Mostrar mensagens com a etiqueta Gustav Mahler. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gustav Mahler. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de outubro de 2013

O poder avassalador da imagem e da música, sobre a palavra


É um facto que começamos a ver muito antes de aprendermos a ler. E também é verdade que a memória das imagens, embora de natureza mais fragmentária e desordenada, é mais "fácil" do que a fixação memoriada de textos, e até frases.
Mas quantos de nós, ao ouvir falar de "Il Gattopardo" (O Leopardo), antes de pensarmos em Tomas de Lampedusa, lembramos Visconti, Nino Rota, Burt Lancaster, Claudia Cardinale. Mesmo que tenhamos lido, com intenso agrado, a obra-prima do escritor italiano. E a memória sobreleva, indiscutivelmente também, da "Morte em Veneza", o Adagietto de Mahler ou expressões de Dirk Bogarde, em prejuízo das palavras da novela de Thomas Mann.
E, até por cá, o célebre "Ninguém!", do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett - para quem viu o velho filme português - poderá ficar sombreado pela imagem luminosa de Maria Dulce, muito jovem, ou pelo avultado corpo e voz de João Villaret.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Instrumentos e emoções


Dar prioridade aos instrumentos musicais é uma sabedoria antiga, mas de cada vez mais difícil execução - imagino eu. E saber interligá-los, pouco a pouco, num crescendo harmónico será decerto ainda mais complicado. Penso nisso, às vezes, quando ouço uma sinfonia, ou me lembro de Mahler.
Mas, na criação, será preciso saber, também, a atmosfera que se quer imprimir à melodia (,será?). As cordas para a melancolia ou os metais, na alegria. O piano e a voz humana saberão assumir qualquer das emoções. E o orgão, na sua quase divina amplitude, poderá simular na perfeição a complexidade humana dos estados de espírito terrenos e até desumanos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Osmose (17)




Sérgio dirige-se para as prateleiras dos CD's, sem opções pré-concebidas sobre o que vai ouvir. Por muito que domine o seu chip pessoal, por vezes, não sabe o que, concretamente, irá escolher ou aquilo que precisa de ouvir: jazz, Mahler, fado, Stravinsky, Trenet, Haydn...Barroco ou romântico? Suave ou a roçar o tom épico das marchas militares? Só perante as lombadas dos discos se vai apercebendo em que estado de espírito se encontra. Retira, então o CD e põe-no a tocar. Relaxa e acende o cigarro. Estende as pernas ao comprido e pergunta-se: "- Quem disse que a poesia era a mais nobre das artes?", e responde, em paz consigo mesmo e convicto, para si próprio: "- Enganaram-se redondamente. É a música."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Há 150 anos, Gustav Mahler

P. S.: para MR e c. a., trocando as boas noites que me desejaram ( e que não cheguei a retribuir ), pelos bons dias, hoje.