terça-feira, 10 de março de 2026
Brasileirismos
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Curiosidades 100
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
Últimas aquisições (47)
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Osmose 130
segunda-feira, 8 de maio de 2023
Da leitura (51)
Descontando do título, benevolamente até porque foi póstumo, o plágio do nome da obra de Camilo, Memórias do Cárcere, confirma a qualidade da escrita do romancista brasileiro Graciliano Ramos (1892-1953). Percebemos pela sua leitura a riqueza da realidade que absorve. O pormenor que não perde e perpetua. E se perceba, a quem atende com algum mínimo sentido crítico, a mediocridade do que se vai publicando, por entre aves de arribação, sacaduras e mãezinhas, dos coelhos brasucas, piercings e afonsos de hoje, uma outra fasquia de excelência, no passado recente da literatura de língua portuguesa...
segunda-feira, 20 de março de 2023
Antologia 15
Sobre criação literária, refere Graciliano Ramos (1892-1953):
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Do que fui lendo por aí... 55
Do Rio de Janeiro, em carta de 18 de Abril de 1954, de Fernando Lemos (1926-2019) para Jorge de Sena (1919-1978), em Lisboa, passo a transcrever um pequeno excerto da missiva:
"Estou a ler As memórias do cárcere (1953), do Graciliano Ramos. Gostaria que o lesse, mas não sei se já entrou em Portugal. Mande-me dizer se conhece, porque se assim não for, eu arranjarei maneira de lho mandar (são quatro volumes que, diga-se de passagem, cabiam apenas num, mas...). Vou ainda no primeiro volume, que achei chato, mas estou informado que é o pior dos quatro."
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
Antologia 14
sábado, 31 de dezembro de 2022
Balanços e transições
Ainda que tenha feito alguns esforços, vãos, levarei de passagem para 2023 três grossos volumes, para tentar acabar de os ler no próximo ano. São eles, pela ordem do início da leitura, os seguintes:
quinta-feira, 16 de abril de 2020
Superlativos
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Como íamos transcrevendo...
Em frente de mim, os cotovelos na mesa, Tavares, sonolento, bocejava com dignidade bovina. Nenhuma aparência de cão de guarda: um boi. De espaço a espaço mugia uma questão, a que eu respondia por monossílabos, afirmando ou negando com a cabeça. Voltei ao carro de primeira classe, diligenciei entreter-me com as divagações do meu companheiro. Não conseguia, porém, dispensar-lhe atenção: mudo e chocho, isento de curiosidade, andava aos saltos no tempo, brocas agudas verrumando-me o interior. ..."
Graciliano Ramos, in Memórias do Cárcere (pgs. 39/40).