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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pinacoteca Pessoal 219

 

Com Giorgio Chirico, Carlo Carrà (1881-1966) representa o que há de melhor na chamada Pintura Metafísica, muito embora os temas representados nas suas pinturas tenham um âmbito menos alargado que os do seu colega também italiano.




A partir de meados dos anos 20 porém a sua obra sofre um inflexão para um tipo de realismo algo influenciado por Giotto, que Carrà muito admirava, e pelos mestres do Renascimento.





quinta-feira, 17 de junho de 2021

Divagações 171

 

Estável embora e em si, do ponto de vista abstracto, o tempo assume ritmos diversos sensoriais subjectivos conforme as expectativas de quem o vive, consoante o agrado, a indiferença ou o desagrado do momento e do futuro. E nada, nesse particular, permite acelerá-lo ou retardá-lo, apesar  dos nossos desejos mais íntimos.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Pinacoteca Pessoal 174

 


Tentado inicialmente pelo impressionismo e pelo expressionismo, o pintor belga Paul Delvaux (1897-1994) viria a integrar mais tarde, em definitivo, a escola do surrealismo, também partilhada pelo seu compatriota coevo René Magritte, que integrava, de algum modo, um certo tipo de humor, nas suas obras. Delvaux introduz algumas notas de subtil dramatismo, mas também mistério que me fazem lembrar alguns quadros de Giorgio Chirico.



Uma visita a Itália, em 1939, deixou marcas na sua estética e também em cenários arquitectónicos que, por vezes, surpreendemos nas suas telas. Concluímos a reprodução de pinturas de Delvaux com As fases da Lua (1942) e A Retirada (1973). Afectado por problemas de visão, o artista deixou de pintar em 1986.