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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Este país não é para velhos ( W. B. Yeats)

É um eufemismo, e até mesmo um erro, dizer-se que é uma conquista da civilização e melhor qualidade de vida viver-se até mais tarde. Às vezes, muito raramente, pode ser.
É também um mito afirmar-se que o sistema de saúde, nos países do Norte da Europa, é uma maravilha. O nosso SNS, do meu ponto de vista, é melhor. E mais humano. O vídeo não o aconselho a pessoas excessivamente sensíveis.

agradecimentos a C. S..

domingo, 13 de setembro de 2015

Adagiário CCXXX (estrangeiro e sobre acasalamentos...)


1. Um marido mudo e uma mulher cega fazem sempre um casal feliz.

Provérbio dinamarquês.

2. Casar uma vez é um dever, duas vezes uma tolice, três uma loucura.

Ditado holandês.

domingo, 18 de agosto de 2013

Férias 5: Conhecer a Escandinávia via "InterRail"




Embora não sendo adepta de “ajuntamentos forçados”, sempre considerei que as Pousadas de Juventude permitiam, na altura e sem a recente profusão de “Hostels”, um conhecimento do país de origem, e até do estrangeiro, numa fase em que a autonomia financeira era ainda inexistente ou muito reduzida.
Quando surgiu, pois, o programa “InterRail”, possibilitando a compra e um “bilhete único” de comboio para percorrer a Europa, considero que se juntou o útil ao agradável. Com efeito, e segundo uma receita anterior, escolhi para férias a Escandinávia, aproveitando os relatos e as “dicas” de amigos que a tinham visitado no ano anterior. Como sempre gostei de mapas – até para fazer viagens imaginárias – tracei o meu plano em função da rede ferroviária da Escandinávia, das Pousadas de Juventude disponíveis e o orçamento previsto.
Parti, sozinha, de Colónia com uma primeira paragem em Copenhaga, de que não ficou grande memória, para além da ambiência - pós-68 ou alternativa – que já conhecia de uma visita a Amesterdão. A diferença de “tomo” deu-se com a passagem de barco para a Noruega. Gostei de Oslo e ficou-me para sempre o espaço e o museu dedicado à obra de Edvard Munch.


Do comboio, que seguia em direcção a Narvik, passando o círculo polar, saí várias vezes em diversas localidades. Como o “cartão InterRail” permitia saídas e entradas ao nosso gosto, desde que fosse numa continuação do trajecto, estabeleci ca. de 4-5 horas de comboio para me apear, conhecer terras novas e localizar o “poiso nocturno”. Ao partir de Oslo, no Verão, achei estranho que a locomotiva levasse um dispositivo para afastar a neve, mas, ainda antes de chegar ao círculo polar, tive umas curtas férias na neve, se não me engano perto de Mosjøen. No entanto, o mais insólito, sobretudo para os que passeiam sem o conhecimento da História, esperava-me em Narvik. O chamado “pai” da Pousada, assim que viu o meu passaporte germânico, calou-se sem mais palavras, lembrando-se, certamente, das batalhas do exército alemão durante a 2ª Guerra Mundial. Para além deste episódio, tirei uma foto com as distâncias geográficas, semelhante à imagem seguinte.



Saí de Narvik, passando para a Suécia via Kiruna, entrei na Lapónia e parei em Luleå. A Pousada de Juventude eram umas casinhas de madeira, no meio da floresta, como demonstra a imagem seguinte. Apercebi-me, depois, que devia ser a única hóspede, já que não me cruzei com mais nenhum ocupante.


Aliás, desde a entrada na Noruega, tinha-me habituado a falar muito pouco, porque os habitantes do Norte são mais discretos na conversa, habituados como estão à solidão em espaços pouco habitados. Assim, no dia de partida da Lapónia, dei com um espectáculo memorável. Uma família italiana, pai, mãe e duas criaturas, estavam no cais a tentar entrar no comboio, com a habitual algazarra do Sul. A tarefa de entrar estava bastante dificultada, porque, atado à mochila, tinha o pai umas hastes de uma Rena.  Bela recordação ! O senhor nem entrava de frente, nem de lado, apesar dos empurrões e gritos da mulher e perante o ar calmo e silencioso do revisor. Da Lapónia ficou-me, portanto, esta lição das diferenças entre os povos do Norte e do Sul.

Parei, ainda, na cidade universitária de Uppsala antes de chegar a Estocolmo. Como o dinheiro já era pouco, porque a Suécia era, e é como julgo, um país caríssimo, não aproveitei, na altura, para ir de barco até à Finlândia. Ainda hoje tenho pena, porque completava um círculo que, assim, ficou incompleto. Apanhei o barco, no regresso, em Malmö, onde tive oportunidade para conviver com uma família sueca.

Convém, no entanto, sublinhar que a convivência com os povos nórdicos se reduz ao essencial da palavra. Foram, portanto, umas férias para apreciar a natureza, a estética das cidades, pouco palavrosas e numa aprendizagem imensa do supremo bem da solidão.

Post de HMJ

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

2 últimos cartões de B. F. oficiais


Estes dois cartões de Boas Festas, que serão os últimos, são já da segunda década do séc. XX. O dos Correios Belgas terá sido enviado, muito provavelmente, do Congo Belga para Angola, mas foi impresso em Bruxelas, por P. van Damme. O segundo, da Dinamarca, é de 1914.