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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Do "Purgatório" de Dante, 4 tercetos na versão de Sophia


Muitos no coração têm justiça,
Mas seu arco disparam devagar
Pois meditam. Teu povo a tem na boca.
(Canto V, 44)

Temos as leis, mas quem aplica as leis?
Ninguém; pois o pastor que temos pode
Ruminar, mas não tem unhas quebradas.

Por isso a turba, vendo o condutor
Só desejar os bens que ela deseja,
Desses bens pasta e mais além não busca.

Assim podemos ver que o mau governo
É causa que torna o mundo torto,
E não a natureza em vós corrupta.
(Canto XVI, 33/35)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Robert Frost


Poeta americano, Robert Frost (1874-1963), abordou em grande parte da sua obra temas da Natureza e da atmosfera rural de New England. A sua vida foi cercada de tragédias familiares, de tal modo que, dos vários filhos que teve, apenas dois lhe sobreviveram. No epitáfio, que escreveu para si próprio, diz: "Eu tive uma desavença amorosa com o mundo."
O poema que traduzo a seguir, Fire and Ice, é de 1920 e foi publicado, pela primeira vez, no Harper's Magazine. Mais tarde, foi incluído no livro "Country things and other things". Foi inspirado no Canto 32 do "Inferno" de Dante.

Fogo e gelo

Alguns dizem que o mundo acabará em chamas,
Outros que acabará em gelo.
Da minha experiência do desejo
Fico ao lado dos que dizem fogo.
Mas se tiver que morrer duas vezes,
Penso que sei o bastante sobre o ódio
Para poder dizer que o gelo
É grande e a ruína
Será suficiente.

sábado, 29 de maio de 2010

Dante : 745 anos



Menos que a sua poesia (hoje tão distante do nosso tempo), que, muito sinceramente, me diz pouco e, tirante as versões portuguesas de David Mourão-Ferreira, são normalmente más, gostaria de lembrar o Homem, do signo dos Gémeos, que nasceu, em Florença, a 29 de Maio de 1265. E, sobretudo, reproduzir o retrato que dele fez Sandro Botticelli. Magnífico como pintura (tirado ao natural, ao que dizem, do crâneo do florentino; ou copiado de toscos desenhos coevos da morte de Dante...). Ainda para mais com aquele nariz " com cavalo", como tinha o nosso Sá de Miranda.É evidente que a "Divina Comédia" merece todo respeito e, até pelo título, a devida reflexão... Florentino, mas nunca copiador : lídimo ouro de lei, puríssimo- autêntico e original.