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segunda-feira, 17 de junho de 2024

O regresso dos elefantes

 
O título deste poste não é meu, mas da TV 5 francesa, a propósito do regresso de François Hollande (1954) à política activa nas próximas eleições legislativas gaulesas. Estamos num tempo caricato para não dizer dramático. O caso francês fez-me lembrar a situação semelhante do regresso de David Cameron (1966), ex-primeiro ministro britânico, que reingressou no activo, como ministro dos Negócios Estrangeiros.
Por cá, o insólito fia mais fino: os professores reformados parece que vão voltar a dar aulas...

sábado, 13 de abril de 2013

Da Janela do Aposento 32: Álbion, a caminho da Hibérnia



Nos últimos dias, e por razões diferentes, surgiu-me, de novo, essa aversão que tenho contra os ingleses. Quando, há décadas, passei pelo Sul da Inglaterra, a caminho da Irlanda, ficou-me uma primeira má impressão. Pelo contrário, gostei da Irlanda e dos Irlandeses e compreendi a sua revolta surda contra a sobranceria da vizinha Álbion.
Mais tarde, numa viagem a Londres, tive a oportunidade de sair do "circuito turístico" e entrar em algumas casas de súbditos de sua majestade. E o que me ficou, até hoje, é um ambiente pobrete de espírito, profundamente provinciano e "kitsch", ingredientes que costumam alimentar poses sobranceiras de alguns políticos - e políticas - actuais ou recentemente falecidas.
No meio destes pensamentos veio ter comigo um texto, publicado ontem no DIE ZEIT, a propósito da visita de Cameron a Berlin, cheio de ironia sobre alguns senhores actuais que se passeiam pela Europa.
Eis a súmula da parábola.
Partindo do princípio de que cada família tem os seus hábitos e formas de convivência, o jornalista passa a caracterizar a "família europeia". Imaginemos, então, uma mãezinha alemã severa e um papá francês meigo que traçam o caminho para a família quando estão de acordo, o que nem sempre acontece. Os restantes membros da família seguem, em regra, as ordens dos papás, provocando, frequentemente, desavenças familiares. Apenas um, o tio de Londres - que já foi tia - costuma colocar-se à margem. O tio quer participar vivamente no debate familiar, insistindo, contudo, no seu menor contributo para o orçamento familiar e ressalvando o seu estatuto especial de apenas cumprir as regras estabelecidas quando ele assim o entender.
Bela harmonia familiar !
E foi assim que compreendi, finalmente, porque não gosto do tio de Londres.

Post de HMJ

domingo, 18 de dezembro de 2011

Em louvor da fervilhante imaginação de David Cameron, com gratidão lusa

Um novo cómico na "Science-fiction"


O que os portugueses nunca conseguiram, em mais de 300 anos de permanência consistente e de relações bilaterais luso-britânicas, raramente proveitosas para Portugal, prepara-se o novel David Cameron para fazer: repatriar os cerca de 55.000 ingleses para o Reino Unido, na eventualidade de colapso do euro. O plano de emergência contempla o uso de aviões e navios, em quantidade suficiente, para levar de regresso os súbditos de sua Majestade para Inglaterra. Nem Carr Beresford, com razões suficientes e de má memória, terá pensado neste plano de contingência...
Os jornais ingleses, na sua edição dominical, fazem-se eco deste êxodo previsto. Que irá ser do "nosso" Vinho do Porto? - pergunto-me eu. Mas, em relação ao futuro deste cómico político britânico, é de prever que, quando se retirar, se possa vir a dedicar à escrita de livros de ficção científica - dada a vocação demonstrada.
E quanto ao facto, em si, o melhor ainda é responder como um britânico, residente em Portugal, respondeu a um jornalista português, quando entrevistado sobre o assunto e "momentoso problema":
"- Mal por mal, com a bancarrota europeia e pobre, mais vale ficar em Portugal que é um país soalheiro, do que regressar à Inglaterra e passar um frio de rachar..." 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os copinhos de leite


Hoje, o nosso ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, brindou-nos com esperança. Anunciou, embora em tom engasgado, que em breve começará, dadas as concessões, a exploração de ouro, no Alentejo, e de gás natural, na costa algarvia. Ao que parece, dentro de 3 anos...
Por um estranho mimetismo, ou moda, nos últimos tempos, os perfis dos líderes e políticos europeus parecem assemelhar-se e reproduzir-se. Repare-se: Blair, Sarkozy, Sócrates - hiperactividade, mais ou menos, agressiva. Mas o clone-tipo parece estar a mudar. O Partido Socialista Francês escolheu François Hollande para defrontar Sarkozy, nas próximas eleições. O melhor que dizem dele, em tom de frase assassina, é que "é um homem normal!". Creio que David Cameron, PM da Inglaterra, é aquilo que, em Portugal chamamos "um menino copinho de leite". Por cá, o PS escolheu, para secretário-geral, António José Seguro. Confesso que vou ter enorme dificuldade em o ouvir, durante 4 anos, à hora do telejornal...