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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Anote-se, para que conste

A globalização até nos kit-Medina (oferta da Câmara M. de Lisboa), post-recobro da vacina para o Covid, se notava. Os saquinhos simpáticos para HMJ e para mim, só diferiam na fruta. Igual o pacotinho de bolachas de água e sal, da fábrica Vieira de Castro, de V. N. de Famalicão e a embalagem aerodinâmica de água colhida algures na U. E., relativamente anódina. Quanto à fruta, calhou-me mais uma vez uma maçã, mas oriunda da Polónia; HMJ recebeu uma pêra da África do Sul...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Lembrete 34


Para quem se interessa por Enologia, mas também pelos efeitos da Globalização, recomendo, vivamente, o interessante filme Mondovino, de Jonathan Nossiter, que passa hoje na RTP2, pelas 23h38. A não perder.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Transferências e monopólios


Jeremy Treglown (1946), no seu comentário do TLS (nº5781) refere:
...I have a book coming out from Chatto and Windus in March, twenty-two months after it was delivered. Who am I, though - who are we, me and my little publishers - to complain? Chatto long ago became part of the Chatto-Virago-Bodley-Head-Cape group, which became part of Bertelsmann, of which Penguin has now became part...
O mesmo vai acontecendo na Alemanha, na França... Como matrioskas vorazes, as editoras vão-se engolindo umas às outras, num projecto inconfessável de uniformização, domínio e poder globalizante. O que tornava humanas e de personalidade própria cada uma das editoras portuguesas, era o seu lado específico de temas, a sua apurada qualidade, o tratamento, quase familiar e amigo, com que cada uma tratava os seus autores.
Por isso, não me surpreendeu muito a notícia de que escritores como Sousa Tavares, João Tordo, Peixoto, Sophia e Saramago tivessem rescindido (eles ou os herdeiros) os contratos que, há longo tempo, os ligavam a editoras. Tudo se vai assemelhando, pelo lado pior, porque as regras cavalheirescas e humanas, que eram a parte mais nobre que presidia ao negócio dos livros, parece que se vão, cada vez mais, aproximando dos escuros e mercantis negócios que presidem e predominam no futebol.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mercearias Finas 69 : globalização, cavalos e batatas


Às vezes esquecemos que a primeira globalização, no séc. XVI sobretudo, contribuiu grandemente para o enriquecimento cultural, gastronómico e até para uma maior biodiversidade dos continentes. Por termos visto muitos filmes sobre o faroeste americano, temos dificuldade, por vezes, em lembrarmo-nos que os primeiros cavalos que pisaram o solo americano, foram levados da Europa, por Fernando Cortez.
Mas também recebemos em troca. Por exemplo a batata, que veio dos Andes e acabou por substituir as castanhas, no acompanhamento das refeições, em muitos países europeus. No entanto - e era aqui que eu queria chegar, para o dizer -, nunca, até há 15/20 anos atrás, me chegou ao prato batata de tão fraca qualidade como agora. Na maior parte dos casos, vem de França, para as grandes superfícies. Mesmo que a dividam em batata para cozer e batata para fritar e assar. Farinhentas, descoradas, insípidas - uma lástima...
Longe vai o tempo em que elas começavam a aparecer, primeiro, da Lourinhã e do Montijo, depois iam amadurecendo nas Beiras, até chegarem, finalmente, de Trás-os-Montes - bons tempos de produção nacional, porque a batata era, quase sempre, boa. Agora, só através de deslocações às terras saloias e por ofertas amigas, vindas de Constância ou da Lourinhã, temos o gosto de as saborear no seu sabor inteiro.
Claro que a França, com a parte de leão que recebe da PAC para a sua agricultura, pode bem vender o rebotalho da produção aos Santos e aos Belmiros, ao preço da uva mijona, para eles encherem os bolsos, depois, e as grandes superfícies de toneladas de péssima batata, para consumo do pagode luso.
E vem tudo isto a propósito porque, no domingo passado, dois magníficos linguados grelhados iam-se perdendo no meio de reles batatas cozidas, francesas... que acabamos por deixar no prato, quase todas.

domingo, 19 de agosto de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ainda a globalização, massificação e seguidismo cego


É das coisas que mais me desperta a curiosidade, e me preocupa. Sem conseguir descortinar, com rigor, as razões objectivas do facto. Dá-se o caso que, com relativa frequência, um poste (já) antigo é objecto de revoadas de visitantes numa voracidade e mimetismo seguidista, sem qualquer razão aparente - muitas vezes, o assunto tratado no poste, perdeu já toda a sua actualidade. Mas as visitas multiplicam-se...
A única hipótese que eu avento é que, provavel e acriticamente, seguem alguma indicação dessas agências parasitas, que pululam na net, que destacam determinados postes, para ganhar dinheiro com anúncios laterais que nada têm a ver com a postagem de que fazem propaganda, para aliciar os incautos e ingénuos que não têm ideias ou critério na procura. Vão assim, como "Maria vai com as outras..." Lamentável, se a razão for esta.
Vou dar os últimos exemplos desta cega massificação, através do Top2, dos últimos dias, num universo de cerca de 240 visitas diárias:
1. poste "Áurea mediocridade e alegria" colocado a 12 de Março de 2012: com cerca de 65 visitantes.
2. poste "Jürgen Habermas - Necessitamos da Europa", de 9 de Março de 2011: com 54 visitas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Está na moda!


São às dezenas, nos últimos dias, as visitas sobre esta pintura de Juan Gris (postada há longo tempo - 23/3/2011). E, embora não lhe saiba a origem (alguma central proxeneta e sugadora de imagens de blogues alheios?), incomoda-me esta massificação seguidista dos cibernautas preguiçosos, nesta época de globalização acéfala. Era tão bom que cada um pensasse e escolhesse por si!... Infelizmente, há sempre mais carneiros do que pastores. Virtudes da net.
Aqui  recoloco a imagem, para memória futura dos tempos pobres que correm.

Nota: o "pimp" sanguessuga, acabei por descobrir, é um tal pomposo "Museum Quality Hand Made - Oil Painting Reproductions" que, central mercenária de língua inglesa (americana, decerto), parasitariamente, vive à custa do trabalho dos outros, vendendo-o, à boa maneira "liberal", aos que, por preguiça não se querem dar ao trabalho de procurar.