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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Leituras Antigas XLIV


Costumo dizer, por brincadeira e para os meus próximos, que, se não fosse a leitura semanal do TLS, eu ficaria isolado do mundo. É um exagero, evidentemente, mas tem alguma ponta de verdade.
Ora, a leitura do último jornal literário inglês, fez-me regressar aos meus tempos infanto-juvenis, em que um dos meus autores predilectos era Emilio Salgari (1862-1911). Este TLS deu-me a conhecer um pouco melhor o escritor italiano. Que eu li, sobretudo, em BD e não pelos livros da Romano Torres, muito populares nessa época.
Eram histórias sérias, de humor ausente, que, pelo contrário, enxameava no Asterix ou no Lucky Luke. Aureoladas de heroísmo e aventura, as peripécias de Sandokan, por exemplo, deviam ser lidas com compostura e seriedade adolescente. Tinham até, muitas vezes, uma preocupação ética ou moral - parece-me, ainda hoje.


Talvez Salgari fosse também um homem demasiado sério e de pendor trágico, pelo que lhe sobrou ou reservou a vida. O pai suicidou-se, a mulher acusou cedo perturbações psíquicas e ele refugiava-se na bebida e no jogo, para lá do trabalho insano da escrita que lhe dava, à justa, para sobreviver.
Antes dos 50 anos, cansou-se e fez o hara-kiri - soube tudo isto ontem, pelo TLS.






terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leituras Antigas XXXV : "Revista Ilustrada"


São do ano de 1956, estes dois primeiros (1 e 2) exemplares da "Revista Ilustrada", de banda desenhada brasileira. Creio que tive mais números, mas só estes dois resistiram à voragem do tempo. As capas, apelativas e coloridas, eram de Aylton Thomaz; o interior, a preto e branco, variava de desenhador: "O Mandarim" de Eça, foi desenhado por Vieytes e a banda desenhada, do exemplar da obra de Emilio Salgari, tem como autor C. Roume. A colecção era editada pela Editora Legislação Federal, que tinha Nelson Borges da Fonseca como director, e cuja sede se situava na Av. Franklin Roosevelt, 39, no Rio de Janeiro. Cada número custava, no Brasil, 7,00 cruzeiros e, em Portugal, a intermediária Latina Editora precificava-a a Esc. 5$00. A revista era de publicação mensal e trazia sempre o horóscopo do mês. Na contracapa da segunda revista anunciava-se que o próximo exemplar seria: "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas.

domingo, 25 de julho de 2010

Leituras Antigas X : Emílio Salgari



Nunca li nada de Emílio Salgari (1862-1911) em livro. Circulavam muitos volumes do autor, na altura, através da colecção da editora Romano Torres, mas calhou que fosse em banda desenhada que eu viesse a ler este escritor de aventuras. A Agência Portuguesa de Revistas começou a publicar Salgari creio que em 1956. As revistas saíam mensalmente e custavam Esc. 5$00. As capas apelativas eram da autoria de José Manuel Soares e os textos tinham a assinatura de Costa Pereira. A banda desenhada, em si, era muito inferior à brasileira, do ponto de vista gráfico. E o desenho dos quadradinhos, muito primário. Era o que havia em Portugal...
O formato das revistas passou, a partir do nº 22, a ser mais pequeno do que aquele que aqui se reproduz dos números 1 e 12. Desta colecção, tenho 24 revistas.