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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Divagações 214



Pela 3ª vez me vem à colação, no Arpose, o Deutsches Eck e a cidade de Coblença (Alemanha). Se da primeira vez (4/12/2011) o motivo foi a escassez de água no Reno que provocou a interrupção do tráfego fluvial e a descoberta de duas bombas por deflagrar, no fundo das areias, provenientes de bombardeamentos dos Aliados na II Grande Guerra, desta vez, pelo contrário, foi o excesso de águas do rio germânico, cerca de 14 anos depois, que quase provocou a submersão da estátua equestre do imperador Guilherme I (1797-1888) que, com Bismarck (1815-1898), foi responsável pela unificação alemã, em 1871.
Encimando o poste, fica a fotografia recente e comprovativa da inundação no Deutsches Eck.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Uma ilha citadina, por entre o Reno e o Mosela


Oberwerth é uma espécie de Mouchao (adicionar o til, por cima do "a"), à moda da Alemanha. Ou seja, é uma ilha, na cidade de Koblenz, no meio do Reno, já depois deste rio ter absorvido o Mosela, após o singular triangulo do Deutsches Eck, donde também se pode ver a pesada Festung (Fortaleza) do Ehrenbreitstein. Por lá dormi uma noite, na existente Pousada de Juventude, da altura, num Agosto dos meus ainda verdes anos.



Oberwerth é uma ilha fluvial tranquila, com pouco comércio, muito arborizada e com uma fauna, sobretudo aves, bastante diversificada. É uma zona residencial, por excelencia.
Quando, pela primeira vez (1963) estive no Deutsches Eck, os dois rios reunidos podiam distinguir-se, perfeitamente, pelas suas cores diferentes, ao longo do horizonte visível.
Hoje, infelizmente, tem a mesma cor. Poluida, embora pouco.

Mas será em Oberwerth que o Ganso Assado constituirá o prato forte do nosso Natal familiar, a 25/12/2017, acompanhado por um vinho tinto de Baden, de que já experimentámos a boa qualidade...
Bom Natal, a todos, seja com peru ou bacalhau!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nem tudo são rosas, para os alemães...


Fora algumas dores de cabeça e vergonha que a Sra. Merkel provoca nos alemães mais esclarecidos e democráticos, perante as suas atitudes rígidas e rusticamente reprováveis em relação à UE, nem tudo são rosas na vida dos alemães, hoje em dia. Só dos seus rendimentos, são-lhes retirados todos os meses, 5%, por causa do contributo para tornar a ex-RDA comparável à ex-RFA, depois da Queda do Muro de Berlim. E isto, até 2020, pelo menos. Mas, depois, ainda há mais agruras inesperadas...
Nos últimos dias (alterações climáticas?), o Reno corre com caudais mínimos e obrigou a restrições no transporte fluvial. Mais: deixou a descoberto uma bomba de grandes dimensões, no rio, não activada e lançada pelos Aliados no final da II Grande Guerra, junto a Coblença. Investigações recentes, localizaram, junto a esta, uma outra bomba mais pequena, mas potencialmente mais perigosa, no fundo do Reno, também inactivada, ainda.
Assim, amanhã domingo, 4 de Dezembro, cerca de metade (45.000 habitantes) da  população de Koblenz será evacuada de suas casas para o Ehrenbreitstein, para Escolas, e Edíficios Públicos de maior dimensão, para que estas 2 bombas possam ser retiradas e desactivadas, em segurança, por entidades competentes. Não bastava a Sra. Merkel, para os alemães ainda terem de arcar com as sequelas e consequências velhas do nazismo. Nem tudo são rosas...