Não sendo eu grande apreciador da temática Natureza Morta, em pintura, abro sempre uma ou outra excepção para artistas ou obra singular de pintores cuja técnica e qualidade estética me surpreendem e maravilham.
Destaco hoje dois nomes que atestam a evolução da temática, em Itália. As duas primeiras imagens são da autoria da pintora Giovanna Garzoni (1600-1670), que foi também aguarelista celebrada. As suas obras eram muito disputadas e alcançavam altos preços, pelo menos, enquanto foi viva.
A última tela foi executada por volta de 1700 e é obra de Cristoforo Munari (1667-1720), incluído normalmente na escola do Barroco tardio, notável perfeccionista e considerado um dos maiores pintores de naturezas mortas, em Itália. A obra tentaria expressar os cinco sentidos do corpo humano, sendo que o relógio, dominante, chamava a atenção para a fugacidade da vida.