Há leituras que nos ficam associadas para sempre a determinados lugares. Sei que o primeiro contacto que tive com haiku, foi na pequena mas bem escolhida biblioteca da embaixada do Japão, em Lisboa. As obras menos acessíveis de Shakespeare, li-as na Biblioteca de Galveias, ao Campo Pequeno. E os futuristas ou modernistas portugueses (prosa de Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro, principalmente) foi na Biblioteca da Universidade de Coimbra, que primeiro tive contacto com eles, nos anos 60. Porque as obras estavam esgotadas, não havia ainda reedições e eram de difícil acesso, por outras vias.
E, por isso, acho curioso que vá ler, pela segunda vez, o Nome de Guerra, de Almada Negreiros, por uma cópia fac-similada do original (provavelmente) que li, em Coimbra, há tantos anos atrás. Porque adquiri um exemplar, que vem hoje com o jornal Público, pelo preço habitual e módico de 5,95 euros.
Aqui fica a lembrança para quem o queira também comprar.