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domingo, 7 de abril de 2013

Idiotismos 15 : jargão militar


Será caso excepcionalíssimo e raro, o eu poder localizar, no tempo e lugar, a entrada de uma palavra ou expressão no universo do meu léxico pessoal. Mas sei que a palavra pinchavelho me surgiu, pela primeira vez, em Janeiro de 1968, na então vila de Mafra. Pertencia ao jargão militar de um jovem tenente, Carneiro de apelido, instrutor do meu pelotão. E "pinchavelho" servia para tudo o que fosse pequena peça metálica (de parafuso a ponto de mira, ou cão) de uma arma, fosse ela a pesada Mauser, a leve metralhadora Uzzi, ou até a G3, que tinhamos de aprender a montar e desmontar.
Também o cultivo épico de um certo estoicismo físico era palavra de ordem, perante um acidente maior ou menor, um lanho leve ou profundo, uma dor. Diziam, logo: "Incha, desincha, e passa!" Fosse grave ou não, o desastre que nos atingisse. A expressão "tropa fandanga", para definir um grupo indisciplinado e tosco, veio-me ao conhecimento muito mais tarde. E só indirectamente por via militar. Mas a arte de guerra tinha, e ainda deve ter, um jargão amplo e expressivo, muito próprio.