As encadernações são, com frequência, caras, e só muito raramente eu mandei encadernar livros. A última vez que o terei feito foi há mais de 15 anos. Justificava-se, porque a obra estava desencadernada e, não sendo muito valiosa, era um pouco rara. Mas também aprecio uma encadernação bem feita, e tenho algumas, bonitas, compradas usadas, em alfarrabistas.
É o caso da que aparece em imagem e que tem o ex-libris do seu primitivo possuidor, o advogado Francisco de Mascarenhas Gentil (1906-1948).
Uma familiar, Isabel Maria Gentil (1912-1979), firmou também a sua posse manuscrita, em 1937, na folha de rosto desta obra menor de G. B. Chesterton (1874-1936), L'Auberge Volante (1936), em versão francesa. Não sendo uma edição preciosa, este romance deve ter agradado aos seus possuidores para o terem mandado encadernar em tão boas condições. E foi pelo esmero da apresentação que me tentou a compra do bonito volume.
Nota: julgo que o casal, referido acima, foram os pais de Helena Mª Vaz da Silva (1939-2002).