Mostrar mensagens com a etiqueta Greve. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Greve. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de junho de 2025

Desabafo (98)


Dizem os jornais que o Ministério Público vai entrar em greve em Julho. Os canais televisivos confirmam.
E eu que pensava que os agentes da pequena justiça à portuguesa estavam em greve prolongada, há anos!...

terça-feira, 1 de junho de 2021

Inesperadamente



Custa-me a crer, mas ao não encontrar o Público na tabacaria, foi-me dito, pelo balconista, que, como no CM os jornalistas fizeram greve, o meu jornal se tinha esgotado, por opção secundária dos leitores. Não se admite, ainda para mais num diário de direita, politicamente, e no Dia Internacional das Crianças... Lá tive que comprar, por vício de leitura, uma folha de couve medíocre, ainda mais cara (1,50 euros), e cuja única vantagem é trazer o dobro dos Sudoku, para eu fazer.



quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Uso pessoal 15


Embora não seja esquisito nos utensílios de escrita, há coisas e matérias em que uso, exclusivamente, caneta de tinta permanente para as expressar no papel branco. Será talvez uma bizantinice tradicional e desusada, mas é também uma forma de dar uma importância especial a alguns conteúdos. Criar-lhes um ritual apropriado e conveniente.
Noutros casos do quotidiano, não faço questão de usar cargas e embalagens de blister, que abundam nas grandes superfícies, para encher outros dos meus apetrechos de escrita. Para fazer o sudoku e as palavras cruzadas não me importo sequer de usar uma banal esferográfica. O lápis já muito raramente o uso para o que quer que seja. Feitios...
Pois ontem, ao encher a minha caneta de tinta permanente, constatei que o meu tinteiro Parker estava quase no fim. Fiquei preocupado, embora não tanto quanto alguns automobilistas com a greve do passarão e seus acólitos, aqui há dias.
Hoje, pus-me em campo. Primeiro, nas grandes superfícies: nada!, só cargas e recargas em blisters. Depois na Staples, o mesmo. Até havia umas meninas que não sabiam o que era um tinteiro de tinta permanente... embora tivessem umas longuíssimas unhas de gel (para tocar guitarra?). Na minha tabacaria-quiosque quotidiano, o Ricardo penalizou-se por ter vendido o último tinteiro, há muito, e como não havia procura, não se reabasteceream.
Resta-me um loja na esquina do Rossio e a Papelaria Fernandes, como últimas soluções possíveis.
E, se tiverem, prometo, para me prevenir, que, desta vez, vou atestar o depósito!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O muro das lamentações


Por entre o obituário da moda e as sequelas da entrevista, ontem, do angélico banqueiro, na SIC, se compõem as jeremíadas da agenda mediática, hoje. Um, denunciava-se pelos seus esfumadíssimos óculos negros de Sol para contraste com os seus alvos colarinhos altos, mais uns berloques de feira popular, na gravata; o outro, mais macio de face, padronizava o escuro do fato, que é a farda obrigatória dos bancários, com a brancura capilar e o azul celeste da gravata. Ah!, e tinha parkinson na voz, com que se defendia, algo incomodado e tremeliques. Por coincidência onomástica, ambos se chamavam Carlos, mas não Charlot.
Mas a grande novidade, que eu não quero deixar de anunciar, é que, pela primeira vez em Portugal,vamos ter uma greve de fome, em Belém. Para mais, feita por um reputado enfermeiro.
Deus seja louvado!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Turismos


A música que vinha do pequeno Largo dos dois poetas (Pessoa e Chiado) era-me estranha, mas de ritmo conhecido, trepidante e veloz na sua alegria quase epopeica. Vim depois a aperceber-me da sua origem: Irlanda. Havia uma carrinha engalanada e coberta de cartazes, e dos altifalantes ouvia-se, entremeado, um discurso num inglês mascavado, com pronunciado sotaque português. Anunciava a "strike". Verifiquei depois que eram raros os clientes na esplanada d'"A Brasileira" e havia apenas um empregado a atendê-los - o "amarelo" ou fura-greves, provavelmente. A esplanada da "Bénard", essa, estava repleta de estrangeiros, entretanto. É, já em piloto-automático, quando seguia em direcção à Sá da Costa, que recebo nas mãos um folheto bilingue (português/inglês - que vai reproduzido, em imagem, do lado britânico da folha), entregue por um dos elementos do piquete de greve.
Sinal dos tempos: é a primeira greve poliglota a que assisto. Empregados brasileiros, portugueses e africanos; folhetos bilingues a explicar razões e pedir desculpa aos clientes portugueses e estrangeiros. Tudo isto acompanhado por música irlandesa. Turismo e globalização.