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sábado, 28 de setembro de 2024

Divagações 197



Talvez por sermos, sobretudo agora, um país geograficamente pequeno, quase sempre fomos um povo de alma reduzida, desconfiada e invejosa, por onde sobressaem alguns gigantes: o infante D. Henrique, D. João II, Afonso de Albuquerque, o marquês de Pombal...
Até em coisas corriqueiras escondemos aspectos básicos de elementar saber, com medo de nos copiarem a receita e perdermos o negócio. É o caso, por exemplo da "discreta" Sogrape, que nunca revela as castas de que fez os vinhos, ainda que anteriormente, elas constassem, noutros produtores mais descomplexados, seguros de si, e que ela absorveu entretanto. É o caso do Planalto, branco, Douro, que fora da Casa Ferreirinha. 

Nota pessoal: por vias travessas, aqui vai o lote das castas, à partida, que a Sogrape não queria revelar - viosinho (25%), malvasia fina (20%), gouveio (20%), rabigato (10%), códega do larinho (10%) e moscatel (5%). Assim fica desfeito este mistério enológico de polichinelo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Os segredos saloios e a poesia de taberna

 

Houve tempo em que não me preocupava, minimamente, com as castas de uvas dos lotes de vinhos que bebia. Com os anos esse facto passou a ter importância e, hoje, é raro comprar vinhos que não informem, no rótulo, a sua composição. Comecei por  atender aos rótulos exemplares da Vinícola do Vale do Dão, que comercializava a celebrada marca Grão Vasco e que, pouco afortunadamente, foi comprada pela Sogrape, em 1957. Até aí, lá vinha indicada essa que eu chamo a trindade santíssima do Dão tinto: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen. Pois, decerto logo que pôde, a Sogrape apagou  as castas dos rótulos, fazendo jus talvez ao lema dos comerciantes atávicos: "o segredo é a alma do negócio".
E, hoje, ainda me sorri um pouco ao ler o rótulo de um Esteva tinto Douro 2021 (ex-Casa Ferreirinha) produzido e comercializado agora pela Sogrape que, em vez das castas que esconde, inscreve, no contra rótulo, esta pindérica maravilha:
" O intenso aroma da esteva, arbusto que adorna a paisagem do Douro, invade a região nos dias de Verão. Desde 1984, elegância, tradição, aromas balsâmicos e algo especiados conferem caráter a este vinho."
Realmente, para poetastro de província, o texto não vai nada mal!...

domingo, 7 de julho de 2024

Adenda

 


Faltava o tinto. Neste Dia Nacional do Vinho. E embora o jantar se anunciasse modesto, havia que depositar a nossa esperança e expectativa em França.
E isso bastou para que eu apostasse num vinho icónico, para mim. Calhou um teenager do Douro, já testado, Flor das Tecedeiras 2008, com 14º, composto de Touriga Nacional e Franca, Tinta Barroca e Roriz, Amarela e Tinto Cão, quanto a castas, com cepas velhas (cc. 100 anos) e novas. Estava magnífico e com taninos ainda por domar - pode bem guardar-se por mais dez anos, à vontade e confiança.
E a França portou-se bem, felizmente, apesar das cassandras vendidas e mediáticas...

terça-feira, 11 de junho de 2024

Uma fotografia, de vez em quando... (184)

 


Desconhecido o autor da fotografia e o local exacto, só posso adiantar que terá sido no Douro, aqui há uns bons anos atrás. E no tempo das vindimas, naturalmente.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Longevidade


Habitualmente, olhamos para as coisas como se elas e nós durassemos eternamente.
Animados dos melhores propósitos, em 1962, alguns viticultores durienses reuniram-se e fundaram a Adega Cooperativa de Vila Flor que, infelizmente, feneceu por falência em 2017, à mingua de financiamentos, recursos ou empréstimos bancários. Pelo caminho, no entanto, produziu alguns belos vinhos do Douro, como este (em imagem) de 1984, que o meu amigo C. S. me tinha oferecido há 2 ou 3 anos, e que eu tinha deixado a repousar, até ontem.




