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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Civilidade (19) : etiqueta do galanteio


Na sua "Arte de Galantaria", D. Francisco de Portugal (1585-1632) refere:
"...Tomou lugar certo galã (D. Luis da Silveira) junto de uma Dama, que tinha por hábito vexar e correr a todos, e valeu-se daquela tão ofensiva frase «está V. M. muito feia!» É um remédio violentíssimo, com que se descompõe a mais formosa mulher. Disse muito bem o Poeta:

Eu prefiro ser vexado
A ter de ser descortez.

Bem atinadamente procedeu o outro que, ao dizer-lhe uma Dama (D. Maria Manriquez) um ultraje, se voltou para alguém que estava com ele, dizendo:
- Que farei, senhor? Nem sequer lhe posso chamar feia ou velha..."

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Camões e Portugal


Não mais, Musa, não mais, que a lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e da rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza.

Os Lusíadas, Canto X.

sábado, 18 de setembro de 2010

D. Francisco de Portugal e a Arte de Galantaria


Já aqui falamos (28/6/2010) de D. Francisco de Portugal (1585-1632) e da sua bem humorada Arte de Galantaria, publicada, postumamente, em 1670. No livro, são referidos 26 artigos, nos Estatutos ditos da Galantaria. Vamos transcrever o primeiro:
"Primeiramente ordenamos por proximidade e boa consciência que, vendo a cair-se uma Dama, possa o galã que estiver presente ao duro caso, oferecer-lhe um amortalhado em a capa, porque menos inconveniente é arrimar-se ela nele do que se quebrar um seu; e consegue também livrar-se de uma descompostura. Desta parece que só poderá sair-se bem fazendo como o outro que, cobrindo-a com a capa, deitou a fugir: sorte de touro e de Dama..."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

D. Francisco de Portugal : Amor e amizade


Na sua "Arte de Galantaria" impressa postumamente, em 1670, D. Francisco de Portugal (1585-1632) escreveu, sobre o amor e a amizade, o seguinte:
"Em todas as idades e em todas as nações se pleitearam cuidados, e houve mestres de amor; a galantaria, porém, nasceu com botas e com capa de baeta. Os estilos são mais veneráveis por serem mais antigos. O tempo encheu de artifícios o que eram inocências: alquimista do que não importa, desluziu o são como aparente.
Digamos porque não se chama ao amor amizade. Entre as duas coisas há esta diferença: o amor é uma paixão que tem mais de desejo que de prazer; e a amizade é uma afeição reverente, ou um amor envergonhado, que tem mais prazer que de desejo. O amigo pretende para o que sempre ama, e o amante para o que pode deixar de amar. Um cuida de si, outro descuida-se de si. Este nome amizade significa tudo comum entre iguais, coisa que se não tolera entre galã e Dama. ..."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Citações VIII : D. Francisco de Portugal

" Os tímidos roubam a si mesmos."

"Dos pequenos as culpas se chamam grandes, e as dos grandes pequenas."

"A boa fortuna não somente faz as obras mas autoriza as palavras."

in "Sentenças" de D. Francisco de Portugal (1485?-1549), 1º Conde de Vimioso.