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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Pinacoteca Pessoal 207



Composta apenas por 66 pinturas e 8 desenhos, ao que consta, a obra do pintor austríaco Richard Gerstl (1883-1908) acompanhou a dimensão e brevidade da sua própria vida, a que pôs termo com 25 anos de idade. Inicialmente influenciado por Gustav Klimt, cedo assumiu um estilo próprio original. 



Um pouco esquecida, a pintura de Gerstl teve um ressurgimento de notoriedade, merecida, nos anos 30. O mais importante da sua obra conserva-se à guarda do Museu Leopold, de Viena de Áustria. Incluíndo o famoso retrato das irmãs Frey (1905).




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Modernismo Vienense


No passado ano de 2018, em que se celebravam os centenários da morte dos pintores austríacos Gustav Klimt (1862-1918) e Egon Schiele (1890-1918), Viena de Áustria comemorou, condignamente, a efeméride com exposições subordinadas ao tema do Modernismo Vienense, nos seus museus.
E não deixou de publicitar o acontecimento  no estrangeiro, nomeadamente, em Londres, de forma muito original e bem humorada, embora se tratasse de coisa séria. São dois desses cartazes, colocados no metropolitano londrino, que se mostram, em imagem, neste poste, para ilustração concreta de quem por aqui passe.
Lembremos a polémica portuguesa recente provocada pela exposição Mapplethorpe, em Serralves...
Provavelmente, levamos as coisas demasiado a sério.
Só não sei dizer se a ironia inteligente dos cartazes é de origem austríaca ou inglesa. Inclino-me, no entanto, para atribuí-la aos britânicos.


domingo, 28 de junho de 2015

O (des)prazer da leitura


É indiscutível que "A morte de Virgílio", de Herman Broch, é um livro de culto. Quero eu dizer com isto que as elites bem-pensantes o aconselham, como politicamente correcta e conveniente a sua leitura. Não desprezo estas indicações culturais, mas elas não me obrigam, religiosamente, nem as sigo cegamente. Tenho opinião própria, que prevalece, em matéria de leituras. Creio ser pouco influenciável neste aspecto e acho, também, que as listas de best-sellers são meros jogos viciados e comerciais, com valor semelhante às sondagens. Convém lembrar, por exemplo, que as montras das livrarias, hoje, são pagas pelas Editoras - é o outro lado. As duas faces da moeda: o populacho e o intelectualóide.
Depois da épica leitura de "Guerra e Paz", de Tolstoi, que encarei como desafio e compromisso, achei que estava em condições de arrostar com mais um dos esquecidos e abandonados volumes da minha biblioteca.
Calhou a vez a H. Broch. E lá reiniciei, cheio de boa vontade, a leitura de "A morte de Virgílio". A canícula dos últimos dias e um tédio, que me é próprio, ciclicamente, acompanharam as primeiras 128 páginas do livro, em que um onirismo barroco torrencial denuncia o cenário finissecular vienense que, artisticamente, tem em Klimt a expressão mais elegante e suportável. Se alguns excertos, nestas últimas horas de vida do Poeta romano, no exílio de Brindisi, são exemplares a configurar o processo da criação poética, pela pena de Broch, o circundante é excessivamente caótico, chegando mesmo a ser pernóstico pelo excesso. Lembrei-me de Pessoa (Ai que prazer/ Não cumprir um dever,/ Ter um livro para ler/ E não o fazer...) e abandonei, definitivamente, a leitura - chegava de penitência...
Bem mereço um Simenon, daqueles que guardo com avareza (para ler) e usura gulosa! Último dos Maigret que a Vampiro (nº 639), no seu antigo formato, traduziu e editou (Outubro de 2000), e que não li ainda. O título não é desconforme com o sentimento resultante das minhas leituras de Broch: A paciência de Maigret.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Adorno sobre a música de Schubert


Esta é a natureza da dialéctica de Schubert: ele conduz-nos até às empalidecidas imagens da objectividade existencial pelo poder da interioridade subjectiva.

Theodor Adorno (em 1928). 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Bach via Jacques Loussier


Não posso deixar de pensar na expressão "não dá a bota com a perdigota", ao ver, neste vídeo, a música de Bach (Pequena Fuga) associada à pintura de Klimt. Ambas de grande qualidade, mas sem a mínima ligação, uma com a outra. Incoerência naïf, enfim, ou novo-riquismo estético...