Não sendo de vinha de enforcado, como muitos da região dos Verdes, a cooperativa deu-lhe o nome de A Forca - não muito feliz, acrescento eu. O vinho é que estava ainda muito bom, apesar dos seus 39 anos de existência. E acompanhou lindamente um queijo Serra babão. Quanto ao lote, eu diria que tinha das duas Tourigas (Franca e Nacional) e talvez um pouco de Tinta Roriz. Os seus 12º eram bem medidos.
Mentalmente brindei à Cooperativa de Vila Flor, que trabalhava como deve ser e já não existe. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Produtos Nacionais 23


Os frutos, inteiramente portugueses, eram de Sabrosa (Trás-os-Montes); o engenho e a arte foram de HMJ, pela sua transformação doméstica em uvada, ladrilhos de marmelo em calda e figos de compota. Ficou um resto para irmos petiscando, ao natural e em cru (excepto os marmelos...).
Faltaram os Covilhetes de Vila Real (já tinham ido todos...) e as Cristas de Galo vilarrealenses, recheadas a Toucinho do Céu, dentro de envólucros, que pareciam de massa tenra. E, esses, vieram, por oferta amiga, da Pastelaria Gomes, que eu recomendo, indubitavelmente. Se lá forem.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Memória (117)


O Vouga, de quem Rúben A. dizia ser o rio mais tímido que há em Portugal, e o Douro, estão na mira de deambulações, esta semana. Mas se, para o primeiro, o objectivo há-de ser museológico, no segundo se irão provavelmente enquadrar aspectos mais prosaicos, como sejam as vindimas.
Delas, as recordações também a Norte, são muito longínquas. E de uma camioneta grande e de caixa aberta em que, com o meu amigo Fernando, rumámos às Taipas, para colher as uvas tintas de uma pequena quinta, que quase bordejava o Ave. Da sequência é que já não me lembro...
Mas, de tempos remotos, recordo a primeira e única vez em que pisei uvas, num enorme lagar vimaranense. Meu tio Jorge pontificava, soberano, e dando indicações. Ainda hoje, esse cheiro intenso a mosto me chega às narinas, vindo da infância, quando o chamo à memória.

terça-feira, 29 de março de 2016

Mercearias Finas 111 : a Tinto Cão


Richard Mayson (Os Vinhos e Vinhas de Portugal, 2005) chama-lhe fascinante, mas a melhor definição desta casta de uvas, de origem duriense, deu-ma HMJ: um fino rústico. Mayson acrescenta que a Tinto Cão tem baixa produção e amadurece tarde. Além disso, precisa de uma sábia exposição solar que lhe apure o justo equilíbrio entre a acidez e o álcool, que a faz famosa. Mas isto é no Douro...
Andei anos, aspirando provar um vinho da Tinto Cão, estreme, a preço razoável - é normalmente caro. Até porque já a conhecia lotada, dos bons vinhos tintos de Alves de Sousa: Quinta da Gaivosa e Quinta das Caldas. Calhou, há dias, realizar o meu desejo, através da Casa Santos Lima, mediante preço convidativo: 5,99 euros, bem merecidos. Produzido na região que fora da antiga quinta de Herculano, na Estremadura.
Poderoso, rústico mas rico em sabor, este vinho da Tinto Cão 2011, monocasta, com 14%, que está para as curvas dos próximos anos, desafrontou com galhardia uma Favada com Entrecosto. E melhor se bateu, no final, com um Queijo de Cabra artesanal. É vinho para comidas fortes, de Inverno, na boa tradição lusitana. Deixa boas memórias no palato, este néctar precioso.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Regionalismos transmontanos 82


1. Veliqueiro - que come pouco, que debica, biqueiro. Guloso.
2. Velisca - beliscão. Incisão com a unha.
3. Vendediço - que se vende bem.
4. Ventana - janela.
5. Venteada - leviana.
6. Ver o lobo - arrepiar-se, assustar-se. Ter os cabelos em pé.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Regionalismos transmontanos (39)


