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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

arte menor (40)



Depois

Não sei se alguma vez em Londres
me chegaram versos. Os Kew Gardens
poderiam ser motivo ou cenário suficiente, 
os imensos relvados de Greenwich a perder
de vista talvez me trouxessem as palavras
esquecidas, de longe. Mas recolho, já noite,
de Inverness Terrace, por Outubro a memória,
dos meus passos húmidos, pensados, talvez
de um sentimento vago, estranho caminhante
que me encontra agora, por aqui, outra vez,
sem lhe saber o nome, origem ou razão 
de ser. Mas que me acompanha bem
tê-lo por perto e amigo concordante.


Sb., 12/7/22 - 6 e 30/8/23 - 26/11/23.

domingo, 26 de novembro de 2017

Memórias da velha e pérfida Álbion


Em 1985, era Setembro, na modulação final da minha cristalização de gosto musical - reduto que, escassamente, foi perturbado depois -, em Queensway (Londres), havia ainda uma loja de discos, fulgurante. E eu já tinha ido para além de The Beatles, e procurava as últimas gravações de Tina Turner. O meu filho mais velho andava, então pelos Kraftwerk, muito naturalmente nessa décalage salutar de gerações. Quando lá entrámos, cada um se ocupou, na altura, das "bem querias" de que falava o bom velho Sá...
Acontece que, caída ou roubada, uma nota de 20 libras saíu, sem querer, de uma das nossas algibeiras diminuindo-nos o património familiar. Foi aí que, para restabelecer o equilíbrio das finanças, mais tarde em Greenwich, eu entrei numa agência bancária para trocar escudos portugueses por libras inglesas. Em abono da verdade, essa dependência bancária tinha ainda todo o ar pomposo e respeitável da época victoriana. Mas para ser justo, foram muito mais rápidos na operação de câmbios do que, em Portugal, para trocar as divisas, antes de eu iniciar a viagem para a Inglaterra.
Imagine-se o inimaginável:  uma atmosfera, qualquer coisa comparável por entre Charles Dickens e o Speedy Gonzalez...