Depois de uma noite em branco, o cigarro tem um sabor fúnebre.
E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers 1957-1972.
Depois de uma noite em branco, o cigarro tem um sabor fúnebre.
E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers 1957-1972.
De Le Crépuscule des Pensées (L'Herne, 1991), de E. M. Cioran, em versão portuguesa:
pg. 92 - Existem olhares femininos que têm algo da perfeição triste de um soneto.
pg. 101 - A palidez mostra até que ponto o corpo pode entender a alma.
pg. 124 - O gosto violeta da infelicidade.
pg. 143 - Há dores cuja desaparição do céu poderia consolar.
Limitados no tempo, pelas suas mortes, os meus dois interlocutores e ensaístas mais respeitados, E. M. Cioran (1911-1995) e George Steiner (1929-2020), resta-me apenas recolher os despojos ou acolher para leitura os seus textos inéditos (para mim), que vão aparecendo nas editoras. O mais recente foi este Quatro Entrevistas com George Steiner (VS Editor, 2020) feitas pelo persa Ramin Jahanbegloo (1956).
Que recomendo vivamente.