1. Fampandelha - planta leguminosa. Lentilha.
2. Fandinga - maltrapilho. Garoto.
3. Faramalha - presunção, prosápia sem razão. Palavreado oco e vão.
4. Farfalhas - flocos de neve.
5. Farrancho - lata velha em que se bate para fazer grande ruido (conheço como: ferrancho).
6. Farromeu - vaca velha.

domingo, 25 de maio de 2014

Momentaneamente, por aqui...


...por onde, os sumptuosos declives montanhosos, minuciosamente trabalhados, me lembram os carreirinhos do cabelo de Mariza, preparados para os espectáculos de Fado. Fados diferentes, no entanto...

domingo, 4 de maio de 2014

Regionalismos transmontanos (36)


1. Espanado - desembaraçado, activo, vivaço.
2. Espelde - rasgo, desembaraço, expediente.
3. Espigo - segundo grelo da couve.
4. Espolinhar - escorraçar uma besta, correndo nela velozmente. Progredir na vida.
5. Esprém - abandono, desprezo. Ao esprém: ao abandono.
6. Esquiças - impertinências, questiúnculas, questões de pouco valor.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Durienses e populares


Em "Horizonte Cerrado - Ciclo Port Wine 1", de Alves Redol, entre ladaínhas e versos, encontrei um responso, uma quadra castelhana e mais quatro portuguesas, que me parecem populares. Escolhi 3 delas:

Fui ao Doiro, à vindima,
Pagaram-m'a trinta réis,
Dei um vintém ao barqueiro,
Só me ficaram dez réis.

Nossa Senhora da Serra,
Carqueijinha do Marão...
Olhinhos que foram meus,
Agora de quem serão?

Vinho fino do Alto Douro
De forte me faz falar,
Põe-me alegre, põe-me fino
E só «m'estrova» o andar.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um ardina viajado


Com o seu ar bisonho, mas determinado, boina (?) e descalço, este jovem ardina lisboeta, de 1917, viajou, em efígie, da Capital até ao Douro. Mensageiro das palavras aflitas da filha Eurydice (que devia saber francês) para o silencioso pai, que não dava notícias, há muito, para a família.  Que teria ido Alfredo fazer a Trás-os-Montes, em Junho de 17?
É isso que nunca saberemos.

com agradecimentos a H. N..

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Torga e o Douro


A Torga, quase posso perdoar-lhe tudo, mesmo alguns poemas excessivamente prosaicos e sensaborões, pelo belíssimo Bucólica ("A vida é feita de nadas:/ De grandes serras paradas...") que nos deixou. E por uma parte da rija prosa que escreveu. Até me posso esquecer do mal que ele diz do Minho, por excessivamente verde (assim o justifica), no início deste livro - Portugal.
Porque também me reconcilio com o Douro que ele descreve, apaixonado. Porque também não me esqueci, e me lembro do rio, lá em baixo, visto do alto alcantilado da Sé de Miranda. São coisas que não saem da memória. Mas ouçamos Miguel Torga, no seu verbo fluente, cinzelado, onde se sente pulsar um coração:
"...É sair do Chiado, porque é nele que as mentiras nacionais começam, e ver: onde há água com tanto barro e desespero? Onde há saibro mais desgraçado e mais triste? De ponta a ponta do ano, não há benção que cubra esta dor. No verão, um calor de forja seca o rio e caldeia o xisto; no inverno, as próprias cepas choram de frio. (...) Não é descer de Sabrosa para o Pinhão, estacar em S. Cristovão e abrir a boca de espanto. Não é ir ao miradoiro de S. Brás, olhar o Éden ao fundo, e dizer ah! Não é espreitar de S. Salvador do Mundo o Cachão da Valeira e sentir calafrios. É entender toda a significação da tragédia, desde a desgraça de Prometeu até ao clamor do coro. É deixar os estofos do comboio, trepar pela escadaria do Olimpo acima, e descer carregado dum vindimeiro a escorrer mosto. É vestir a croça e tesourar numa manhã de inverno, a chuva a cair ou o gelo a fazer pinguelos nas mãos; é dar a meia-noite num lagar, os músculos já sem acção, e o capataz a mandar, a mandar; é cavar de sol a sol, o suor a abrir crateras na poeira; é comer uma malga de caldo e uma sardinha, e saibrar o dia inteiro.
Não há maior ofensa à dignidade humana do que ir de Cadillac a uma vindima do Rio Torto, fotografá-la e descrevê-la depois num chá das cinco ou num jornal da tarde. O Doiro dos barcos rabelos de calendário e dos socalcos fotogénicos, o Doiro dos cartazes comerciais e dos lordes em climatério, é uma mentira. O verdadeiro Doiro, rio e região, é a ferida do lado de Portugal." (pgs. 40/41)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mercearias Finas 47 : marcas antigas, saudades novas


