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sábado, 28 de março de 2026

Os descendentes vão dando sinal



E Le Monde (6/3/2026) dá a notícia, fazendo a recensão. 

domingo, 17 de novembro de 2019

Do que fui lendo por aí... 33


... No período de ouro do «milagre económico alemão», nos finais dos anos sessenta, na estação de Colónia, os alemães recebiam eufóricos o imigrante «um milhão», que aconteceu ser um português do Algarve, baixinho de estatura, tímido, e que, sem compreender uma palavra daqueles que o saudavam, agradecidos por ele ter chegado para a construção da Deutscher Wunder, recebia como prémio uma motocicleta e um ramo de flores. Um documentário daquela época mostra esse dia na estação de Colónia, era Outono, estava frio, e o presidente do patronato alemão cumprimenta aquele Gastarbeiter, cuja tradução mais precisa é «trabalhador convidado». ...

Luis Sepúlveda (1949), in Crónicas do Sul (pgs. 45/6).

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Memória 125


Era um amigo de Portugal. E faleceu hoje em França, a uma semana de completar 92 anos. Trata-se do fotógrafo e poeta Gérald Bloncourt (1926-2018), nascido no Haiti, mas que fez a sua vida em França.
Documentou exaustivamente a emigração portuguesa dos anos 60 e 70. E, mais tarde, viveu com alegria e intensidade pessoal o 25 de Abril.

Aqui o recordamos, com gratidão.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Da emigração, da BD por terras de França, e Portugal


O jornal Le Monde, recentemente, deu destaque à saída de um novo livro (Les Equinoxes) de BD, de Cyril Pedrosa (1972), francês de origem portuguesa: o seu avô, português, emigrou para França, em 1936. É dessas origens, que Cyril Pedrosa visitou, que fala o seu livro Portugal, editado em 2011, e que teve algum sucesso em França. O vídeo exemplifica a forma como essa obra inicial de Cyril Pedrosa se foi desenvolvendo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Migrações


Creio que haverá abundante bibliografia sobre a emigração portuguesa. Explicando, sociologicamente, esse fenómeno que teve particular incidência e intensidade, sobretudo nos séculos XVI, XIX, XX, e que no presente século XXI, infelizmente, voltou a ter evidência, por motivos negativos que são amplamente conhecidos. Nos últimos três séculos, a França foi um destino marcante.
O último L'Obs (nº 2656) dedica duas páginas à emigração para França, de 1893 a 2015, com um significativo acervo fotográfico, a ilustrar o texto. Reproduzimos, em imagem, a segunda página, em que Portugal, ou os portugueses, aparecem em lugar destacado, ao fundo, do lado esquerdo, com a indicação do ano de 1965. Agora, de algum modo, são outros os destinos, para os portugueses...

terça-feira, 5 de maio de 2015

Amor com amor se paga


Haverá, decerto e no mínimo, duas formas de ver o país que nos acolhe: ou apreciamos ou criticamos. A terceira via será sempre mais tímida e desinteressante - dar uma no cravo, outra na ferradura.
Ao que parece (não li o livro), João Magueijo (Évora, 1967), professor catedrático no Imperial College, que vive na Inglaterra há cerca de 20 anos, no seu livro Bifes mal passados (Gradiva, 2014), traça da Grã-Bretanha um retrato desfavorável, um pouco na senda de J. Rentes de Carvalho, com o seu Com os holandeses, em relação ao país das tulipas.
Há alguns pontos de contacto nestes dois livros, no que à crítica diz respeito: a rudeza dos habitantes, a péssima gastronomia, por exemplo. É possível, também, que neles exista excessiva acrimónia...
Seja como for, tanto bastou para que o TLS (nº 5847), excepcionalmente, trouxesse uma crítica a um livro em língua estrangeira, onde se faz a defesa da dama (Inglaterra). E, em desforço, apareçam, no texto da recensão de Jonathan Keates, umas ferroadas soezes a João Magueijo...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Da diáspora, e com açúcar


Para o reino do Sião (Tailândia) terão ido, emigrantes, 607 portugueses.
A fazer fé numa informação, que li há pouco tempo, serão menos de 200, os gregos em Portugal. Ou seja, feitas as contas, e como temos 292 portugueses emigrados na Grécia, ganhámos por cerca de 1/3.
Compreende-se. Como os portugueses são mais obedientes, seguiram o conselho avisado do nosso clarividente PM. Embora, como ele diz: nós não somos a Grécia. Ele é que cada vez se parece mais com o lulu da sra. Merkel. Não da Pomerânia, como os que têm pedigree, mas de Massamá, que são mais a dar para rafeiros.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Os números da Emigração


