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domingo, 8 de maio de 2022

Excerto e nota



"O primeiro  dever de um escritor é escrever aquilo que pensa, custe o que custar. Aqueles que preferem mentir não têm senão que escolher um outro ofício - o de político, por exemplo."

Georges Bernanos (1888-1948), in Le Chemin de la Croix-des-Ames.

Nota pessoal: católico e monárquico, posições ideológicas de direita que explicam, porventura, a diatribe contra os políticos no final da citação (acima), o escritor francês George Bernanos era, eticamente, um homem livre (Camus dixit) e isento, qualidades que o levaram a denunciar a barbárie do franquismo (Les Grands Cimitières sous la Lune, 1938) na Guerra Civil Espanhola, e a opor-se ao regime de Vichy e a colaborar, durante a II Grande Guerra, com a Resistência.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A arca mexicana de Robert Capa


Não terá, provavelmente, o valor da arca de Pessoa, mas esta arca ou grande mala, descoberta há pouco tempo, no México, contém cerca 2.800 fotografias sobre a Guerra Civil Espanhola. Grande parte delas, foram tiradas por Robert Capa (1913-1954), mas também as há de Gerda Taro e Chim (Chimin). E são um documento importante dessa época.
A 27 de Fevereiro de 2013, em Paris, no Museu de Arte e da História do Judaismo, será inaugurada um exposição, com a parte documental mais significativa do acervo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

sábado, 17 de julho de 2010

Lembrar uma data


Há quem considere 17 de Julho, outros referem 18 de Julho de 1936 como data de início da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O poema de Juan Ramón Jimenez (1881-1958) que se traduz, abaixo, é bastante anterior (1904) e integra o livro "Jardines Lejanos" onde o eco do Romanceiro é perceptível. Seja como for, este poema poderia aplicar-se ao levantamento militar de Melilla, em Julho de 1936, que deu início à carnificina posterior.
VII

Quem anda pelo caminho
esta noite, jardineiro?
- Não há ninguém no caminho...
- Será pássaro agoireiro.

Será mocho, ou uma gralha,
dois olhos do campanário...
- É a água que se afasta
pelo campo solitário...

- Não é água, jardineiro,
não é água... Minha sorte
que era água, cavaleiro.
- Será a água da morte.

- Jardineiro, não ouviste
como chamam da varanda?
- Cavaleiro, é o latido
que sai do teu coração.

- Quando abrirá a manhã
para as róseas alegrias!
- Quando tocará o sino
os bons dias, os bons dias!

...É um arrastar de ferros,
uma voz profunda, uma...
- Cavaleiro, são os perros
que estão uivando à lua...