domingo, 30 de junho de 2024
Memória 149
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Esquecidos (4)
Enquanto 3 canónicos e bolorentos académicos vêm definir em livro, inquisitorialmente, o que se deve ler e lembrar na literatura nacional, venho eu, com generosidade liberal, recordar um mavioso esquecido: João Xavier de Matos (1730?-1789), poeta de tardios acentos camonianos.
As dez entradas do vate no registo do Arpose dispensam-me que dele fale em pormenor neste undécimo poste. Mas direi que dele falaram bem Garrett, Jacinto do Prado Coelho e David Mourão-Ferreira, pelo menos. E os cegos cantavam os seus versos suaves pelas ruas de Lisboa. A sua Écloga de Albano e Damiana teve inúmeras impressões, muito embora a primeira edição das suas obras em livro só tenha aparecido em 1770.
O Poeta, que gozou da protecção do Marquês de Nisa e de Fr. Manuel do Cenáculo (na BPE existem inúmeras cartas e manuscritos seus), foi sendo reeditado até ao primeiro quartel do séc. XIX, mas depois deu-se-lhe um quase total apagamento. Nascido, porventura em Alfange (como sugere J. do Prado Coelho), no termo de Santarém, João Xavier de Matos viveu em Lisboa, Porto (alguns poucos anos, onde se fez sócio da Arcádia Portuense), Vidigueira e Vila de Frades, onde veio a falecer. E onde tem nome de rua.
Aqui ficam dois sonetos seus do primeiro tomo dos três existentes da sua obra esquecida.sábado, 4 de janeiro de 2020
sábado, 25 de maio de 2019
Memória 131 (de uma Colecção)
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Mário Cláudio, testemunho sobre 3 confrades já falecidos
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
David, sobre Eugénio (em memória e a pedido...)
domingo, 1 de dezembro de 2013
Traduzir, segundo D. Mourão-Ferreira e Valery Larbaud
domingo, 16 de junho de 2013
Memória (80) : David Mourão-Ferreira (24/2/1924 - 16/6/1996)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Bibliofilia 66 : uma boa surpresa
sábado, 16 de junho de 2012
Lembrar David
terça-feira, 20 de março de 2012
René Char dito por ele mesmo
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Rutebeuf (1) traduzido por David Mourão-Ferreira
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Guillevic, traduzido por David Mourão-Ferreira
A custo de pé se mantêm os muros
Ao longo desta rua
Íngreme, cheia de curvas.
Dir-se-ia que vieram todos, os do bairro,
Enxugar as mãos gordurosas no rebordo das janelas,
Antes de em conjunto penetrarem na festa
Onde parecia cumprir-se o seu destino.
Vê-se um comboio a arrastar-se por cima da rua,
Vêem-se luzes a acender-se,
Vêem-se quartos sem espaço.
Por vezes uma criança chora
Na direcção do futuro.
Guillevic (1907-1997), in Vozes da Poesia Europeia III / Traduções de D. Mourão-Ferreira.