Libertei-me do meu jornal à terça e à quinta-feira. Não, não foi só pela poupança, mas guardei-me da irritação, ao dobrar o jornal Público (que já teve melhores dias...), de ver, na última página, o mastronço beirão, com cara suína e suja de barba por fazer, a debitar alarvidades e aleivosias parvas. Eu sei que ele tem 4 filhos para criar, mas não me comovo com solidariedades cristãs: quem lhos mandou fazer, que ele não pudesse evitá-los?
Depois há coisas piores: quem o acopulou com o Mexia (que se entretém, embora molemente, com poesia) e o Ricardo Araújo Pereira (que se diverte, alegremente, por viver), num canal televisivo? Não só a escolha revela mau gosto, como falta de sentido crítico e um grande desequilíbrio. É que, no fundo, acabam por ser uns três mosqueteiros desenquadrados. Dois são inteligentes, um de esquerda e o segundo de direita, o outro é apenas atrasado mensal. Embora eu saiba que ele está a fazer um grande esforço, para se cultivar: até já frequenta o meu alfarrabista de referência, onde vai comprando uns livritos. Hoje, por exemplo, andava à procura das "Cartas Políticas (1908-1909)", de João Chagas - vejam lá onde ele ainda anda, coitado... E não as encontrou.
Tive, agora, um palpite: a criatura deve estar inscrita numa das grandes Internacionais... Qual será? Porque só assim se percebe o encantamento de alguns pascácios com a sua enormidade mental.