Mostrar mensagens com a etiqueta D. Afonso Henriques. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D. Afonso Henriques. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Necrofilias ?


Aqui há uns anos, provocou alguma celeuma a decisão sobre a abertura do túmulo e devassa, para investigação científica (?), sobre o corpo do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. A acção foi recusada, in extremis, pelo ministério da Cultura. A ter acontecido, ter-se-ia esclarecido a ideia que o Rei era de altura gigantesca, para a sua época, pois a lenda refere que teria mais de 1 metro e 80.
Os despojos de pessoas célebres sempre provocaram curiosidade humana. No entanto, para mim, as inúmeras múmias que se exibem no Museu Britânico provocam-me sentimentos desencontrados, onde entra uma certa repulsa pelo desrespeito e aberração pela exposição desses corpos, que deveriam merecer o silêncio e o repouso na sepultura de um cemitério, e não a exibição num museu. Mas os exemplos abundam: Tutankhamon, o corpo embalsamado de Lenine, o sangue de S. Gennaro (Nápoles), que se liquefaz de tempos a tempos, o corpo mumificado e escuro de S. Torcato, em redoma de vidro, na zona de Guimarães... Parece que a necrofilia paga bons dividendos.
Calhou agora a vez do corpo de Ricardo III (1452-1485), rei de Inglaterra, que andava desaparecido e foi descoberto por um grupo de arqueólogos, muito recentemente. As ossadas comprovaram a morte violenta que sofrera na batalha de Bosworth e a escoliose da coluna de que muitos autores - Shakespeare, nomeadamente - se fizeram eco. Teria valido a pena? Apetece-me concluir com o título de uma das peças do dramaturgo inglês: Much ado about nothing...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Castelos


Sempre gostei de castelos, até porque vivi, alguns anos, não muito longe de um. E, nos primeiros tempos da minha vida, bastava abrir as janelas do meu quarto, para ver as muralhas circundantes. Nos anos 70 do século passado vim a conhecer pela primeira vez e visitar outro castelo, mais discreto, menos divulgado que, na sua reconstrução actual, quase parece uma residência muralhada. Finalmente, no final do século XX, vim a encontrar um outro castelo, imponente na sua rudeza, impressivo pelo local onde foi construído, e o mais robusto dos que conhecia.
São estes os meus castelos favoritos, e pela ordem cronológica: de Guimarães, Feira e Evoramonte. Na imagem deste poste, o Castelo (de Santa Maria) da Feira, pertença inicial da família Marnel que teve uma importância fundamental no desenlace da batalha de S. Mamede, por terem apoiado o nosso futuro primeiro rei, D. Afonso Henriques.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

D. Afonso I



À falta de uma, Guimarães tem duas estátuas do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. Próximo do Castelo a clássica e conhecida, de Soares dos Reis, que já esteve no Toural e de que existe cópia em Lisboa. Mais recente, existe outra da autoria de João Cutileiro num dos largos da cidade, próximo da chamada "Porta da Vila". Não sendo tão feliz, na minha modesta opinião, como a de D. Sebastião, em Lagos, tem no entanto vulto e dignidade. E não desmerece o local onde foi colocada.
Para JAD.