Na profusão imensa de novas marcas, rótulos criativos, outros menos, novos sabores, é raro depararmo-nos com ressurreições. Quero eu dizer, vinhos de patente e com pergaminhos velhos, desaparecidos, que tivessem regressado ao mercado. Não serão muitas as marcas de vinhos que tenham permananecido "no activo", de há 50 anos, até hoje. Tirante alguns vinhos verdes, o emblemático Barca Velha, o Evel duriense, os restantes que permaneceram, mudaram de rotulagem e, às vezes, de formato da garrafa: o Gatão, por exemplo. Somem-se também o Serradayres, alguns Bairrada, o Grão-Vasco, e pouco mais.
Ora, nos idos de 60/70, na confrangedora pobreza e exiguidade em brancos de qualidade da altura, o branco Pérola, da Soc. de Vinhos Borges, marcava alguma diferença, em excelência. Era um bom branco, seco, do Douro. E ainda melhor, na sua versão (tipo "Garrafeira") mais rara, o: Pérola de Frasqueira, com rótulo rectangular e muito sóbrio, na sua estética de bom gosto e dignidade. Lembro-me que um Frasqueira, nos anos finais de 70, acompanhou, excelentemente, num jantar com visitas, um robalo (do Atlântico noroeste) assado. Mas, a partir dos anos 80, nunca mais vi o Pérola à venda. Quase o esqueci.
Para minha surpresa, num supermercado modesto mas com escolhida garrafeira, há dias, inesperadamente, dei com o branco Pérola com novo rótulo (muito infeliz esteticamente, como se pode ver pela imagem). O preço era convidativo: 2,40 euros. E resolvi comprar e ver. Acompanhou bem um frugal jantar de carnes frias e, melhor ainda, uma rodela de ananás dos Açores. O novo rótulo do vinho é que é uma vergonha, teria sido melhor manter o design nobre e antigo que tinha. O vinho branco Pérola merece mais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Douro - Património da Humanidade


A 14 de Dezembro de 2001, a Unesco aprovou a região vinhateira do Douro como Património Mundial da Humanidade. Completam-se, hoje, 10 anos sobre esta distinção, merecida e honrosa.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mercearias Finas 44 : Vinhos de guarda


