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sábado, 10 de maio de 2025

Ideias fixas 95

 

Agora, foi a vez da directora da Biblioteca do Congresso, Carla Hayden, ser despedida pelo ogre da Sala Oval, nos E. U. A.
E ainda há quem louve as excelências da democracia norte-americana!...
Tudo depende de quem a pratique.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Ideias fixas 93

 
Quanto à democracia, Churchill disse o essencial, de forma serena, equilibrada, racional e europeia.
Depois, vieram os palermóides dos fãs americanos endeusar  e ajoelhar-se perante o novo mundo.
A democracia vai de quem a pratica, sobretudo nas pastagens rasteiras da América do Norte.
A dos marcanos, muitas vezes, segue a lei natural (para eles) do mítico faroeste selvagem.
Que lhes faça um bom proveito, porque, para quem é, bacalhau basta - lá diz o ditado.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Citações DII

 

A democracia, mais ainda do que qualquer outro regime, exige o exercício da autoridade.

Saint-John Perse (1887-1975), in Discours sur Briand (1942).

sábado, 9 de novembro de 2024

As palavras do dia (57)



"... A esquerda que anda há mais de uma década convencida das suas causas fracturantes, que nos EUA tem consequências práticas, muito mais absurdas do que na Europa, acantonou-se nas elites e perdeu as suas bases sociais, a começar pelos sindicatos. Se lessem Marx, perceberiam que trocar bases sociais por bases intelectuais é derrota certa. ..."

domingo, 1 de setembro de 2024

Apontamento 175: Democracia - Um desafio permanente

 

Estou convencida, olhando para a imagem de Friedrich Ebert, Presidente da República de Weimar (1919-1925), que, no dia de hoje, nos unia uma forte convicção de que a DEMOCRACIA é, apesar de tudo, um bem supremo, mas nunca uma conquista como dado adquirido.

Verifica-se hoje, pelas eleições nos Estados de Turíngia e Saxónia, antigos domínios pró-soviéticos do partido único SED, que os fantasmas antigos não dormem.

Post de HMJ

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Citações CDXC


Não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Governar é escolher, ainda que as opções sejam difíceis.

Pierre Mendès France (1907-1982), em discurso na Assembleia Nacional (3/6/1953).

terça-feira, 12 de março de 2024

Apontamento 159: Pé ante pé, minando a democracia, até à desgraça final

Um partido de extrema-direita alemã, que dá pelo nome enganador de “Alternative für Deutschland” [ou seja, Alternativa para a Alemanha], com sigla AFD, tem, no Parlamento Alemão, 79 deputados, a saber, o correspondente a 10,61%.

Ora, o que se revelou, recentemente, é que os eleitos da AFD já contrataram, 100 elementos de vários grupos da extrema-direita alemã para os seus serviços de apoio.

Com efeito, a infiltração da extrema-direita no sistema já se iniciou, basta alargar a influência para, lentamente, continuar a minar a democracia.

Lá como cá, os seus apoiantes são desejosos de restaurar regimes totalitários – comunista ou fascista – porque, infelizmente, o seu horizonte mental não ultrapassa o muro da quintarola, incapaz de viver com liberdade e em democracia. Não aprenderam o benefício da autonomia do pensamento, o alcance e a abertura de espírito do livre arbítrio.

De facto, e parafraseando Camões: "Quem não sabe a arte, não na estima"!

Obviamente, quem não aprendeu o benefício da liberdade e da democracia, não a pode estimar. No fundo, são pessoas que têm medo da democracia e, por isso, querem acabar com o papão que os parece ameaçar, elegendo figuras sinistras preparadas e disponíveis para minar o sistema e a democracia por dentro.

Pobres criaturas, pobres países !

Os antigos e novos ditadores estão à espreita, agradecendo a ingenuidade de certos princípios democráticos que favorecem o seu objectivo final. i.e., a instabilidade permanente e o caos das sociedades com regras democráticas, com o fim da vivência plena das liberdades civis.

 Post de HMJ

 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Da República



 "... A diferença entre uma aristocracia e uma democracia é que numa aristocracia os governantes são uma classe, especialista pelos hábitos e tradições e aprendizagem de governo, como os sapateiros, os alfarrabistas e outros artistas no seu ramo; ao passo que numa democracia os governantes são, não uma classe, mas uma acumulação de indivíduos. ..."

Fernando Pessoa (1888-1935), in Da República (Ática, 1979), página 152.


(Teoria altamente discutível, porventura...)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Osmose 119

 


Temos talvez a veleidade ou, mais propriamente, a ingenuidade de pensar que as constituições democráticas asseguram os equilíbrios ou evitam os excessos e ameaças de ditaduras. Esquecemo-nos de recentes exemplos na Hungria ou na Polónia. Basta um energúmeno, que não respeite as regras democráticas, para que tudo se possa subverter.

