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quarta-feira, 23 de abril de 2025

A propósito de Sá de Miranda

 


Numa recente lista de novidades, o livreiro-alfarrabista Luis Gomes anuncia, no seu lote 26814, a venda de uma edição de As Obras do Doutor Francisco de SAA..., impressa em Lisboa, no ano de 1677, à custa de Antonio Leite. Esta impressão de As Obras é referida como sendo a quarta, embora o especialista e investigador Pina Martins a considere como a quinta, nesta sequência cronológica: 1595, 1614, 1632, 1651, 1677.
Rectificação que considero oportuna neste que é considerado o Dia Mundial do Livro.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Do Livro



É no dia provável do nascimento de William Shakespeare (1564-1616) que se convencionou celebrar o Dia Mundial do Livro. Mais concretamente, 23 de Abril (de 1616) terá sido, no entanto e com mais certeza, a data de morte do conhecido dramaturgo inglês.



Para ilustrar a efeméride resolvi dar imagem, em livro, do vetusto e vimaranense foral manuelino de 1517, em edição fac-similada de 1989, da Sociedade Martins Sarmento, edição primorosa que foi patrocinada pela extinta Livraria Oito Séculos, de Guimarães.


grato reconhecimento a H. N., que permitiu tal facto.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Efemérides


Passa, hoje, o que se convencionou chamar Dia Mundial do Livro, a pretexto da celebração da morte de William Shakespeare (?/4/1564 - 23/4/1616). Um dia antes (22/4/1616), que fora, e Miguel de Cervantes poderia servir de patrono.
Se, para a civilização ocidental, quando se diz o Livro, se quer significar a Bíblia e, porventura, para o Islão, o Corão, para nós portugueses, o símbolo maior teria que ser de Camões, Os Lusíadas. Quanto a efemérides, cada qual escolhe a sua.
Convencionalmente...

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sobre o Livro e a Língua portuguesa


Data consagrada, por altas instâncias misteriosas, hoje, como Dia Mundial do Livro, aceito de bom grado a efeméride, com naturalidade e simpatia.
Se me fosse perguntado qual o livro que mais frequentei, ao longo da minha vida, não teria dificuldade em afirmar que terá sido o Dicionário português, de Francisco Torrinha, na sua edição de 1945, e que, por esse motivo de tanto manuseamento, se encontra em paupérrimas condições, como se poderá ver pela imagem acima. Se, de há uns tempos a esta parte, o considero bastante desactualizado, preferindo-lhe o Houaiss, ainda o consulto muitas vezes. Até por que evito, sempre que posso, utilizar estrangeirismos que são, para mim, a abominação do economês e de muita gente beata do léxico informático. E não só, que os diplomatas também fazem gala em entremear de expressões alheias as suas discursatas, para mostrar que têm mundo. Bem como os novos cozinheiros e uma pretensa elite cultural, para alardear o seu cosmopolitismo - o que não deixa de ser saloio e paroquial...
Sempre achei que não é necessário usar estrangeirismos para dar mais força às nossas convicções e pensamento. É preciso é saber usar bem, e com legitimidade, a nossa muito rica língua portuguesa.



Voltando aos livros. Se o dicionário foi o livro mais consultado por mim, há também livros que frequento com persistente  assiduidade, de que elejo, em poesia, As Obras de Sá de Miranda  e os Poemas, de Eugénio de Andrade. Por vozes originais ou porque escreveram, em português de lei, magnífica poesia. A que poderia acrescentar, por admiração e gosto, Camões, Nobre, Cesário, Pessoa e Pessanha. A pequena distância, poderia incluir também Sophia e Sena, sem dificuldade.



Quanto a prosa, seria mais restritivo, mas escolheria, como preferidos, um livro de contos de Jorge de Sena e Directa, de Nuno Bragança. Mas também volto, periodicamente, a A Casa Grande de Romarigães, de Aquilino, e a Os Maias, de Eça de Queiroz. Para falar apenas de autores nacionais.
E é tudo o que me apraz dizer, neste Dia Mundial do Livro.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Da Janela do Aposento 33: Impressos e Livros



Antes de ser livro, é preciso que um impressor imprima um qualquer texto numa folha de papel. A folha pode, solitariamente, continuar a sua vida, mantendo-se como folha volante.
E como qualquer vida tem um início, também as primeiras folhas saídas de prelos portugueses têm uma data de nascimento. Neste dia, dedicado ao livro, gostaria de apresentar, portanto, o “primeiro impresso português conhecido”, com data aproximada de circa 10 de Abril de 1488, divulgado, em 1996, por João Alves Dias.


Summario das graças, ANTT

No entanto, e para haver livro como o conhecemos hoje, era preciso que as folhas se dobrassem – uma, duas ou mais vezes – para formar os cadernos, de maior ou menor tamanho conforme as dobras. Depois de juntar os cadernos numa sequência organizada, o conjunto do “livro” seria vendido, em cadernos, para ser encadernado ao gosto do leitor.
Por vezes, as pastas das encadernações, como a da imagem seguinte, eram feitas de folhas impressas antigas, revelando, a investigadores atentos, persistentes e dedicados, segredos bem guardados durante séculos.


BNP, Res. 91 P

Foi o que sucedeu, em 2012, como ficou registado na seguinte notícia.



Para todos aqueles que gostam de folhear, ler ou estudar livros, deixo a imagem de uma pequena brochura que explica mais sobre a história do objecto que hoje se pretende celebrar.


 Post de HMJ, dedicado a JAD

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fragmento de poema para o Dia Mundial do Livro


"Consideremos os codicilos, as letras que principiam a alongar-se como sombras, talvez
as sementes firmes; para além disto apenas gostaríamos de imaginar os que pelo uso
da escrita se inclinaram e aprendem assim a sua cegueira última, porque não são os autores
do que escreveram, mas os que se apresentam como intermediários, ao entregar
o leve vestígio do que foi concebido. Sabemos como procuraram
o especioso caminho que nos conduz ao que se torna no início
de uma voz, esse estremecimento que existe em qualquer fruto para que se desprenda
devagar, ao pressentirmos como se apoderaria dele um novo sentido; era
talvez a sua límpida submissão, o modo como oscilam estes caracteres, ..."

Fernando Guimarães (excerto do poema Codicilos).