Mostrar mensagens com a etiqueta Dorothea Lange. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dorothea Lange. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de março de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (104)


Embora com nacionalidade norte-americana, muitas das fotografias de Clarence H. White (1871-1925) fazem-me lembrar telas de pintores pré-rafaelitas, movimento de Pintura que se iniciou, na Inglaterra, por volta do ano de 1848.



Autodidacta, já depois dos 20 anos de idade é que começou a interessar-se, intensamente, pela fotografia, fundando até uma escola de aprendizagem, que veio a contar com alunos notáveis e talentosos que incluíram, por exemplo, Dorothea Lange.



O tratamento e abordagem delicada da luz e uma especial sensibilidade para retratar modelos femininos caracterizam de forma impressiva e muito singular grande parte dos seus trabalhos. De que a fotografia O Pomar, de 1902, me parece um magnífico exemplo.


domingo, 2 de julho de 2017

Uma fotografia, de vez em quando... (98)


Há quem se dedique à fotografia por entretenimento. Quem o faça profissionalmente, aliás, como em todas as artes. Com maior ou menor habilidade e sabedoria. Depois, os temas escolhidos: o retrato, sempre compensador, bem como a moda, ou a procura do insólito e bonitinho que, no fundo, pode ser apenas fútil.
A fotógrafa norte-americana Dorothea Lange (1895-1963), de ascendência alemã, escolheu ou foi escolhida pelos temas sociais e as classes desfavorecidas. Nos anos 30 foi encarregada de retratar os efeitos da Grande Depressão (1929). Humaníssimos instantâneos foram fixados, então, pelo seu olhar atento.
E, nos anos 40, veio a retratar os japoneses, nos campos de concentração americanos, após o ataque a Pearl Harbor, com a mesma preocupação humana.



Das fotos post-Grande Depressão, não há que esquecer a Mãe Migrante (1936), imagem emblemática e dramática de Florence Thompson, de 32 anos, que, já sem quaisquer meios e comida, ia alimentando os filhos com ervas rasteiras, e pouco mais. Muito embora, outras indeléveis fotografias de Dorothea Lange nos marquem, na memória, esses anos trágicos que passaram pela sua vida. E que ela não quis rasurar.