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segunda-feira, 4 de maio de 2026

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Não sendo a junção exacta, o conjunto serve o objectivo de lembrar uma escritora polifacetada, que nem sempre é lembrada por quem gosta de ler - Ilse Losa (1913-2006).



segunda-feira, 12 de abril de 2021

Espaço e dinheiro



A ocupação progressiva do espaço doméstico pelos livros é uma das preocupações maiores dos bibliófilos. E até, muitas vezes, dos simples amantes de livros. Ainda assim me tenho surpreendido pela rapidez frequente com que se desfazem muitas bibliotecas, através de leilões ou nos alfarrabistas, logo após a morte dos seus donos. Falta de espaço ou partilhas explicam, normalmente, a celeridade da venda dos livros, muitas vezes sem que se atenda a dedicatórias íntimas ou afectuosas, que morrem também no papel e por si.



Este livro em imagens, editado (Sextante Editora) em 2009, por Mário Soares (1924-2017), e oferecido, com dedicatória manuscrita, ao também político Manuel José Homem de Melo (1930-2019), que foi director do jornal A Capital, de algum modo corrobora o que eu disse atrás. Mal se passaram 2 anos para que ele mudasse de mãos, através de um conhecido alfarrabista de Lisboa. À guisa de conclusão, posso dizer que HMJ gostou muito de ler a obra. O que me faz pensar que eu também o vou ler com prazer. 


cordiais agradecimentos a H. N.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Em anexo e geminação com a BNP...


São alguns dos primeiros livros de Fernando Echevarría, cronologicamente de 1958, 1963, 1974 e 1979. Se Tréguas para o Amor (Porto, 1958), obra que foi dedicada a Vitorino Nemésio e a Eugénio de Andrade, tem assinatura de posse manuscrita do poeta António Barahona da Fonseca (Maio 69), o livro Media Vita (Porto, 1979) ostenta dedicatória do Autor, para o autor destas linhas...



Finalmente, da prestigiada colecção Círculo de Poesia (Moraes Editores), imagem das capas de Sobre as Horas (1963) e A Base e o Timbre (1974).


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Uma dedicatória


Com Francisco de Aldana, J. Ramón Jiménez, Antonio Machado e Gamoneda, Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645) é um dos meus 5 poetas espanhóis preferidos. Amigo e confrade do nosso Francisco Manuel de Melo, é ainda mais atrevido na sátira, polifacetado e, talvez, melhor poeta. E um conceptista de fino recorte literário.



Um prefácio pode ser fastidioso, uma dedicatória, simplesmente, banal, na sua louvaminha bajuladora e servil. Esta dedicatória(-prefácio) de Los Sueños, de Quevedo, é, pelo menos, singular e original. Procurei traduzi-la, embora de forma livre, respeitando a intenção do Autor.
Assim, segue:

Dedicatória
A nenhuma pessoa de todas quantas Deus criou no mundo

Tendo considerado que todos dedicam os seus livros com dois fins, que raras vezes se repartem: o primeiro, para que tal pessoa ajude às despesas da impressão com a sua bendita esmola; o outro, para que apoie a obra contra os detractores; e considerando, por eu ter sido detractor ou murmurador durante muitos anos, que isso de pouco serve senão para despertar a compaixão por quem é visado: do néscio, que se persuade que os mal-dizentes têm autoridade, e do presumido, que paga com o seu dinheiro esta lisonja, decidi-me a escrevê-la a trouxe-mouxe e a dedicá-la às pessoas tontas e loucas, suceda o que vier a suceder. Quem o (livro) comprar e resmungar, antes de mais diz mal de si, porque gastou mal o seu dinheiro, e não do autor que o fez gastar mal. E digam e façam o que quiserem os Mecenas, porque como nunca os vi a andar à pancada com os murmuradores, sobre si digo ou não digo que os vejo muito apagados no apoio e desmentidos de todas as calúnias que fazem aos seus protegidos, sem terem em conta o dolo do livro, e prefiro atrever-me a enganar-me. Façam todos  o que quiserem do meu livro, pois eu já disse o que queria dizer de todos. Adeus, Mecenas, que aqui me despeço da dedicatória.
                                                                                                                                Eu.

sábado, 16 de agosto de 2014

Uma dedicatória de Graciliano Ramos


Especialista que não sou de genealogias, penso que este Jaime Cortesão Casimiro, que teria falecido em Oeiras no início deste ano de 2014, e a quem o livro "Angústia" está dedicado, seria parente (Filho? Neto? Sobrinho?...) do médico, escritor e historiador português Jaime Cortesão (1884-1960), que esteve emigrado no Brasil, entre 1940 e 1953.
Mas o que, de mais interessante, me importava destacar era a bem-humorada frase (A Jaime Cortesão Casimiro/ envio esta longa maçada. - Rio - 1947) do escritor brasileiro Graciliano Ramos (1892-1953). Que aqui fica para que conste. O livro foi-me oferecido, há dias, por um bom e generoso Amigo. A obra é a 3ª edição do romance, que foi editado, pela primeira vez, em 1936.