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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Antologia 26

 

Se porventura eu tivesse de escolher apenas um filme dos que se seguiram à fase do neo-realismo cinematográfico italiano, não hesitaria em optar por Una Vita Difficile (1961), realizado exemplarmente por Dino Risi (1916-2008). Muito bem acompanhado pelos desempenhos de Alberto Sordi (1920-2003) e Lea Massari (1931-2025), artista discreta que trabalhou com os maiores realizadores italianos e franceses. E que eu acabo de saber que faleceu recentemente (23/6), em Roma.

sábado, 5 de novembro de 2022

Cinema


No seu Prosimetron, MR lembra que é hoje que se celebra o Dia do Cinema, destacando O Leopardo, de Luchino Visconti, como seu filme predilecto. Eu apadrinharia este seu gosto, até porque as minhas opções seriam maioritariamente europeias (Rohmer, Bergman, Truffaut, Rosselini, Visconti, Risi, Scolla, Fellini...), com predominância inequívoca de realizadores italianos.
E, dentro destes, privilegiaria dois deles e dois filmes: Rossellini e "A Tomada do Poder por Luís XIV" (1966), pela pouco notada economia de meios ao tratar um tema tão denso. E "8 1/2" (1963), de Fellini, pela sua desmesura barroca genial.
Deste último deixo, neste Dia do Cinema, um pequeno tributo em vídeo, para o lembrar.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Jean-Louis Trintignant (1930-2022)




Seria difícil excluir o afecto das memórias que Trintignant me despertava, por alguns dos filmes que dele vi. Mas destacaria dois, particularmente: A Ultrapassagem (1962), do realizador italiano Dino Risi, e do polaco K. Kieslowski, o filme Vermelho (1994), com o actor francês, que faleceu hoje.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Uma realidade melancólica



Ainda assim, prefiro a "Il Surpasso" (1962), de Risi, relembrar Jean-Louis Trintignant (1930) em "Rouge" (1994) de Kieslowski, muito embora a Natureza seja quase sempre madrasta. A decrepitude física visível, um cancro (2017), a cegueira, reduziram, de algum modo, à sombra este grande actor, que aqui vemos e ouvimos através das suas humaníssimas palavras.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Passear as obrigações votivas


Os gatos, embora gostem de conservar as distâncias, não exigem muito dos seus donos. Bastam-se, domésticos, pelo interior das casas, e com alimentação pontual.
Mas também há famílias exigentes que não prescindem do seu passeio exterior, ao fim-de-semana. Motorizado ou pedestre, para apanhar ar.
Os cães, porém, obrigam, necessariamente, os seus donos a 3 ou 4 saídas, todos os dias, ao menos pelas suas necessidades básicas.
Quando vejo estes cães a passear os donos, lembro-me sempre de Dino Risi (1916-2008) e da sua "A Ultrapassagem", quando Gassman e Trintignant entram em Roma de carro, de manhã , e se cruzam com um passeante de cães. E Gassman grita, tonitruante: "Liberta-te, escravo, solta os cães!"*

* Como se segue, no vídeo.

Nota pessoal: as novas manipulações do Youtube obrigaram-me ao desdobramento do poste: em texto e vídeo, seguinte.

Il sorpasso, 1962. Campo lungo (www.cinescuola.it).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Burlesca e sentimental


Vai-se-me acabando o livro ( Categorias e outras paisagens, de F. Echevarría), pela tarde (17h40), enquanto a Lua, na sua crescente meia calote fosca, já visível, de Leste, se opõe frágil ao Sol que vai declinando para o mar de Oeste.

Tornou-se, aos poucos, sensível
a tez da velhice. A mágoa
recolheu-se ao doce timbre
de azular-se na palavra.

E a palavra desceu
ao halo feliz da tez,
com a velhice a crescer
dentro da luz que se fez.

