Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Nacional do Vinho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Nacional do Vinho. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de julho de 2024

Adenda

 


Faltava o tinto. Neste Dia Nacional do Vinho. E embora o jantar se anunciasse modesto, havia que depositar a nossa esperança e expectativa em França.
E isso bastou para que eu apostasse num vinho icónico, para mim. Calhou um teenager do Douro, já testado, Flor das Tecedeiras 2008, com 14º, composto de Touriga Nacional e Franca, Tinta Barroca e Roriz, Amarela e Tinto Cão, quanto a castas, com cepas velhas (cc. 100 anos) e novas. Estava magnífico e com taninos ainda por domar - pode bem guardar-se por mais dez anos, à vontade e confiança.
E a França portou-se bem, felizmente, apesar das cassandras vendidas e mediáticas...

Recomendado : cento e dois

 

A perspectiva anunciadora da manhã foi o suburbano e domingueiro apito da gaita de beiços do "compõe louças e guarda-sóis", vulgarmente conhecido por amolador, que hoje é já raríssimo e apenas  autóctone. Este, motorizado, de condição ligeiramente  melhorada, ao tempo. Para os linguados frescos, médios e bonitos, eu tinha escolhido um vinho branco, que esperava promissor: Coutada Vellha 2023, da Ravasqueira (Arraiolos), alentejano. Batatas cozidas e uma couve-flor maneirinha acompanhariam o almoço.
Do lote, principesco, enológico costavam Alvarinho, Antão Vaz e Arinto. Um trio maravilha.
Chicoespertamente, de algum tempo a esta parte há umas 3 grandes superfícies que propagandeiam descontos miríficos extraordinários em alguns dos seus produtos. Este vinho Coutada Velha comprei-o a 3,89 euros. Mas seria de 12,99, segundo o Continente. Não dá para crer: ou o Produtor (Ravasqueira) é um comerciante suicida ou o vendedor (Continente) é extremamente generoso a perder dinheiro e perdeu o sentido do negócio. (Ciclicamente, há destes milagres de Fátima, no negócio nacional...)
E aqui fica assim a minha contribuição de poste, no Dia Nacional do Vinho.