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sábado, 16 de outubro de 2010

Conrad Peutinger

Conrad Peutinger ( * 16.10.1465 - 28.12.1547)
Conrad Peutinger faria anos a 16.10. - conforme a Neue Deutsche Biographie, Berlim, 2001 - embora outras fontes indiquem a data de 14.10.
Ora, nesta data, gostaria apenas de lembrar esse "amigo distante", o humanista Conrado Peutinger, de Augsburgo, a quem Valentim Fernandes confiou, muito provavelmente, os seus manuscritos sobre esse novo mundo descoberto reunido numa colectânea que, actualmente, conhecemos por Códice Valentim Fernandes.
Para além dessa preciosidade - que abordámos noutro lugar - Conrado Peutinger reuniu uma das bibliotecas maiores do seu tempo. Damião de Góis seria, porventura, uma testemunha valiosíssima na apreciação da biblioteca do humanista alemão. Na ausência de uma informação coeva e mais abrangente de Damião de Góis, houve quem se dedicasse, felizmente, à reconstrução do acervo da biblioteca de Peutinger, editando os seus catálogos (cf. Hans-Jörg Künast: Die Bibliothek Konrad Peutingers) e lembrando-nos que a História do Livro também se faz dos seus leitores e das suas bibliotecas.
Conrad Peutinger, não obstante a sua fortuna intelectual, teve, certamente, intuição semelhante na escolha da sua consorte, Margarethe Welser.
Para bom entendedor, o apelido da consorte diz tudo sobre outras fortunas, humanistas, ao serviço da humanidade.
Post de HMJ

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Memória 27 : D. Manuel I



D. Manuel I nasceu a 31 de Maio de 1469, e veio a falecer em 13 de Dezembro de 1521. Porque a iconografia portuguesa é, normalmente, exígua, socorremo-nos do retrato que Damião de Góis, na Crónica de D. Manuel I (cap. LXXXIV), traça do rei:
"Foi el-Rei D. Manuel homem de boa estatura, de corpo mais delicado que grosso, a cabeça sobre o redondo, os cabelos castanhos, a testa alevantada, e bem descoberta deles, os olhos alegres, entre verdes e brancos, alvo, risonho, bem assombrado, os braços carnudos e tão compridos que os dedos das mãos lhe chegavam abaixo dos joelhos, tinha as pernas tão compridas e bem feitas, segundo a proporção do corpo, que nenhuma coisa se lhes podia desejar. Tinha voz clara e bem entoada, era mui atentado no falar, e mui honesto e discreto em suas práticas. Quando comia posto que fosse apressado no comer, nem por isso deixava de praticar e disputar com os letrados que sempre estavam à sua mesa, e sobretudo com homens estrangeiros, ou com alguns dos seus que andaram fora do Reino: foi sofrido, manso e clemente,..."