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sábado, 18 de junho de 2016

Gostar de


Dos poetas românticos ingleses, as minhas preferências foram sempre para Blake e Keats, quase ex aequo. Aprecio alguns poemas de Coleridge, q. b.; Wordsworth vale-me apenas por um começo de poema (Five years have passed/ five summers with the length...). Mas nunca gostei da poesia de Byron.
Despertaram-se-me estas divagações, da leitura despreocupada de Prazeres, de Eduardo Barroso, livro que já aqui referi. O capítulo estimulante intitula-se O prazer da amizade. E vou citá-lo:
"Tenho portanto amigos de luxo, de primeira, e de segunda, para finalmente aparecerem os indiferentes e até os inimigos. (...) Tenho amigos meus, que por conhecerem milhares de pessoas, pensam sinceramente que têm milhares de amigos. Na amizade, como no amor, existem graus de intensidade que muitas vezes não têm só que ver com o tempo de duração desse afecto. ..."
Ora, são estas coisas simples, e claras também para mim, que se baralham de todo, em muita gente, nos nossos dias. O feicebuque, é um bom exemplo do uso abusivo da palavra amigo e da vacuidade dos like. Muitas vezes, por rasteirice mental de pensamento, por falta de discernimento de grau e ausência de sentido crítico (que sempre foi manifesta em Portugal), por ligeireza de afectos e de sensibilidade. Mas não há nada a fazer...

domingo, 12 de junho de 2016

Resgatados do olvido


Quase todos os livros têm um prazo de validade, raros são os de eterna leitura. E, destes, uma grande parte deles são apenas folheados por académicos abnegados ou leitores exóticos, em busca de singularidades.
Noutra sintonia, hoje, eu estava a pensar não deixar nada de novo no Arpose, depois do gentil poste de HMJ sobre as nossas pré-anunciadas abóboras, na varanda a Leste. As visitas ao Blogue têm sido poucas, os comentários, ainda menos; porque hei-de eu desaproveitar estes luminosos e amenos dias de Junho, para escrevinhar umas coisas que só os amigos fiéis ainda vão lendo?
Mas há coisas que têm o seu tempo para serem ditas ou escritas...
A tarde saldou-se por duas recordações muito antigas, que me vieram da memória, por associação.
A primeira, e mais rica, por sentimental, foi uma cadeira de lona preta, na praia da Póvoa de Varzim. Primeva e familiar, no seu peso inteiro de madeira maciça, ferragens de metal puro, lona grossa, inteiriça também.
Quanto à segunda. Na sexta-feira passada estivemos no Montijo e eu, num feira de usados que mais parecia de ciganos, comprei por 2 euros o livro que aparece em imagem. É um livro ligeiro, para ler na varanda ou na praia. Mas lembrei-me, ao lê-lo, dos meus tempos de estudante em que fiz exames e pensei que, hoje, finalmente já estou livre deles, para sempre. Foi uma grata constatação.