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quarta-feira, 19 de março de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... (194)

 

Querendo vir a ser escritor, inicialmente, o norte-americano Walker Evans (1903-1975) acabou por se dedicar ao fotojornalismo, vindo, mais tarde a integrar um departamento estadual no consulado de Franklin D. Roosevelt.



As grandes proporções que tomou a Depressão de 1929 motivaram que uma boa parte dos profissionais se ocupassem a testemunhar as repercussões do flagelo. No caso de Walker Evans, focando a sua actividade, sobretudo, no território de Alabama e das suas populações, com grande pormenor.




domingo, 2 de julho de 2017

Uma fotografia, de vez em quando... (98)


Há quem se dedique à fotografia por entretenimento. Quem o faça profissionalmente, aliás, como em todas as artes. Com maior ou menor habilidade e sabedoria. Depois, os temas escolhidos: o retrato, sempre compensador, bem como a moda, ou a procura do insólito e bonitinho que, no fundo, pode ser apenas fútil.
A fotógrafa norte-americana Dorothea Lange (1895-1963), de ascendência alemã, escolheu ou foi escolhida pelos temas sociais e as classes desfavorecidas. Nos anos 30 foi encarregada de retratar os efeitos da Grande Depressão (1929). Humaníssimos instantâneos foram fixados, então, pelo seu olhar atento.
E, nos anos 40, veio a retratar os japoneses, nos campos de concentração americanos, após o ataque a Pearl Harbor, com a mesma preocupação humana.



Das fotos post-Grande Depressão, não há que esquecer a Mãe Migrante (1936), imagem emblemática e dramática de Florence Thompson, de 32 anos, que, já sem quaisquer meios e comida, ia alimentando os filhos com ervas rasteiras, e pouco mais. Muito embora, outras indeléveis fotografias de Dorothea Lange nos marquem, na memória, esses anos trágicos que passaram pela sua vida. E que ela não quis rasurar.