Pode dizer-se que, de uma forma geral, os vinhos brancos têm uma vida mais curta do que os tintos e, por isso, não devem ser guardados muito tempo. E, em Portugal, pode afirmar-se que os bons vinhos tintos das regiões demarcadas do Dão, Bairrada e Douro, à partida, têm mais potencial de envelhecimento que os do Alentejo.
Para quem, como eu, goste de vinhos velhos, e os guarde na garrafeira, torna-se no entanto um problema saber se um vinho com 10, 15 anos se encontra ainda em boas condições de ser bebido e apreciado. A menos que, tendo várias garrafas da mesma marca, ano e região, vá provando, gradualmente, o vinho para poder avaliar a passagem do tempo, e a qualidade.
Ora, a casa leiloeira Christie's tem um processo simples e prático, embora não totalmente rigoroso, de estimar as condições do vinho, em garrafa. Como o vinho, com o tempo e porosidade da rolha, vai evaporando e perdendo volume, a leiloeira estabeleceu uma escala de altura do líquido, em relação ao gargalo da garrafa, como se pode ver pela imagem, que permite prever o seu estado.
Assim, segundo o esquema, a posição 1 (high fill) é um óptimo sinal para um vinho tinto velho de 10 anos. Pelo contrário, a posição 8, abaixo da curvatura da garrafa, é um indício de que o vinho já não estará em condições de ser bebido. Muito embora esta tabela seja para aplicar aos "Bordeaux", creio que também poderá ser usada em relação aos vinhos tintos portugueses, de guarda.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vinhos do Douro


Será consensual que a região demarcada do Douro foi aquela que, nos últimos anos, mais adeptos conquistou, desafiando, no pódio, o Alentejo. Embora apreciando-as, continuo quase castamente fiel à região demarcada do Dão. Pena é que esta região não tenha tido um Pigmalião, até hoje, que lhe desenvolva as potencialidades, porque os vinhos do Dão ainda conservam a extrema elegância de sempre.  E têm, muitas vezes, uma boa longevidade. O que direi a seguir só a mim compromete e parte, não de um perito, mas de um amador que gosta de bons vinhos e tem, pela idade, alguma experiência.
Creio que a Tinta Roriz tem, no Douro, o seu terreno de eleição ( ou terroir preferencial) na qualidade de produto, e sendo, para mim, a casta portuguesa favorita ( o cânone diz que é a Touriga  Nacional), aqui deixo a minha opinião. Embora no Dão também desenvolva muito bem. Mas em relação a castas portuguesas, o Douro tem, praticamente, a exclusividade da Tinto Cão, e da Tinta Amarela que  também aparece, episodicamente, nos vinhos do Dão.
Leituras recentes sobre as vindimas no Douro, e memória, fizeram-me recordar algumas colheitas boas da região: 1999, 2003 e 2004. Ao que parece, as vindimas começaram cedo este ano, por causa das condições climáticas de Agosto, depois foram interrompidas, finalmente retomadas em Setembro, já com melhores augúrios. Classifica quem sabe, que não eu, e de várias leituras, pelas perspectivas dos resultados das colheitas anuais:
2007 - ++
2008 - ++
2009 - +
2010 - + ou -
2011 - + ... (?).
Assim seja. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Douro Fabuloso

Da antiga Confluentia recebemos uma notícia do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, datada de 6.3.2011, que nos fala de um vinho com o rótulo "Douro Fabuloso". Motivo de alegria pelo facto de o jornal diário dedicar uma página inteira aos vinhos do Douro, sobretudo os produzidos pelo "inovador" Dirk Niepoort e dos seus "Douro Boys".
A comercialização dos vinhos de Niepoort, na centro da Europa, desenvolveu-se com base em campanhas de promoção adaptadas aos países respectivos. Os mesmos vinhos têm rótulos e nomes diferentes em Portugal, Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Holanda e Alemanha.
Assim, a garrafa acima reproduzida corresponde ao vinho de Dirk Niepoort comercializado na Alemanha. O rótulo conta uma história muito popular na Alemanha, sendo o seu autor Wilhelm Busch, em que um menino traquinas - Hans Huckebein - leva uma "avezinha" a embebedar-se. São episódios que se enquadram nas conhecidas histórias de Max e Moritz.
Como o rótulo reproduz apenas as imagens 4 a 7 da história de Hans Huckebein, resolvi apresentar a malandrice completa do menino, levando a ave a degustar um vinho generoso.
No final não falta, como é óbvio, a tia a repreender o traquinas "Joãozinho".
Belo aproveitamento da cultura local para promover vinhos portugueses !

Post de HMJ