Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Ideias fixas 6


É, no mínimo, esquisita esta decisão ou aceitação da tutela da CGD que, para efeitos de gestão do banco público, permitam aumentar o número de administradores, mas se obrigue à diminuição do número de trabalhadores...
Nesta altura da idade do mundo é uma perfeita utopia ou uma ideia ingénua, de almas simples bem-aventuradas ou de políticos perversos, considerar que, no futuro, haverá mais empregos ou postos de trabalho.
Posto que, para mim, há ainda alguns ofícios que não têm grande razão de existir. Ou que seriam dispensáveis. Limito-me apenas a referir três: os curadores de arte e exposições, os gestores de conta bancários e os psicólogos. Todos eles são muletas redundantes de pessoas que não sabem governar-se por si. Ou que não souberam crescer nem ganhar e gerir a sua própria autonomia. Estética, financeira e humana, respectivamente.
Mas também é bem possível que estas malas-artes referidas, por várias razões, algumas delas obscuras, continuem a proliferar e a dar emprego, nessas funções decorativas...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Falemos de coisas práticas


Sempre achei que esta questão da produtividade, de que falam os nossos políticos de aviário e de boliqueime (que, como diz o povo, "nunca vergaram a mola"), era uma falsa questão. É bem possível, também, que as suas cabecitas e falta de experiência da vida prática, não dê para mais...Porque, parece-me, deviam era falar da cupidez excessiva de muitos empresários portugueses e da falta de organização de uma boa parte das nossas empresas. Mas é sempre mais fácil atribuir as culpas aos trabalhadores e operários.
Vamos a casos concretos. Recentemente, cá em casa, precisámos de comprar pinhões para fazer Mexidos à Minhota - doce de colher que não os dispensa. Numa grande superfície (Jumbo), 200 gramas de miolo de pinhão (da Ferbar) custavam 19,90 euros. Ou seja, quase 100 euros, o quilo - e desistimos, porque era demais. No dia seguinte fomos à praça ou mercado do Pragal e, numa das bancas, comprámos 100 gramas, por 6,60. Quer dizer que o quilo ficou a 66 euros - era caro, mas bastante mais barato do que na grande superfície, e era bom. Quosque quantum demonstrandum...
E, já agora, porque é que alguns dos nossos desempregados não vão por esses andurriais abaixo (que normalmente são maninhos), por onde houver pinheiros, começam a colher pinhas, arranjam um armazém de decasque, e montam um negócio?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A Europa e o desemprego


 Há algumas semanas li, com particular atenção e crescente preocupação, um excelente artigo de António Guerreiro, muitíssimo bem fundamentado, no jornal Expresso. A tese defendida e a conclusão a tirar era que, de futuro, no Mundo e sobretudo na Europa, cada vez haveria menos empregos e cada vez mais desemprego. E os números oficiais aí estão a confirmar a afirmação, principalmente, aplicada aos jovens, até aos 25 anos. Em relação a alguns países europeus, é esta a percentagem do desemprego entre os jovens:
Espanha - 53,27%
Grécia - 51%
Itália - 36,2%
Portugal - 35,54%
Irlanda - 28,5%
França - 25%.
Entretanto, há fenómenos migratórios estranhos. Por exemplo, muitos filhos de emigrantes turcos, em França, estão a regressar à Turquia, onde parece terem mais facilidade em arranjar trabalho. A Espanha, em 2011, registou um saldo migratório negativo de cerca de 100.000 pessoas - situação que já não acontecia há muito tempo. Neste mesmo ano, o Brasil registou uma entrada recorde de 50.000 portugueses.
Recusando um futuro aos jovens, a Europa envelhece e empobrece, perdendo, na maior parte dos casos, os mais jovens e os melhores de que necessitaria para se revitalizar. Mas quando são os próprios governantes a convidá-los a sair, o que é que poderíamos esperar?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sinais


1. Quando o desemprego, em Portugal, atingiu (e não vai há muito tempo) o número redondo de 500.000 trabalhadores, da população activa, houve um sobressalto nos comentadores políticos e a Oposição vociferou, alto e bom som. Hoje foi notícia que os desempregados ultrapassaram o número recorde de 770.000. Na UE somos já o 4º país com mais  desemprego, depois da Espanha, da Grécia e da Irlanda.
2. Aquando da reeleição, em 2011, do nosso actual PR, a percentagem de abstenção nos eleitores foi quase igual à daqueles que votaram em Cavaco Silva. Há dias, e pela 1ª vez desde o 25 de Abril, um PR foi apupado nas ruas. Concretamente, no Porto. Hoje, e à última hora, Cavaco Silva desmarcou uma visita à Escola Secundária António Arroio. "Imponderáveis de agenda" - foi a justificação. Convenhamos que a manifestação que o esperava não seria muito calorosa, nem muito amigável. Mas também há a coragem ardilosa das raposas e a cobardia das hienas. Há leões e há coelhos. E há homens "for all seasons", para lembrar Thomas Moore.

São sinais. Mas, talvez, a ter em conta.