. Sob o mesmo nome: Eduardo Gageiro (1935).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pelos 76 anos de Eduardo Gageiro


Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém em 1935. As suas fotografias são uma das melhores memórias visuais de Portugal, nos últimos 50 anos. Tenho o gosto de o ver 2 ou 3 vezes, por mês, num restaurante de Campo de Ourique, onde se pode fumar. Entra, sempre sorridente, desempenado e convivente.

para ms.