Quando saio para a estrada, já a noite começou, discreta a cair. Há ainda dois escravos (vide Il Surpasso, de Dino Risi), devocionalmente, a passear os cães, pela rua. E parecem felizes...

domingo, 23 de março de 2014

Divagações 63


O silêncio matinal e deserto de uma cidade, sobretudo em domingos inóspitos, é como se fora uma paisagem em aberto, semelhante ao princípio do mundo, onde apenas as casas e as ruas, de construção humana, podem destoar. Embora o silêncio seja tão poderoso, que faz esquecer esses sinais insólitos da mão humana.
Todos nós, decerto, já experimentámos, por insónia imprevista ou noitada escolhida, esse espectáculo raro e tranquilo da cidade adormecida, das ruas vazias, da luz crescente e insinuante que se vai adivinhando pelas sombras tímidas, pelo róseo ou rútilo com que a aurora vai vencendo, pouco a pouco, quase imperceptível, o escuro da noite.
Em desabono do derrame lírico do poste, ou do sentimento poético, e por associação lógica, quando penso nestas manhãs de domingo de cidades desertas, vem-me sempre à memória uma imagem do filme "A Ultrapassagem" (Il Sorpasso), de Dino Risi (1916-2008), com Vittorio Gassman e Jean-Louis Trintignant, entrando em Roma, numa manhã dominical.
Já no centro de Roma, e velozmente, os dois ocupantes do carro desportivo, depois de ruas e ruas vazias, vislumbram um único passeante matinal, numa praça, levando dois cães pela trela, que quase o arrastam. Ao passarem por ele, Gassman grita-lhe: "Liberta-te, escravo! Solta os cães!..."

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Comic Relief (78)


Sem grande rigor, este vídeo poderia ter cabimento na rubrica Mercearias Finas, não fora a quantidade de peripécias menos nobres, no interior da Cozinha, que antecedem a refeição do grupo de gastrónomos.
Mas talvez valha a pena lembrar que, no Porto, uma das mais conceituadas lojas-tascas-restaurantes, onde se podem comprar magníficos enchidos de fumeiro, ou comer uma apetitosa sande de presunto, dá pelo saboroso nome de "Badalhoca"...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rohmer




Fez, há poucos dias, um ano que faleceu Éric Rohmer (4/4/1920-11/1/2o10), pseudónimo de Jean-Marie Maurice Schérer. O seu pseudónimo foi escolhido, como homenagem a Erich von Stroheim, realizador de cinema, e a Sax Rohmer, escritor policial. Rohmer era católico, e isso é notório nos seus filmes, ou nalguns deles, pelo menos. Foi dos meus realizadores europeus de referência, com Bergman, Risi, Fellini, Truffaut, e tantos outros, numa época (feliz) em que o cinema europeu não era asfixiado pelo americano. Onde a acção trepidante faz esquecer, muitas vezes, a pobreza dos diálogos e de pensamento. Diálogos, aliás, que nos filmes de Éric Rohmer, tinham uma importância nobre e fundamental.
Para quem goste, a RTP2, passa às 22,4ohrs de hoje, respectivamente: "Os Amores de Astrea e de Celadon", seguindo-se "O Joelho de Claire". Bom proveito!, a quem quiser rever.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Suicídios cinematográficos

Na segunda-feira passada, 29 de Novembro de 2010, o realizador italiano Mario Monicelli, nascido em 1915, suicidou-se, atirando-se da janela do quarto do hospital San Giovanni, em Roma, onde se encontrava internado, em fase terminal de um cancro da próstata. Autor de I Soliti Ignoti (Gangsters Falhados), "Grande Guerra", "Oh Amigos Meus", entre muitos outros filmes, com ele morre o último dos grandes realizadores da 1ª geração post-guerra de comédias italianas, sempre com um fundo amargo a contrabalançar um humor, por vezes, quase ácido. Dino Risi morrera em 1991. No activo e da segunda geração, mantêm-se Roberto Benigni (1952) e Nanni Moretti (1953).
Hoje, Jean-Luc Godard completa 80 anos (3/12/1930) e, embora não seja dos meus realizadores de cinema predilectos, filmou uma cena de suicídio, com Jean-Paul Belmondo, em Pierrot le Fou (1965) que eu nunca mais esqueci. Aqui fica, a encimar o poste, para quem a não conheça ou já não se lembre dela.

domingo, 23 de maio de 2010

Cinema Italiano






Está a decorrer a Festa do Cinema Italiano. No meio de tantas e tão memoráveis recordações, o difícil foi escolher apenas duas. Optei por Dino Risi (Uma Vida Difícil) e Giuseppe Tornatore (Cinema Paraíso).