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quarta-feira, 16 de março de 2022

Bibliofilia 196



Recentemente e por questões de localização, nas estantes, andei à volta de livros de Ernst Jünger (1895-1998), 5 volumes apenas, e de obras de Georges Simenon (1903-1989), que são muitas, na biblioteca. Deste escritor belga, constatei, sem uma pesquisa muito exaustiva, que tinha pelo menos 4 primeiras edições originais. Assim e cronologicamente:



1. Le Voyageur de la Toussaint, 1941 - Gallimard.
2. Trois Chambres à Manhattan, 1946 - Les Presses de la Cité.
3. Le Fils, 1957 - Les Presses de la Cité.
4. Le Veuf, 1959 - Les Presses de la Cité.



Todos se encontram em bom estado, embora aos dois últimos faltem as sobrecapas. Apenas do número 3 sei que paguei por ele, usado, 5 euros na livraria De Slegte, em Antuérpia, mas os restantes também não foram caros e, provavelmente, foram adquiridos via ebay
Consultas breves na AbeBooks, Iberlivros e ebay permitiram-me constatar que os 4 títulos, em primeiras edições eram oferecidos num intervalo de preços que oscilava entre os 3 e os 25,80 euros.
O facto destes preços baixos talvez se possa explicar pelas grandes tiragens dos livros de Simenon, que era um escritor extremamente popular e que tinha muitos leitores dedicados.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Lembranças de Antuérpia


A Bélgica é um país pequeno, mas tem edifícios enormes a atestar, de forma inequívoca talvez, um passado imperial (Congo, Ruanda...), ainda que muito breve, em tempo de seu exercício...
A estação ferroviária de Antuérpia, construída entre 1895 e 1905, é um bom exemplo dessa desmesura, embora hoje razoavelmente aproveitada nas suas três plataformas de vias para comboios de vários destinos europeus.



Ponto turístico de consenso geral, como para mim é, do ponto de vista particular, a livraria De Slegte, à beira da casa(-museu) de Rubens, pintor que eu já não frequento por devoção artística, também pela sua desmesura de celulites, tão bem expressa no Rapto das Filhas de Leucipo (hoje, em Munique), que colhia as minhas preferências juvenis, em detrimento dos retratos da também nutrida Hélène de Fourment.



A De Slegte, comedidamente distribuída por três andares, dedica um deles aos livros usados, a bom preço normalmente. De lá trouxe, há uns anos, uma abada de livros de Simenon que me faltavam, sem esportular muitos euros. Desta vez, tive menos sorte. Mas ficaram-me os olhos num Le Marteau sans Maître, de René Char, na sua edição original (500 exemplares), autografada, acompanhada de uma carta do poeta francês, justificando a oferta. Pediam 600 euros pelo lote, mas eu não estava preparado para tanto...



Tive de me contentar com a versão francesa de An der Zeitmauer, de Ernst Jünger, em muito bom estado e por abrir, que me custou apenas 10 euros, e que tenho vindo a ler, com agrado e proveito.