segunda-feira, 4 de maio de 2026
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segunda-feira, 12 de abril de 2021
Espaço e dinheiro
A ocupação progressiva do espaço doméstico pelos livros é uma das preocupações maiores dos bibliófilos. E até, muitas vezes, dos simples amantes de livros. Ainda assim me tenho surpreendido pela rapidez frequente com que se desfazem muitas bibliotecas, através de leilões ou nos alfarrabistas, logo após a morte dos seus donos. Falta de espaço ou partilhas explicam, normalmente, a celeridade da venda dos livros, muitas vezes sem que se atenda a dedicatórias íntimas ou afectuosas, que morrem também no papel e por si.
Este livro em imagens, editado (Sextante Editora) em 2009, por Mário Soares (1924-2017), e oferecido, com dedicatória manuscrita, ao também político Manuel José Homem de Melo (1930-2019), que foi director do jornal A Capital, de algum modo corrobora o que eu disse atrás. Mal se passaram 2 anos para que ele mudasse de mãos, através de um conhecido alfarrabista de Lisboa. À guisa de conclusão, posso dizer que HMJ gostou muito de ler a obra. O que me faz pensar que eu também o vou ler com prazer.
cordiais agradecimentos a H. N.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Em anexo e geminação com a BNP...
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Uma dedicatória
Assim, segue:
Tendo considerado que todos dedicam os seus livros com dois fins, que raras vezes se repartem: o primeiro, para que tal pessoa ajude às despesas da impressão com a sua bendita esmola; o outro, para que apoie a obra contra os detractores; e considerando, por eu ter sido detractor ou murmurador durante muitos anos, que isso de pouco serve senão para despertar a compaixão por quem é visado: do néscio, que se persuade que os mal-dizentes têm autoridade, e do presumido, que paga com o seu dinheiro esta lisonja, decidi-me a escrevê-la a trouxe-mouxe e a dedicá-la às pessoas tontas e loucas, suceda o que vier a suceder. Quem o (livro) comprar e resmungar, antes de mais diz mal de si, porque gastou mal o seu dinheiro, e não do autor que o fez gastar mal. E digam e façam o que quiserem os Mecenas, porque como nunca os vi a andar à pancada com os murmuradores, sobre si digo ou não digo que os vejo muito apagados no apoio e desmentidos de todas as calúnias que fazem aos seus protegidos, sem terem em conta o dolo do livro, e prefiro atrever-me a enganar-me. Façam todos o que quiserem do meu livro, pois eu já disse o que queria dizer de todos. Adeus, Mecenas, que aqui me despeço da dedicatória.
Eu.