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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Direito ao contraditório


em remake, e com agradecimentos ao autor.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Apontamento 106: A cor e a qualidade do jornalismo



Ontem, acompanhei, um pouco, a “jornada épica” do debate televisivo entre A. Merkel e M. Schulz, candidatos, respectivamente, da CDU (da direita) e do SPD (da Internacional Socialista) a um lugar de chanceler da Alemanha, nos próximos anos.

Procurando informar-me sobre o desenvolver da campanha eleitoral da Alemanha, com a devida distância, e a reflexão “intramuros”  sobre as autárquicas,  o estado da política e a consciência dos eleitores, não posso deixar de sublinhar que um debate, entre candidatos, de 90 MINUTOS, é um “assassinato por entusiasmo” !

Primeiro, porque os eleitores já não têm uma capacidade tão prolongada de concentração. Segundo, porque os jornalistas não pretendem, objectivamente, colocar-se ao serviço do bem comum da informação, o que impede que as pessoas estejam atentas com o objectivo de serem esclarecidas. A agenda dos jornalistas já não coincide com a essência da sua razão de ser, a saber, o seu mister de informar, esclarecer e contribuir para o bem comum. Foi, aliás, o que se viu, mais uma vez, ontem.

Sucede, no entanto, que os nossos jornalistas ainda são mais alinhados nesta “agenda” oculta da política. Enquanto nos vários jornais da Alemanha ainda se discutia quem tinha sido o vencedor da noite: MERKEL OU SCHULZ, por cá os jornais principais já tinham a “caixa” preparada. MERKEL GANHOU.

Ora, como a SENHORA MERKEL poderá ser a próxima “chefe ideológica” máxima do jornal para que trabalham os nossos jornalistas, convém posicionar-se cedo. 

Felizmente, e por enquanto, ainda entendo outra língua e outros jornais de referência. 

Post de HMJ

sábado, 24 de setembro de 2016

Presente passado


Ler um jornal atrasado tem algumas peculariedades singulares, sobretudo porque nos desaproxima da emoção das notícias, deflaciona os acontecimentos, redu-los, muitas vezes, a cinza fria.
Será, de algum modo, a mesma sensação que perpassa pelas novelas de Somerset Maugham, quando o escritor britânico descreve a leitura de "The Times", duas ou três semanas depois de publicado, às mãos dos administradores do Império, na Índia, em Singapura... Provavelmente, impressões semelhantes que experimentavam os administrativos portugueses, nas colónias, quando recebiam, por exemplo, o DN, com semanas (?) de atraso. Isto, antes da Internet baralhar os dados, através das auto-estradas de informação.
Havia em tudo isso uma vantagem, porque o tempo resolve algumas coisas, remedeia outras, reduz os acontecimentos a uma mumificação do passado, com o seu valor mais relativo. E poupa-se na leitura. Hoje, ao folhear um jornal de há doze dias, fiz, natural e mecanicamente, uma triagem salutar. Ficaram as crónicas intemporais, uma entrevista que podia ser de ontem, duas ou três informações de interesse e pouco mais. A maior parte das notícias, até as de primeira página, tinham perdido o picante, a importância (que lhes tinha sido dada), a actualidade fremente, enfim, pela banalidade que o tempo introduzira nos seus desenvolvimentos.  

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em tom neutro, para desdramatizar


Ao que parece, presentemente em Portugal, publicam-se 14.000 livros, em média, por ano.
No mesmo comprimento de onda, em entrevista recente ao DN, a editora Bárbara Bulhosa, da Tinta da China, referia: "Está instalada uma máquina de fazer livros que tem muito pouco a ver com literatura."
Agora atente-se seriamente nestes títulos prodigiosos, editados nos últimos meses:
- A livraria dos finais felizes.
- A vida é fácil, não te preocupes.
- Só no escuro podes ver estrelas.
- As memórias do nosso amor.
- A gravitação do amor
- Viver depois de ti.
- O teu rosto será o último.
- Deixei-te ir. (Este pede meças a algumas obras da sra. Rebelo Pinto.)
Em sintonia com a prodigiosa imaginação destes títulos, eu não deixaria de premiar e louvar a originalidade de alguns nomes de Blogues. Destaco três, ao acaso:
- Moro em um Kinder Ovo.
- Amo-te mil milhões.
- A vida em azul cueca.
Abençoada silly season, que nos faz esquecer o essencial e não nos deixa sofrer!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Já agora...


...e para manter a boa disposição, esta insólita notícia que o DN trazia, ontem.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Apontamento 24: Conciso, oportuno e claro