Quando eu comecei a aprender Geografia, o número de cidades portuguesas não ultrapassava as 40, na plataforma continental. E a mais pequena, em população, era Pinhel, que contava 2.100 habitantes recenseados. A elevação de vila a cidade, nesse tempo e em Portugal, era um processo moroso, difícil e nem sempre bem sucedido, mas sempre desejado pelas populações regionais.
A emigração, nesses longínquos anos 50, ainda não era muita. Veio a acentuar-se, significativamente, sobretudo nos anos 60, resultado de políticas de maus governos e de justas aspirações de vida melhor, por parte dos portugueses - como hoje, aliás.
A fazer fé nestes números, do pacotinho de açúcar da Nicola, fornecidos pelo Observatório de Emigração, estes 9.224 portugueses emigrados em Moçambique dariam para refundar mais de 4 cidades de Pinhel, pelas tabelas antigas. Por aqui também se pode compreender melhor a desertificação do interior...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Apontamentos 53: Efemérides



Curiosamente, numa altura em que o cenário da emigração do Sul para o Centro da Europa se repete, é da Alemanha que surgem as notícias sobre uma efeméride que, afinal, continua a passar ao lado das preocupações principais da construção da Europa, ou seja, o ser humano como fundamento das instituições democráticas.
Parece que foi no dia 10.9.1964 que mais um emigrante – no caso um cidadão português – chegou a uma das estações de comboio de Colónia. Mereceu um destaque na imprensa da altura, como se vê pela imagem acima, porque era o emigrante 1.000.000 a alcançar o seu destino.
De facto, os anos sessenta eram tempos em que passámos a conviver com pessoas vindas do Sul da Europa e que, por motivos económicos, se alojavam à nossa volta. Com o devido desconto normalmente atribuído a uma pretensa evolução da sociedade, convenhamos que os contactos eram, tanto no passado como hoje, resultado de um espírito mais esclarecido dos cidadãos do que de uma famigerada “política de integração”.
Com a devida distância, os cenários repetem-se. Com a diferença de que a apetência do capital exige, actualmente, “pessoal qualificado”, sendo apoiado, nessa exigência, mais uma vez pelas forças políticas do país de “acolhimento” em detrimento dos custos de formação ora remetidos aos países de origem e com as implicações que bem conhecemos.
De toda a memória vivencial de contacto com os primeiros emigrantes, sem excluir a realidade actual, fica a revolta profunda de uma Alemanha oportunista e desumana, sob a égide, tanto no passado como no presente, do partido maioritário no Governo.
Não se poderá aceitar, em consciência, como a CDU/CSU continua a apoiar associações reaccionaríssimas de refugiados do pós-guerra e dos antigos domínios do leste da Europa, a não ser como tropa de choque de partidos da direita, sem ter nenhuma política consistente, no passado como no presente, relativamente aqueles que escolhem a Alemanha como país não só para trabalhar como para VIVER.

Post de HMJ

sábado, 9 de agosto de 2014

A diáspora continua...


Estes números, que aparecem nos pacotinhos de açúcar dos cafés Nicola, não colhem a minha inteira confiança e parecem-me pouco rigorosos... Desconfio, grandemente, deste número redondo de 90.000 portugueses emigrados no Reino Unido, embora não tenha à mão elementos para o contraditório. Por outro lado, é sabido que, no Luxemburgo, a maior comunidade estrangeira é de nacionalidade portuguesa, constituindo cerca de 15 a 16% da população luxemburguesa total. Serão só 41.690? O português é também a terceira língua mais falada no Grão-Ducado. E até a Wikipédia regista 58.657 portugueses residindo no Luxemburgo. Pelo censo de 2012, havia 531.441 habitantes. Por isso, terei de concluir que estes números, sobre a emigração portuguesa, que aparecem nos pacotes de açúcar dos cafés Nicola, são uma ficção deslavada, sem grande rigor estatístico... 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bom dia!, com números


Por hábito e método, estes dois pacotinhos de açúcar, fornecidos pelo Café Nicola, caberiam na rubrica "Uma louvável iniciativa". Mas achei que era forçar a nota, excessivamente...
Que haja 6.785 portugueses emigrados na Argentina, não me surpreende muito. Agora, que 8 lusos tenham ido para o Mali, com toda a sua instabilidade política e bélica, já me deixa, quase, estarrecido. Sinal dos tempos, dando razão à máxima: "A necessidade pode muito". E, como as estatísticas são dinâmicas, até pode acontecer que já haja mais do que 8 portugueses, no Mali, neste momento. 
Só poderemos agradecer a este Governo ter promovido, com sucesso, este turismo para o exterior...