Mostrar mensagens com a etiqueta Dennis Potter. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dennis Potter. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Obituário afectivo


Albert Finney (1936-2019) faleceu ontem.
Raros actores se me impõem acima do trabalho e da marca de realizadores, com antecipada garantia de qualidade. Finney era um deles.
A partir de Tom Jones (1963), pelo menos. Mas terei de acrescentar, ainda que muito selectivamente, Under the Vulcano (1984), The Browning Version (1994), Big Fish (2003) e o excelente desempenho do actor para a série televisiva Cold Lazarus (1996), com argumento de Dennis Potter.
Infelizmente, teremos de ficar por aqui...

sábado, 30 de junho de 2018

O poeta anónimo e clandestino do DCIAP


Desde o Apito Dourado que eu fiquei alerta e deslumbrado. Depois veio a Operação Marquês, a Fizz, a Mãos Limpas, há dias, a Tutti Frutti. Quase iria jurar que há um agente-poeta, no DCIAP, para estas fulgurâncias, como em tempos houve um detective-cantor, criado pelo Dennis Potter, para a televisão. Devem dar-lhe o mote, previamente, das devassas e buscas, ao poeta-agente, e ele senta-se à mesa com uma folha A4, em branco, e vai sonhando. Quando lhe chega a inspiração, corre pressuroso ao gabinete da chefe joaninha a mostrar o resultado. Normalmente é aprovado e louvado, seguindo como título para a comunicação social.
Até o Benfica teve um título de luxo: Mala Ciao, recentemente. O nosso agente-poeta, clandestino, bem merecia um prémio, nos próximos jogos florais, que se realizassem. Tanta inspiração poética e talento deviam ser coroados de louros... Mesmo que a investigação possa vir a dar em nada, como muitas vezes acontece. Mas o título poético já ninguém lho tira. Fica a ressoar no melhor lirismo nacional.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Da mediocridade de muitos jornalistas e políticos, até um actor notável


No meu espírito, e para se compreender, a sequência de associações mentais foi esta: da enormidade ignorante do "DN" passei a Dennis Potter que apontou a dedo os malefícios dos media e os seus subservientes empregados; daqui cheguei a "Cold Lazarus" com esse magnífico actor que é Albert Finney.
De Albert Finney cheguei a Winston Churchill que pertencia a uma família de políticos de grande qualidade, que se extingiu por completo. Hoje, na política, o que abunda é a mediocridade, representada por carreiristas que se formaram nos aviários de conveniência dos partidos. Os resultados são bem visíveis, infelizmente, para nosso mal e de todos os cidadãos. E ainda não chegamos à Madeira...

sábado, 20 de novembro de 2010

Música e Poesia XXVII : Dennis Potter

A música é escassa, e a poesia (se existe. Creio que sim), muito agreste, neste poste. Dennis Potter (1935-1994), inglês, conhecido, sobretudo, pelos argumentos para televisão, de "Singing Detective", "Karaoke", "Cold Lazarus" (dois deles com Albert Finney), é uma figura emblemática, para mim, e um argumentista notável. As suas obras mescladas de referências autobiográficas com imaginação, são orientadas por uma grande lucidez, e projectam uma antecipação científica do Homem post- moderno.

A intervenção de Dennis Potter, neste vídeo, dá-se, quando o escritor já se encontra muito fragilizado por um cancro do pâncreas, que também lhe afecta as articulações. Terá tido origem, diz-se, nos medicamentos que tomou, desde criança, para controlar uma psoríase intensa. Nestas condições difíceis continua, estoicamente, a escrever e a tentar fazer uma vida normal. Mas não só. Tratará e velará pela mulher, também vítima de cancro, acabando por morrer, apenas 9 dias depois dela.

P.S.: para ms.