Alguns pacóvios ou apátridas vendidos ou sonhadores, ainda agora, devem considerar os E. U. A. como terra da liberdade e promissão. Quanto a mim, e depois do que se passou ontem no Capitólio, no que diz respeito aos norte-americanos, estamos conversados...

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Citações CDXXV


Uma grande democracia é tanto mais sólida quanto ela consegue suportar um cada vez maior volume de informação de qualidade.

Louis Armand (1905-1971), in Plaidoyer pour l'avenir.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Desabafo (38)


As gentilezas da democracia e a complacência em relação às artes não dão, seguramente, muito bons resultados.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Democracia e isenção


Louve-se o equilíbrio da Legionella, que tanto se amerceia das instituições do SNS, como do particular CUF-Descobertas. O democrático vírus é insensível à lisonja e à corrupção nacional. Honra lhe seja!

domingo, 1 de outubro de 2017

Els Segadors

Estou sobretudo contra os métodos repressivos de Madrid que dificultaram a expressão livre dos catalães se pronunciarem democraticamente, em referendo. Ao contrário dos escoceses que se puderam exprimir livremente, para não referir o Kosovo ou a separação da República Checa, da Eslováquia... Na Europa, aparentemente democrática, não se imaginava esta musculada repressão sobre a Catalunha.
Além disso, Els Segadors é um hino lindíssimo, vibrante e emotivo.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Gentilezas da democracia


A notícia vem no jornal Público de hoje.
E eu não faço a menor ideia do que os médicos e anestesistas pensarão deste reality show previsível e futuro, que vai ser permitido e obrigatório a partir do fim do ano de 2017.
Insere-se, aliás, neste exibicionismo despudorado que enxameia as redes sociais e os programas pimbas da televisão mais rasca. Ou no metralhar feroz e acrítico das selfies que o turismo pindérico popularizou pelas ruas da cidade, constantemente.
E será que também se poderão tirar fotografias, nesses blocos operatórios? Só nos faltava mais esta...

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril


Nunca a evolução da Humanidade foi no sentido, sempre o mesmo, de progresso da democracia, ao longo dos tempos. Houve sempre altos e baixos: desvios e recentragens, em relação ao objectivo. E será que esse é um desígnio essencial dos homens? (Retórica, há que fazer, honesta e humildemente, a pergunta.)
Por outro lado, é extremamente difícil dizermos coisas novas sobre importantes acontecimentos do passado que, todos os anos, em cerimónia evocativa, se repetem. Mas seria também imperdoável não fazermos nenhuma referência à data. Pese embora que essa data possa ser inócua, emotivamente, para quem a não viveu.
Optei, assim, por uma fotografia de Alfredo Cunha, no Terreiro do Paço, em que o Passado se apresenta formal, servil ou obediente, respeitador, reverencial (à direita) e o Futuro se anuncia, mesmo que momentaneamente, pela figura simples, pedestre, atenta e liberta de Salgueiro Maia (à esquerda).

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

As gentilezas da democracia


Teve pouca divulgação mediática, pelo menos por cá, e ainda menos repercussão comentada, a notícia de que as autoridades italianas tinham decidido mandar tapar uma parte das estátuas de nus, em Roma. Este pudor gentil e amorável, muito caridoso e cristão, destinava-se a não chocar S. Eminência, o presidente do Irão, na sua visita à capital italiana, quando passasse por esses locais.
O incauto e não informado turista, que por lá andasse, haveria de pensar que se tratava de mais uma instalação ou intervenção do artista búlgaro Christo (1935) que, no passado, já tinha embrulhado o Reichstag, em Berlim, e a Pont-Neuf, em Paris. Porque, se estivesse ao corrente das verdadeiras razões, teria de concluir que o ditado "Em Roma, sê romano!" deixara de fazer qualquer sentido. Graças às gentilezas italianas da democracia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Curiosidades 49


