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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Osmose 118

Se há alguma coisa em que me sinto bem é sentado frente a uma boa série genuína televisiva britânica da BBC, por exemplo. Talvez este bem estar tenha começado em 1971, com Elizabeth R, interpretada primorosamente por Glenda Jackson (1936). Uns anos mais tarde, foi Derek Jacobi (1938) que me conquistou pela sua interpretação de I, Claudius (1976), série baseada na obra de Robert Graves (1895-1985).
Como é que os ingleses conseguem ser tão bons actores? Talvez dos muito séculos a representar William Shakespeare. Porque conseguem evitar sempre as estridências tropicais das telenovelas brasileiras ou o empolado das vozes "gargantas do Império" dos actores das nossas séries pobrezinhas, com representações abaixo de cão, normalmente...
Pois, há dias, apanhei por acaso, na RTP 2, de manhã, a série Last Tango in Halifax, com o magnífico Derek Jacobi, entre outros bons actores britânicos. Talvez venha a ficar freguês...

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Representar


Com o tempo fui cada vez mais apreciando desempenhos (em teatro ou cinema) neutros e/ou naturais, sem excessos nem esgares, sem gesticulação desarticulada, num registo equilibrado que se aproxima muito da escola de representação britânica: Guinness, Jacobi, frequentemente Finney, mas nem sempre...
Por razões muito secundárias pesquisei, recentemente, a biografia do actor norte-americano, já centenário, Kirk Douglas (2016). A Wikipédia derrama-se-lhe em elogios, quanto a mim infundados: "(Kirk) Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. ..."
Se ainda hoje suporto o cabotinismo (cínico) de Jack Nicholson, porque me compensa de outras formas, e já me entusiasmei, na adolescência, pelos desempenhos de Ulisses, Spartacus e de Van Gogh, personificados por Kirk Douglas, hoje, dificilmente os toleraria, pelo seu registo primário.
Mas até sou capaz de perceber a simpatia e caridade palavrosa da Wikipédia, que ainda vai na juventude (com os seus 17 aninhos), e ainda não desenvolveu, convenientemente, o seu sentido crítico. E louvo o seu respeito e veneração pela velhice consagrada...