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terça-feira, 4 de junho de 2019

Algaravias (10)


O primeiro regionalismo algarvio deste poste despertou-me algumas dúvidas, por o ter relacionado com o cherne e com o episódio da falecida esposa dum nosso ex-primeiro ministro que, repentista e desprevenida, numa entrevista, o comparou, em qualidade, a esse exemplar piscícola da costa portuguesa. Ora, barroso é também conhecido por gata-lixa, um tubarão de águas profundas. E, por isso, nada terá a ver com o ex-presidente da Comissão Europeia.
Demos então seguimento aos regionalismo algarvios começados por q e r. A fonte é a mesma dos postes anteriores, que temos vindo a registar.

1. Quelme - peixe também conhecido por barroso.
2. Quilhada - variedade de ameijoa durázia.
3. Rabalão - diz-se da criança irrequieta, traquina, travessa.
4. Rafègada - pé-de-vento; redemoínho; rabanada; refega.
5. Ramalhudo ou rasmalhudo - diz-se dos olhos grandes, pretos, pestanudos e com sobrancelhas grossas.
6. Restelar - apanhar os frutos secos caídos antes de serem varejados.
7. Rètoica - lábia; palavreado; retórica.
8. Rilar - fazer comichão; causar prurido.
9. Riosca - baloiço.
10. Russol - o véu gorduroso que envolve os intestinos do porco e que se derrete para produzir banha.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Comic Relief (136)

Little Britain, mas passado em Portugal.
(Lamento desapontar os curiosos, mas o nosso ex-PM Barroso não entra neste episódio...)

A caridadezinha, fraterna e regional


Com a sua habitual isenção económica, The Wall Street Journal noticiou que a Goldman Sachs tinha comprado 2,8 mil milhões de dólares de dívida pública, ao Banco Central da Venezuela, por cerca de 865 milhões de euros. A oposição ao Presidente Maduro explodiu de indignação, ao saber do facto. Eu próprio fiquei varado. Mas, ao mesmo tempo, pensei, tentando ver o lado positivo dessa dádiva misericordiosa, que assim talvez esta compra, a preços de saldo, evitasse o regresso de tantos milhares de madeirenses à sua Ilha, como já foi acontecendo, pela insegurança de quase guerra civil que se vive na Venezuela. Mas continuei surpreendido: porquê, mesmo que indirectamente, ajudar os pobres emigrantes madeirenses?
E foi o clic. Só então me lembrei que a Goldman Sachs conta, nos seus altos quadros, com o nosso boy Durão Barroso. E deve ter sido a sua mão patriótica, fraterna e regionalista, a forçar o negócio. Podia ele lá esquecer ou abandonar os seus infelizes e desprotegidos compatriotas?

domingo, 8 de maio de 2016

O truão, a verdade histórica e o contraditório autorizado


Em 16/3/2010, a propósito do infausto aniversário da Cimeira das Lajes, falei aqui dos 4 cavaleiros do Apocalipse (Aznar, Barroso, Blair e Bush jr.). 
Há dias, um dos citados cavaleiros, em entrevista à SIC, declarou que a Cimeira tivera o acordo prévio do PR da altura.
Hoje, Jorge Sampaio, no jornal Público e, ao que parece, em declarações ao DN, vem repor o rigor dos factos.
Como diz a sabedoria do povo: Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

sábado, 12 de abril de 2014

Dinastias



Pequenas diferenças distinguem os figurantes: o local e data de nascimento, o peso, a cor das gravatas e os sapatos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Em defesa da dignidade do ser humano



Em princípio, seria dispensável que um cidadão europeu se sentisse na obrigação de recordar aos seus Presidentes – da Comissão e do Conselho – o artigo primeiro da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que reza assim: “A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida.”
Ora, nas recentes Recomendações Anuais de Política Económica e, sobretudo, nas declarações subsequentes da Comissão Europeia sobre a necessidade de “baixar os salários em Portugal” deve ter havido em “esquecimento” relativamente ao princípio acima mencionado.


Traduzindo a revolta subjacente perante uma ofensa tão descarada, dir-se-ia que tanto o Presidente da Comissão como o seu Comissário Olli Rehn não sabem o que significa viver com o salário mínimo nacional em Portugal. 
Falar em reduzir ainda mais o sustento a uma larga parte da população portuguesa, é uma violação do direito à dignidade do ser humano. Não será, certamente, para aqueles que construíram a sua carreira política nacional e europeia à margem de um qualquer trabalho produtivo, ou para  os  “Kaufmänner" [= homens de compras, sic] que, como ontem, invadiram o país à procura das pérolas portuguesas para comprar.
Perante o exposto, e no pleno direito à liberdade de expressão, endereço ao Presidente e o Comissário uma Recomendação:
- em defesa da dignidade do ser humano, no espaço europeu, estabelecer, como pretende o Presidente da República Francesa, o máximo de 20 salários para os CEO’s;
- implementar uma “reforma estrutural” que impeça, de vez, a fuga de capitais, de impostos e o “negócio” obsceno dos especuladores que vivem da sangria dos cidadãos.
Remate final: não tenham receios, os CEO’s não emigram, porque não existem tantas vagas lá fora como dentro do país, por enquanto.

Post de HMJ