Será mais uma das gentilezas da Democracia, falar da criação de mais emprego, no momento em que se sabe que não o haverá, no futuro. E, se isso for utilizado, por estratégia eleiçoeira, mais criminoso se tornará esse facto. Indesculpavelmente condenável.
Se a Revolução Industrial trouxe braços humanos, durante mais de um século, da Agricultura para as cidades, a Tecnologia, ultimamente, vai abatendo postos de trabalho, inexoravelmente. Não sei se o facto, em si, é positivo, mas sei que é essa a realidade e o futuro. Não vale a pena ignorá-lo.
Com a Revolução Industrial foram criadas muitas novas profissões. Uma das mais ignoradas é a dos Knocker-up, de que Dickens fala, no seu prólogo a The Great Expectations (1860). Até cerca de 1920, foi uma profissão rentável e muito útil, nas zonas fabris da Inglaterra. Aos Knocker-up, eu chamar-lhes-ia, em português, Despertadores humanos, sem ironia. Eram pessoas que, de manhã cedo, iam, pelas ruas dos bairros operários, acordar os trabalhadores, para que eles não faltassem ao trabalho, nas fábricas. Usavam meios sonoros para despertar os dorminhocos: canas altas para bater nas janelas e até instrumentos de sopro, algo estridentes. Não abandonavam os locais, até que os operários assomassem à janela, estremunhados, ou à porta de casa. Recebiam, por semana, uns quantos pence pelo seu trabalho.
Mas isso foi no tempo em que cada vez havia mais empregos. Não é o caso, seguramente, hoje em dia, nem no futuro mais próximo...



agradecimentos cordiais a ms.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desabafo (5)


A antiguidade é, realmente, um posto - como costumava dizer-se na tropa, no tempo em que a frequentei.
O que quer dizer que instala normalidade, ordem, precedências, calma. A chegada ao poder, ou chefia, do partido Trabalhista britânico, do sr. Corbyn, não causou perturbação de maior na velha Álbion, a não ser ao fogoso milionário católico e palestrante sr. Blair (que, recentemente, muito cristão, até pediu desculpa pela invasão do Iraque...).
O velho socialista ortodoxo, Jeremy Corbyn (1949), nem sequer perturbou o sono régio da augusta senhora Isabel II. Mas por cá, e por coisas menores, algumas forças políticas andam desgovernadas, histéricas e descontroladas. Realmente, não há nada como uma velha democracia: é um sossego. Nada a enerva ou perturba. Razão tinham os militares...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre democracia


Seria estultícia argumentar que o povo não comete erros políticos. Comete e, por vezes, até erros graves. O povo reconhece-o e paga por isso, mas comparados com os erros que têm sido cometidos por todos os tipos de autocracias, esses erros do povo acabam por ser insignificantes.

Calvin Coolidge (1872-1933).

domingo, 28 de junho de 2015

De Saramago, 4 pontos de reflexão


Para lembrar os 5 anos sobre a morte de José Saramago (1922-2010), o antepenúltimo jornal Expresso (13/6/2015) publicou um texto, que andava inédito, do Nobel português. O texto fora lido em Sevilha, no ano de 1991, e dele retirei alguns excertos que me pareceram mais significativos e bons pontos de partida para uma reflexão pessoal. Seguem:
- Como sempre aconteceu desde o começo do mundo e sempre continuará a acontecer até ao dia em que a espécie humana se extinga, a questão central de qualquer tipo de organização social humana, da qual todas as outras decorrem e para a qual, mais cedo ou mais tarde, todas acabam por concorrer, é a questão do poder, e o principal problema teórico e prático com que nos enfrentamos consistirá na necessidade de identificar quem o detém, de averiguar como chegou a ele, de verificar o uso que dele faz, os meios de que se serve e os fins a que aponta.
- Também insistentemente se afirma que a democracia é o menos mau sistema político de todos quantos até hoje se inventaram, e não se repara que talvez esta conformidade resignada com uma coisa que se contenta com ser "a menos má" seja o que nos anda a travar o passo que porventura seria capaz de conduzir-nos a algo "melhor".
- Efectivamente, dizer hoje "governo socialista", ou "social-democrata", ou "democrata-cristão", ou "conservador", ou "liberal", e chamar-lhe "poder", é como uma operação de cosmética, é pretender nomear algo que não se encontra onde se nos quer fazer crer, mas sim em outro e inalcançável lugar - o do poder económico -, esse cujos contornos podemos perceber em filigrana por trás das tramas e das malhas institucionais, mas que invariavelmente se nos escapa quando tentamos chegar-lhe mais perto e que inevitavelmente contra-atacará se alguma vez tivermos a louca veleidade de reduzir ou disciplinar o seu domínio, subordinando-o às pautas reguladoras do interesse geral.
- Num mundo que se habituou a discutir tudo, uma só coisa não se discute, precisamente a democracia. Melífluo e monacal, como era o seu discurso retórico, Salazar, o ditador que governou o meu país durante mais de quarenta anos, pontificava: "Não discutimos Deus, não discutimos a Pátria, não discutimos a Família". Hoje discutimos Deus, discutimos a pátria, e só não discutimos a família porque ela própria se está a discutir a si mesma. Mas não discutimos a democracia.