Zona de desastre
por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES


Dois relatórios recentes, de duas instituições conhecidas pela sua independência e dedicação às causas mais nobres e humanitárias, a saber, a OXFAM e a Cruz Vermelha, traçam uma imagem do horror social a que nos tem conduzido a liderança política da crise europeia. Em Berlim, em Bruxelas, em Frankurt, mas também nos palácios dos regedores nomeados para Lisboa ou Atenas, estes relatórios serão deitados para o lixo, sem serem lidos, com um esgar de indiferença. Os ideólogos são assim. Não deixam que a realidade os surpreenda. A ideologia é confortável, pois crê que a nossa representação do mundo substitui o seu conhecimento. A ideologia conduziu ao Holocausto e à Guerra Total do nazismo, ao Gulag estalinista e maoísta. Agora, parece estar a conduzir à implosão da Europa às mãos dos fanáticos que acreditam na bondade de mercados financeiros autorregulados. Quando, depois de 2008, foi preciso injetar 4,5 biliões de euros dos contribuintes para salvar o sistema bancário europeu, levando os Estados a acumular dívida pública, esta gente trocou as causas pelos efeitos, ao responsabilizar os povos pela ganância de muitos banqueiros e governantes. A austeridade coloca centenas de milhões a pagar os desmandos de alguns milhares, ameaçando devastar a UE e sacudir o mundo. Os relatórios mostram que a Europa é o único continente onde a pobreza cresce, ameaçando um quarto da população num futuro próximo! A riqueza concentra-se cada vez mais nas mãos de poucos. Milhões de famílias, mesmo trabalhando, não conseguem sobreviver com salários miseráveis, ditados pela "flexibilidade do mercado laboral". A cidadania está sufocada pela difusão do poder efetivo em estruturas que fogem ao escrutínio democrático. A humilhação e a pobreza alimentam a revolta. O tempo escasseia para arrepiar caminho.

Post de HMJ

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os defensores do Templo


No passado dia 10 de Junho, e na BNP que abriu propositadamente para o efeito, o Prof. Dr. João Alves Dias deu-nos notícia da existência, muito fundamentada, de uma nova versão do primeiro poema impresso de Luís de Camões, incluído no Colóquio dos Simples e Drogas da Índia, de Garcia de Orta, editado pela vez primeira em Goa, no ano de 1563. A comunicação do Investigador serviu de bom prefácio à exposição que a BNP inaugurou. Tive o grato prazer de assistir.
Hoje, no DN, Vasco da Graça Moura saíu-lhe à estocada, pelo feito.
Camões sempre teve os seus Sumo-sacerdotes que, mal ou bem, lhe defenderam o Templo. Refira-se que os bons pastos são poucos e muitos os pastores...
Quando Jorge de Sena, nos anos 60, começou a estudar Camões, o Sumo-sacerdote Pimpão, saíu-lhe ao caminho de cajado em punho, verberando-lhe a ousadia. E tentou fazer-lhe a vida negra, até no Brasil.
Entre a generosa inclusão de Hernâni Cidade e a usura exclusiva de Costa Pimpão, vão dezenas e dezenas de páginas, e  a obra camoniana tem dado para tudo, pela sua grandeza.
O mesmo vai acontecendo com a pessoana da arca sem fundo. Também aqui há alguns Sumo-sacerdotes.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nunca será demais insistir


Reproduz-se, do DN, um isento e justo testemunho pessoal de Vasco Graça Moura sobre o magistério, influência e labor cultural de Óscar Lopes (1917-2013). A importância que ele teve na minha formação literária foi semelhante, embora não tão intensa nem tão quotidiana quanto foi em Vasco Graça Moura. A primeira vez que o vi e ouvi, terá sido em Coimbra, no início dos anos 60, num colóquio organizado pela Associação Académica. Depois disso, encontrei-o mais 2 ou 3 vezes e, aí, já falei com ele. Mas, no entretanto, também lia religiosamente os seus artigos primorosos, no suplemento literário de "O Comércio do Porto". E, depois, todos os seus livros.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Canibalismo, ou comic relief ?


Venha o diabo e escolha (o título deste poste)...
Mas as agências de ratos (rating agencies) já se começaram a comer umas às outras. A notícia é de ontem, mas o DN refere, hoje: "Moody's corta rating da Standard & Poor's". Que lhes faça bom proveito!

domingo, 21 de outubro de 2012

Outono dominical


Três incomodidades na manhã: a chuva, as intermináveis roupas, por causa do frio. E o jornal que não veio. Compro outro, maquinal, para não vir de mãos a abanar. De regresso ao interior folheio, em piloto automático, páginas onde não sei, por falta de hábito, procurar os assuntos. Um crónica de um jovem escritor barbudo, dito de referência, no final do suplemento-revista sobre Moda, deixa-me perplexo: um amontoado de lugares-comuns, a pretender ter graça (?). Ou surrealista pobre e desinspirado: "... A orelha é uma varanda para ouvir. ..."
Fico de olhos vidrados a olhar as janelas gotejantes e o lá fora cinzento, silencioso.

domingo, 9 de outubro de 2011

Da mediocridade de muitos jornalistas e políticos, até um actor notável


No meu espírito, e para se compreender, a sequência de associações mentais foi esta: da enormidade ignorante do "DN" passei a Dennis Potter que apontou a dedo os malefícios dos media e os seus subservientes empregados; daqui cheguei a "Cold Lazarus" com esse magnífico actor que é Albert Finney.
De Albert Finney cheguei a Winston Churchill que pertencia a uma família de políticos de grande qualidade, que se extingiu por completo. Hoje, na política, o que abunda é a mediocridade, representada por carreiristas que se formaram nos aviários de conveniência dos partidos. Os resultados são bem visíveis, infelizmente, para nosso mal e de todos os cidadãos. E ainda não chegamos à Madeira...